Aula sobre Os protocolos ambientais
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Os protocolos ambientais são acordos internacionais que visam proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável, regulando ações que impactam os ciclos biogeoquímicos da Terra. Exemplos conhecidos incluem o Protocolo de Kyoto, que trata da redução de gases do efeito estufa, e o Protocolo de Montreal, que visa proteger a camada de ozônio. Esses protocolos influenciam políticas públicas, práticas industriais e comportamentos individuais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os estudantes elaborem o template do mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre os protocolos ambientais, facilitando a compreensão dos impactos humanos nos ciclos naturais e incentivando a proposição de ações para minimizar danos ao meio ambiente.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de protocolos ambientais, destacando sua relevância para a proteção dos ciclos biogeoquímicos e o meio ambiente. Exemplos práticos, como o Protocolo de Kyoto e o Protocolo de Montreal, são discutidos para aproximar o tema da realidade dos alunos. Em seguida, o professor explica a metodologia Design Thinking e introduz o mapa de empatia como ferramenta para explorar diferentes perspectivas sobre o tema.
Etapa 2 — Formação dos grupos e explicação do mapa de empatia
Os alunos são divididos em pequenos grupos para facilitar a colaboração. O professor apresenta o mapa de empatia, detalhando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O objetivo é que os grupos se coloquem no lugar de diferentes atores envolvidos nos protocolos ambientais, como governos, indústrias, comunidades locais ou o próprio meio ambiente.
Etapa 3 — Preenchimento do mapa de empatia
Os grupos iniciam o preenchimento do mapa de empatia, discutindo e preenchendo cada campo com base no ponto de vista do ator escolhido. O professor circula pela sala, mediando as discussões, incentivando a reflexão crítica e auxiliando na conexão das informações com os ciclos biogeoquímicos e os impactos ambientais.
Etapa 4 — Análise dos mapas e relação com os ciclos biogeoquímicos
Cada grupo analisa as informações do seu mapa de empatia para identificar como as ações e percepções do ator influenciam os ciclos biogeoquímicos. O professor orienta os alunos a relacionar as dores e ganhos com as consequências ambientais, promovendo uma compreensão integrada do tema.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas e debate coletivo
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, compartilhando as diferentes perspectivas e insights obtidos. Após cada apresentação, o professor conduz um debate, incentivando perguntas, reflexões e a troca de ideias entre os alunos.
Etapa 6 — Proposição de ações para minimizar impactos
Com base nas discussões, os grupos elaboram propostas de ações individuais ou coletivas que possam contribuir para minimizar os impactos negativos identificados nos ciclos biogeoquímicos. O professor estimula a criatividade e a viabilidade das soluções apresentadas.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
O professor conduz uma reflexão final sobre a importância dos protocolos ambientais e o papel de cada indivíduo na preservação do meio ambiente. Em seguida, realiza a avaliação da participação dos alunos, da qualidade dos mapas de empatia e das propostas de ações, reforçando os aprendizados da aula.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão dos alunos sobre os protocolos ambientais e sua importância para a conservação dos ciclos biogeoquímicos.
Estimular a empatia e a análise crítica ao considerar diferentes pontos de vista relacionados aos protocolos ambientais por meio do mapa de empatia.
Promover a habilidade de trabalhar colaborativamente para identificar problemas ambientais e propor soluções sustentáveis.
Incentivar a reflexão sobre as consequências das ações humanas nos ciclos naturais e a responsabilidade individual e coletiva para a mitigação desses impactos.
Aplicar a metodologia Design Thinking para tornar o aprendizado mais dinâmico, criativo e centrado no estudante.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia, demonstrando compreensão dos diferentes aspectos relacionados aos protocolos ambientais.
Capacidade de identificar e relacionar os impactos dos protocolos ambientais nos ciclos biogeoquímicos.
Qualidade das propostas de ações individuais ou coletivas para minimizar consequências nocivas ao meio ambiente.
Demonstração de trabalho colaborativo e respeito às ideias dos colegas durante as etapas da atividade.
Ações do professor
Apresentar o tema dos protocolos ambientais contextualizando sua importância e exemplos práticos do cotidiano.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia, orientando os alunos sobre cada campo a ser preenchido.
Dividir a turma em grupos e mediar a discussão para que cada grupo construa seu mapa de empatia, estimulando a reflexão e o diálogo.
Auxiliar os grupos a relacionar as informações do mapa com os ciclos biogeoquímicos e os impactos ambientais.
Orientar a apresentação dos mapas pelos grupos, promovendo a troca de ideias e o debate construtivo.
Estimular a proposição de ações que possam ser adotadas para minimizar os impactos negativos identificados.
Avaliar a participação, o entendimento do tema e a criatividade nas soluções propostas.
Ações do aluno
Ouvir a contextualização do tema e participar das discussões iniciais para compreender os protocolos ambientais.
Colaborar com os colegas na construção do mapa de empatia, refletindo sobre os diferentes campos e suas relações com o tema.
Analisar os impactos dos protocolos ambientais nos ciclos biogeoquímicos a partir das informações coletadas.
Apresentar o mapa de empatia do grupo, compartilhando as percepções e insights obtidos.
Participar do debate, respeitando as opiniões dos colegas e enriquecendo a discussão com contribuições relevantes.
Propor ações individuais ou coletivas para minimizar os efeitos nocivos das atividades humanas sobre o meio ambiente.