Aula sobre Povos nômades da atualidade
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Os povos nômades são grupos que se deslocam de um lugar para outro, muitas vezes em busca de recursos naturais, como água e pastagens. No mundo contemporâneo, esses povos podem ser encontrados em diversas regiões, como os nômades da Mongólia, que seguem os rebanhos de gado, ou os povos indígenas que se deslocam em busca de terras e recursos. A aula sobre 'Povos nômades da atualidade' busca não apenas apresentar esses grupos, mas também discutir as dicotomias que cercam a vida nômade e sedentária. A metodologia de Design Thinking será aplicada para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, permitindo uma compreensão mais profunda das experiências e desafios enfrentados por esses povos. O mapa de empatia ajudará os alunos a se colocarem no lugar dos nômades, promovendo uma reflexão crítica sobre as questões sociais, culturais e ambientais relacionadas a esses grupos.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia apresentando o conceito de povos nômades, contextualizando com exemplos contemporâneos, como os nômades da Mongólia e as comunidades indígenas no Brasil. A ideia é provocar a curiosidade dos alunos e fazer uma conexão com suas próprias experiências de deslocamento e mudança, como viagens ou mudanças de cidade.
Etapa 2 — Discussão em Grupo
Os alunos são divididos em pequenos grupos para discutir o que sabem sobre povos nômades. O professor circula entre os grupos, ouvindo as ideias e estimulando a reflexão sobre as características desses povos, suas culturas e modos de vida. Essa etapa é importante para que os alunos compartilhem conhecimentos prévios e comecem a pensar criticamente sobre o tema.
Etapa 3 — Apresentação do Mapa de Empatia
O professor apresenta o conceito de mapa de empatia e explica cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. É importante que os alunos compreendam como esses campos podem ajudá-los a entender melhor a vida dos nômades. O professor disponibiliza um template pronto do mapa de empatia.
Etapa 4 — Preenchimento do Mapa de Empatia
Os alunos, em grupos, começam preencher o mapa de empatia sobre um povo nômade específico. Eles devem pesquisar e discutir as informações que se encaixam em cada campo do mapa. O professor deve estar disponível para ajudar com orientações e sugestões, garantindo que todos os grupos tenham acesso a informações relevantes.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma. Durante as apresentações, os alunos devem explicar como chegaram às conclusões e quais percepções obtiveram sobre a vida dos nômades. O professor pode incentivar perguntas e discussões após cada apresentação, promovendo um ambiente colaborativo de aprendizado.
Etapa 6 — Reflexão Crítica
Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão crítica sobre as dicotomias discutidas na aula, como nômades vs. sedentários, cidade vs. campo, etc. Os alunos são convidados a compartilhar suas opiniões e reflexões sobre como essas oposições se manifestam na sociedade contemporânea e quais são suas implicações.
Etapa 7 — Síntese e Encerramento
Para encerrar o professor faz uma síntese das principais aprendizagens e reflexões geradas durante a atividade. Os alunos são incentivados a pensar em como podem aplicar esse conhecimento em suas vidas e a importância de respeitar e valorizar as diferentes formas de vida e cultura.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a empatia dos alunos em relação aos povos nômades.
Estimular a reflexão crítica sobre as dicotomias entre nômades e sedentários.
Promover a habilidade de identificar e contextualizar diferentes tipologias evolutivas.
Fomentar a criatividade e a colaboração entre os alunos durante o preenchimento do mapa de empatia.
Incentivar a pesquisa e a discussão sobre a relevância dos povos nômades na atualidade.
Critérios de avaliação
Participação ativa no preenchimento do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e discutir as dores e ganhos dos povos nômades.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas durante a atividade.
Colaboração e trabalho em equipe durante o desenvolvimento da atividade.
Clareza e coerência na apresentação dos resultados do mapa de empatia.
Ações do professor
Introduzir o tema com exemplos práticos e atuais sobre povos nômades.
Orientar os alunos no preenchimento do mapa de empatia, explicando cada campo.
Facilitar discussões em grupo, incentivando a troca de ideias e reflexões.
Acompanhar e apoiar os alunos durante a atividade, oferecendo feedback.
Conduzir uma reflexão final sobre as aprendizagens e percepções obtidas.
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão inicial sobre o tema.
Colaborar com os colegas no preenchimento do mapa de empatia.
Pesquisar e trazer informações relevantes sobre povos nômades.
Refletir sobre as dicotomias apresentadas e suas implicações.
Apresentar e compartilhar o mapa de empatia com a turma.