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Aula sobre Passado e presente do regime de escravidão

Metodologia ativa — Estudo de Caso

Por que usar essa metodologia?

O estudo de caso aproxima o estudante do método científico, estimula a observação e experimentação. No estudo de caso o resultado final pode ser compartilhado com a comunidade escolar auxiliando na disseminação da informação em temas complexos e necessários.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como investigação, empatia, observação, resolução de problemas, elaboração de estratégias, e proatividade.

Você sabia?

O estudo de caso é utilizado na área da pesquisa acadêmica e visa analisar fenômenos através de estratégias científicas.


O regime de escravidão no Brasil, que perdurou por mais de 300 anos, deixou marcas profundas na sociedade contemporânea, refletindo-se em desigualdades sociais e raciais que ainda persistem. A escravidão não é apenas um tema do passado, mas um fenômeno que influencia as relações sociais e de trabalho atuais. Por exemplo, a luta por direitos iguais e a busca por justiça social são reflexos diretos das consequências desse período. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Estudo de Caso para que os alunos investiguem como a herança da escravidão se manifesta em suas comunidades, promovendo uma reflexão crítica sobre o passado e suas implicações no presente.

Material de apoio 1 — Passado e presente do regime de escravidão

  1. Etapa 1Introdução e Escolha do Tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema da escravidão, contextualizando sua importância histórica e suas consequências sociais. Ele pode utilizar vídeos curtos, relatos de pessoas que vivenciaram a escravidão ou textos que abordem a temática. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e promover uma discussão inicial sobre o que eles já sabem e o que gostariam de aprender. Os alunos serão divididos em grupos de 4 a 5 integrantes. Cada grupo deverá escolher um tema relacionado ao passado e presente do regime de escravidão, como a desigualdade racial, a luta por direitos, ou a representação da cultura afro-brasileira.


  2. Etapa 2Identificação do Problema

    Após a escolha do tema, cada grupo deve definir um problema específico que desejam investigar. Por exemplo, se o tema escolhido for a desigualdade racial, o problema pode ser a falta de acesso à educação de qualidade para jovens negros. O professor deve guiar os alunos nesse processo, incentivando-os a pensar criticamente sobre as questões que desejam abordar e como isso se relaciona com a história da escravidão.


  3. Etapa 3Levantamento de Dados

    Os alunos devem realizar pesquisas e entrevistas com pessoas da comunidade, buscando dados que ajudem a entender o problema identificado. O professor pode sugerir que os alunos conversem com familiares, líderes comunitários ou especialistas. É importante que os alunos aprendam a formular perguntas abertas e a ouvir ativamente, coletando informações que enriqueçam sua pesquisa.


  4. Etapa 4Análise do Contexto

    Nesta etapa, os alunos devem discutir em grupo as causas do problema que estão investigando. O professor deve incentivar a reflexão sobre como a história da escravidão contribui para a situação atual. Os alunos podem usar dados coletados para embasar suas análises e devem ser orientados a considerar se e como o problema pode ser evitado no futuro.


  5. Etapa 5Comparação de Dados

    Os grupos devem comparar os dados obtidos em suas entrevistas e pesquisas com dados oficiais, como estatísticas do IBGE ou relatórios de organizações sociais. O professor deve ajudar os alunos a identificar semelhanças e diferenças, promovendo uma discussão sobre a validade das informações e como elas se relacionam com a realidade social.


  6. Etapa 6Propostas de Soluções

    Com base nas análises realizadas, cada grupo deve pensar em soluções que poderiam contribuir para a disseminação da informação e a melhoria da situação identificada. O professor deve incentivar a criatividade dos alunos, sugerindo que eles considerem ações que possam ser realizadas na escola ou na comunidade, como campanhas de conscientização ou eventos educativos.


  7. Etapa 7Criação do Infográfico

    Por fim, os alunos devem criar um infográfico que sintetize suas pesquisas, análises e propostas de soluções. O professor pode fornecer um template com lacunas a serem preenchidas, garantindo que os alunos incluam informações relevantes. Os infográficos poderão ser impressos ou apresentados digitalmente, e os alunos devem discutir como podem ser utilizados para informar a comunidade sobre o tema.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação às desigualdades sociais.

  • Promover a pesquisa e a coleta de dados como ferramentas de aprendizado.

  • Estimular a empatia e a compreensão das realidades sociais contemporâneas.

  • Fomentar a criatividade na apresentação de soluções para problemas sociais.

  • Contribuir para a formação de cidadãos conscientes e engajados na luta pelos direitos humanos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões em grupo.

  • Qualidade e relevância dos dados coletados durante a pesquisa.

  • Capacidade de análise crítica em relação aos dados comparados.

  • Propostas de soluções que demonstrem compreensão do tema.

  • Clareza e criatividade na apresentação do infográfico.

Ações do professor

  • Facilitar a formação dos grupos e a escolha dos temas.

  • Orientar os alunos na definição do problema a ser pesquisado.

  • Acompanhar e apoiar os alunos durante o levantamento de dados.

  • Estimular a análise crítica dos dados coletados.

  • Auxiliar na elaboração dos infográficos e na apresentação final.

Ações do aluno

  • Formar grupos e escolher um tema relacionado ao regime de escravidão.

  • Definir um problema específico para a pesquisa.

  • Realizar entrevistas e pesquisas para coleta de dados.

  • Analisar os dados coletados e compará-los com informações oficiais.

  • Criar e apresentar um infográfico com as soluções propostas.