Aula sobre Pensando como cientistas
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A habilidade de pensar como cientista é fundamental para que os estudantes desenvolvam um olhar crítico e investigativo sobre o mundo ao seu redor. No cotidiano, cientistas formulam perguntas, levantam hipóteses, realizam experimentos e interpretam dados para compreender fenômenos naturais e tecnológicos. Nesta aula, os alunos serão convidados a vivenciar esse processo investigativo por meio do preenchimento do templte de uma fanzine, um material artesanal e acessível, que abordará os principais passos do método científico e suas aplicações. A metodologia ativa Cultura Maker será aplicada para que os estudantes elaborem coletivamente o conteúdo, desenvolvendo autonomia, criatividade e colaboração, mesmo com recursos limitados e sem necessidade de impressão externa, utilizando apenas papel A4 dividido em 8 partes para montar a fanzine.

Etapa 1 — Introdução ao pensamento científico
O professor inicia a aula contextualizando o que significa pensar como cientista, apresentando exemplos do cotidiano onde o método científico é aplicado, como na investigação de causas de fenômenos naturais ou na solução de problemas tecnológicos simples. Em seguida, apresenta a proposta do preenchimento do template da fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, explicando que cada parte abordará um subtópico do método científico, estimulando a participação e o interesse dos alunos.
Etapa 2 — Exploração e formulação de questões
Os alunos, em grupos, são convidados a observar um fenômeno simples do cotidiano (por exemplo, a germinação de uma semente, o comportamento da luz, ou a dissolução de um soluto em água) e a formular perguntas investigativas relacionadas. O professor orienta a construção dessas questões, incentivando que sejam claras e passíveis de investigação científica.
Etapa 3 — Elaboração de hipóteses e previsões
Com base nas perguntas formuladas, os estudantes elaboram hipóteses que possam ser testadas. Eles também fazem previsões sobre os resultados esperados, discutindo as possíveis variáveis envolvidas. O professor estimula o pensamento crítico, questionando a viabilidade das hipóteses e a lógica das previsões.
Etapa 4 — Uso de instrumentos de medição
O professor apresenta instrumentos de medição simples e acessíveis (como régua, cronômetro, copo medidor, balança caseira) que podem ser utilizados para coletar dados relacionados às hipóteses. Os alunos experimentam o uso desses instrumentos para realizar medições e registrar informações relevantes para a investigação.
Etapa 5 — Representação e interpretação de dados
Os estudantes organizam os dados coletados em tabelas ou gráficos simples, representando visualmente as informações. O professor orienta a interpretação desses dados, discutindo o que eles indicam em relação às hipóteses levantadas e às previsões feitas.
Etapa 6 — Elaboração da fanzine
Cada grupo utiliza o papel A4 dividido em 8 partes para montar a fanzine, distribuindo os conteúdos trabalhados em cada parte: perguntas, hipóteses, instrumentos usados, dados coletados, interpretações e conclusões. O professor auxilia na organização do material, incentivando a criatividade e a clareza na apresentação das informações.
Etapa 7 — Apresentação e reflexão final
Os grupos apresentam suas fanzines para a turma, compartilhando o processo investigativo e as conclusões obtidas. O professor promove uma reflexão coletiva sobre a importância do pensamento científico e como a metodologia ativa e a Cultura Maker contribuíram para o aprendizado. Finaliza destacando a aplicação dessas habilidades em situações do dia a dia.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de formular questões investigativas e hipóteses científicas.
Estimular a capacidade de realizar previsões e estimativas fundamentadas em observações.
Promover o uso e compreensão de instrumentos de medição simples e acessíveis.
Incentivar a representação e interpretação de modelos explicativos e dados experimentais.
Fomentar o trabalho colaborativo e a comunicação científica por meio da criação da fanzine.
Estimular o pensamento crítico e a construção de conclusões justificadas cientificamente.
Critérios de avaliação
Participação ativa na elaboração e discussão das questões e hipóteses.
Capacidade de relacionar observações com previsões e estimativas coerentes.
Utilização adequada dos instrumentos de medição propostos.
Clareza e coerência na representação e interpretação dos dados e modelos.
Engajamento na criação e apresentação da fanzine, demonstrando compreensão do método científico.
Ações do professor
Apresentar o conceito de pensar como cientista e o método científico de forma clara e contextualizada.
Orientar os alunos na divisão do papel A4 para a criação da fanzine e na organização dos conteúdos em cada parte.
Estimular a formulação de perguntas e hipóteses relacionadas a situações-problema cotidianas.
Fornecer exemplos práticos de instrumentos de medição simples que podem ser usados na atividade.
Acompanhar e mediar as discussões e o trabalho colaborativo durante a construção da fanzine.
Incentivar a reflexão sobre os dados coletados e a elaboração de conclusões fundamentadas.
Promover a apresentação e troca de fanzines entre os grupos para ampliar o aprendizado.
Ações do aluno
Participar ativamente na criação das perguntas e hipóteses científicas.
Realizar estimativas e previsões baseadas em observações e dados coletados.
Utilizar instrumentos de medição simples para coletar informações relevantes.
Representar e interpretar dados e modelos explicativos no conteúdo da fanzine.
Colaborar com os colegas na organização e montagem da fanzine em papel A4.
Discutir e justificar as conclusões obtidas a partir dos dados e experimentos realizados.
Apresentar a fanzine para a turma, compartilhando o processo e os aprendizados.