Aula sobre Por quê estudar o passado da humanidade?
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O estudo do passado da humanidade é fundamental para compreendermos não apenas a trajetória da sociedade, mas também as raízes de nossas identidades, valores e comportamentos atuais. Ao analisarmos eventos históricos, culturais e sociais, conseguimos entender como as decisões do passado moldaram o presente e influenciam o futuro. Por exemplo, ao estudar a Revolução Industrial, os alunos podem perceber como as inovações tecnológicas impactaram o trabalho e a vida cotidiana, refletindo sobre as mudanças que ainda ocorrem hoje. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para criar um mapa de empatia, que ajudará os alunos a se colocarem no lugar de diferentes figuras históricas e a compreenderem suas motivações, desafios e conquistas, promovendo uma análise crítica e reflexiva sobre a importância do passado.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando a pergunta central: 'Por que estudar o passado da humanidade?'. Ele pode utilizar uma breve narrativa ou um vídeo que ilustre a importância da história, como a evolução dos direitos humanos ou as consequências de guerras. Essa introdução deve provocar curiosidade e motivação nos alunos para o tema.
Etapa 2 — Discussão Inicial
Os alunos são convidados a compartilhar o que já sabem sobre a importância da história. O professor pode anotar as contribuições no quadro, destacando pontos como a formação da identidade cultural, as lições aprendidas e a influência do passado nas decisões atuais. Essa etapa promove a troca de ideias e ativa o conhecimento prévio dos alunos.
Etapa 3 — Apresentação do Mapa de Empatia
O professor apresenta o conceito de mapa de empatia e explica cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Ele pode usar um exemplo de uma figura histórica conhecida, como Martin Luther King, para ilustrar como preencher o mapa.
Etapa 4 — Formação de Grupos e Escolha de Figuras Históricas
Os alunos são divididos em grupos e cada grupo escolhe uma figura histórica ou um evento significativo para trabalhar. O professor deve garantir que haja diversidade nas escolhas, incentivando grupos a explorar diferentes períodos e contextos. Os alunos devem discutir em grupo o que já sabem sobre a figura ou evento escolhido.
Etapa 5 — Construção do Mapa de Empatia
Os grupos trabalham juntos para preencher o mapa de empatia com base em pesquisas e discussões. O professor circula pela sala, oferecendo apoio e orientações, ajudando os alunos a aprofundarem suas reflexões sobre as emoções, desafios e conquistas das figuras históricas escolhidas.
Etapa 6 — Apresentação dos Mapas de Empatia
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões que surgiram durante o processo. O professor deve incentivar perguntas e discussões após cada apresentação, promovendo um ambiente colaborativo e reflexivo.
Etapa 7 — Reflexão Final
Para encerrar a aula, o professor conduz uma reflexão sobre o que os alunos aprenderam com a atividade. Ele pode perguntar como as lições do passado podem ser aplicadas em suas vidas hoje e o que mais gostariam de explorar sobre a história. Essa etapa é crucial para consolidar o aprendizado e conectar o passado ao presente.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre eventos históricos e suas repercussões.
Fomentar a empatia e a compreensão das diferentes perspectivas históricas.
Estimular a criatividade na construção de narrativas e interpretações do passado.
Promover a colaboração entre os alunos na construção do conhecimento.
Facilitar a identificação de conexões entre passado e presente.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e descrever as emoções e pensamentos das figuras históricas no mapa de empatia.
Qualidade e profundidade das discussões em grupo sobre as diferentes perspectivas.
Clareza e coerência na apresentação dos mapas de empatia.
Participação ativa e colaborativa nas atividades propostas.
Capacidade de relacionar o passado com questões contemporâneas.
Ações do professor
Introduzir o tema com uma breve apresentação sobre a importância do estudo do passado.
Facilitar a discussão inicial, incentivando os alunos a compartilharem suas ideias sobre o que aprenderam sobre história.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, fornecendo exemplos de figuras históricas.
Promover a troca de ideias entre os grupos, estimulando a reflexão crítica.
Conduzir a apresentação dos mapas de empatia, fazendo perguntas que provoquem mais reflexão.
Ações do aluno
Participar da discussão inicial, compartilhando suas percepções sobre a importância da história.
Trabalhar em grupos para construir o mapa de empatia, discutindo as diferentes perspectivas.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas.
Refletir sobre como as lições do passado podem ser aplicadas em suas vidas atuais.
Colaborar com os colegas, ouvindo e respeitando diferentes pontos de vista.