Aula sobre Polêmicas científicas
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
As polêmicas científicas são debates que envolvem diferentes opiniões e valores sobre avanços e aplicações da ciência, especialmente na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Elas aparecem em temas como tecnologias do DNA, tratamentos com células-tronco, neurotecnologias, produção de tecnologias de defesa e estratégias de controle de pragas. Esses debates são importantes para que os estudantes compreendam que a ciência não é apenas um conjunto de fatos, mas também envolve questões éticas, legais e sociais.
Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos preencham um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre uma polêmica científica, desenvolvendo habilidades de análise crítica e argumentação fundamentada.

Etapa 1 — Introdução ao tema e à metodologia
Inicie a aula contextualizando o conceito de polêmicas científicas e sua relevância na sociedade e no cotidiano dos estudantes. Exemplos práticos, como debates sobre edição genética, uso de células-tronco ou neurotecnologias, são apresentados para ilustrar o tema. Em seguida, explique a metodologia Design Thinking e introduza o mapa de empatia como ferramenta para explorar diferentes perspectivas, mostrando o modelo com os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'.
Etapa 2 — Formação dos grupos e escolha da polêmica
Os alunos são organizados em grupos pequenos para facilitar a colaboração. Cada grupo escolhe uma polêmica científica para trabalhar, podendo ser uma das sugeridas pelo professor ou outra de interesse dos estudantes. Oriente os alunos a pesquisar e refletir sobre o tema escolhido, considerando os diferentes atores envolvidos e seus pontos de vista.
Etapa 3 — Construção do mapa de empatia
Utilizando o modelo de mapa de empatia fornecido, os grupos começam a preencher os campos, imaginando as perspectivas dos diferentes envolvidos na polêmica científica. Eles discutem e registram o que esses atores pensam e sentem, ouvem, falam e fazem, veem, além das dores (problemas) e ganhos (benefícios) relacionados ao tema. Circule pela sala para orientar e estimular a reflexão crítica.
Etapa 4 — Apresentação dos mapas de empatia
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as diferentes perspectivas identificadas. Essa etapa permite que todos conheçam as diversas polêmicas e compreendam a complexidade dos debates científicos, ampliando a visão crítica dos estudantes.
Etapa 5 — Debate coletivo
Com base nas apresentações, conduza um debate coletivo, incentivando os alunos a argumentar de forma ética, legal e responsável. O foco é analisar os diferentes pontos de vista, identificar conflitos e convergências, e refletir sobre as implicações sociais e éticas das polêmicas científicas.
Etapa 6 — Reflexão e síntese
Os alunos, individualmente ou em grupo, refletem sobre o processo de preenchimento do mapa de empatia e do debate, destacando aprendizados e desafios encontrados. Proponha uma síntese escrita ou oral para consolidar os conceitos trabalhados e as habilidades desenvolvidas.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
Avalie a participação, a qualidade dos mapas de empatia, a argumentação e o respeito às diferentes opiniões durante o debate. Forneça um feedback construtivo para cada grupo, destacando pontos fortes e aspectos a melhorar, incentivando a continuidade do desenvolvimento crítico e ético dos estudantes.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de analisar e debater situações controversas na área de Ciências da Natureza com base em argumentos consistentes, legais, éticos e responsáveis.
Estimular a empatia e a compreensão de diferentes pontos de vista por meio da construção do mapa de empatia.
Promover o trabalho colaborativo e a criatividade na resolução de problemas complexos.
Incentivar a reflexão crítica sobre as implicações sociais, éticas e legais das aplicações científicas.
Aplicar a metodologia Design Thinking para estruturar o pensamento e a argumentação dos estudantes.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas etapas da atividade.
Capacidade de identificar e representar diferentes perspectivas no mapa de empatia.
Qualidade e consistência dos argumentos apresentados durante o debate.
Demonstração de compreensão dos aspectos éticos, legais e sociais envolvidos na polêmica científica escolhida.
Organização e clareza na apresentação do mapa de empatia e das conclusões do grupo.
Ações do professor
Apresentar o tema das polêmicas científicas e contextualizar sua importância no cotidiano dos estudantes.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta para explorar diferentes perspectivas.
Distribuir e apresentar o modelo do mapa de empatia, explicando cada campo e sua função.
Organizar os alunos em grupos e orientar a escolha de uma polêmica científica para trabalhar.
Acompanhar e mediar as discussões em grupo, incentivando o respeito às diferentes opiniões e o uso de argumentos fundamentados.
Promover a apresentação dos mapas de empatia e conduzir um debate coletivo sobre os temas abordados.
Avaliar a participação, o entendimento e a argumentação dos alunos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e atividades em grupo.
Pesquisar e refletir sobre a polêmica científica escolhida, considerando diferentes pontos de vista.
Construir o mapa de empatia, preenchendo os campos com informações que representem as perspectivas envolvidas.
Argumentar de forma ética, legal e responsável durante os debates.
Ouvir e respeitar as opiniões dos colegas, buscando compreender diferentes perspectivas.
Apresentar o mapa de empatia e as conclusões do grupo para a turma.
Refletir sobre o processo e os aprendizados adquiridos durante a atividade.