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Aula sobre Os padrões de beleza e os povos indígenas brasileiros

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Os padrões de beleza são construções sociais que refletem valores culturais, históricos e políticos de uma sociedade. No Brasil, esses padrões muitas vezes desconsideram a diversidade e a riqueza dos povos indígenas, que possuem suas próprias estéticas e formas de expressão corporal e cultural. Nesta aula, os estudantes irão explorar os padrões de beleza a partir da perspectiva dos povos indígenas brasileiros, compreendendo como esses padrões influenciam a identidade, a autoestima e a representação desses povos na sociedade. Utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos construam um mapa de empatia, permitindo uma imersão profunda na vivência e nas percepções dos indígenas sobre beleza, cultura e identidade. Essa abordagem promove a reflexão crítica e a expressão criativa, conectando conhecimentos artísticos, históricos, sociais e políticos, além de estimular a criação autoral nas diversas linguagens artísticas.

Material de apoio 1 — Os padrões de beleza e os povos indígenas brasileiros

  1. Etapa 1Introdução e contextualização do tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema 'Os padrões de beleza e os povos indígenas brasileiros', explicando como os padrões de beleza são construções sociais e culturais que variam entre diferentes grupos. São apresentados exemplos visuais e relatos que evidenciam a diversidade estética dos povos indígenas e como esses padrões são muitas vezes invisibilizados ou distorcidos pela sociedade dominante. O professor explica que a aula utilizará a metodologia Design Thinking para explorar o tema de forma colaborativa e criativa.


  2. Etapa 2Apresentação e explicação do mapa de empatia

    O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada um dos seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor orienta os alunos sobre como utilizar o mapa para se colocar no lugar dos povos indígenas, buscando compreender suas perspectivas e experiências relacionadas aos padrões de beleza. O mapa de empatia é disponibilizado em formato digital para consulta durante a atividade.


  3. Etapa 3Formação de grupos e brainstorming

    Os alunos são organizados em grupos para realizar um brainstorming sobre as percepções dos povos indígenas em relação aos padrões de beleza. Cada grupo discute e anota ideias para preencher os campos do mapa de empatia, baseando-se em conhecimentos prévios, pesquisas rápidas e reflexões coletivas. O professor circula entre os grupos, estimulando o pensamento crítico e a empatia, e auxiliando na organização das ideias.


  4. Etapa 4Construção coletiva do mapa de empatia

    Cada grupo utiliza as ideias levantadas para construir seu próprio mapa de empatia, preenchendo os campos com informações que representem o ponto de vista dos povos indígenas sobre beleza, cultura e identidade. O professor orienta para que os alunos considerem aspectos históricos, sociais e políticos, além das expressões artísticas e culturais indígenas. O mapa serve como base para a próxima etapa de criação.


  5. Etapa 5Desenvolvimento da expressão artística autoral

    Com base no mapa de empatia construído, os grupos são convidados a desenvolver uma produção artística que expresse as percepções e sentimentos relacionados aos padrões de beleza indígenas. As linguagens podem incluir artes visuais, audiovisual, dança, música, teatro ou suas intersecções, conforme os recursos disponíveis e o interesse dos alunos. O professor estimula a criatividade e a utilização de referências culturais e estéticas indígenas.


  6. Etapa 6Apresentação e socialização dos trabalhos

    Cada grupo apresenta sua produção artística para a turma, explicando como o mapa de empatia orientou sua criação e quais reflexões foram desenvolvidas. O professor promove um ambiente de respeito e valorização das diferentes expressões, incentivando perguntas e comentários construtivos dos colegas. Essa etapa reforça a compreensão do tema e a importância da diversidade cultural.


  7. Etapa 7Reflexão final e avaliação

    O professor conduz uma roda de conversa para que os alunos compartilhem suas aprendizagens, dificuldades e sentimentos durante a atividade. São discutidos os impactos dos padrões de beleza na sociedade e a importância de reconhecer e valorizar as culturas indígenas. O professor realiza uma avaliação formativa, considerando a participação, a reflexão crítica e a criatividade demonstradas ao longo da aula.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão crítica sobre os padrões de beleza e sua relação com os povos indígenas brasileiros.

  • Estimular a empatia e a sensibilidade cultural por meio da criação do mapa de empatia.

  • Promover a expressão e a criação autoral nas linguagens artísticas a partir de referências culturais e estéticas indígenas.

  • Integrar conhecimentos históricos, sociais e políticos para ampliar a visão dos estudantes sobre diversidade e identidade.

  • Fomentar o trabalho colaborativo e o pensamento criativo utilizando a metodologia Design Thinking.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia, demonstrando compreensão do tema.

  • Capacidade de expressar ideias e sentimentos relacionados aos padrões de beleza indígenas nas produções artísticas.

  • Demonstração de reflexão crítica sobre a diversidade cultural e os estereótipos presentes na sociedade.

  • Colaboração efetiva nas atividades em grupo, respeitando diferentes opiniões e contribuindo para o trabalho coletivo.

  • Originalidade e criatividade nas propostas artísticas desenvolvidas a partir do mapa de empatia.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar os padrões de beleza e a diversidade dos povos indígenas brasileiros.

  • Disponibilizar e explicar o uso do mapa de empatia para guiar a atividade dos alunos.

  • Organizar os alunos em grupos para a construção coletiva do mapa de empatia.

  • Medir e orientar as discussões, incentivando a reflexão crítica e o respeito às diferentes perspectivas.

  • Estimular a expressão artística dos estudantes a partir das informações do mapa de empatia.

  • Oferecer feedback construtivo durante as etapas de criação e apresentação dos trabalhos.

  • Promover um momento de socialização para que os grupos compartilhem suas produções e reflexões.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões sobre padrões de beleza e povos indígenas.

  • Contribuir na construção coletiva do mapa de empatia, refletindo sobre cada campo proposto.

  • Expressar suas percepções e sentimentos relacionados ao tema durante as atividades.

  • Colaborar com os colegas na elaboração das propostas artísticas baseadas no mapa de empatia.

  • Apresentar e explicar suas produções para a turma, compartilhando suas reflexões.

  • Ouvir e respeitar as opiniões e produções dos colegas durante as socializações.