Aula sobre Princípios da evolução biológica
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A evolução biológica é um conceito fundamental para compreender a diversidade da vida na Terra, incluindo a história da espécie humana. Ela explica como as espécies mudam ao longo do tempo por meio de processos como seleção natural, mutação, migração e deriva genética. No cotidiano dos estudantes, podemos observar a evolução em exemplos como a resistência de bactérias a antibióticos ou a diversidade de características em populações humanas. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos preencham o template de um mapa de empatia focado em um personagem fictício que viveu em diferentes períodos da história humana, explorando seus pensamentos, sentimentos, percepções e desafios relacionados à evolução biológica. Isso permitirá que os estudantes se coloquem no lugar desse personagem para compreender melhor os princípios da evolução e suas implicações na história humana, valorizando a diversidade étnica e cultural.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando os princípios básicos da evolução biológica, como seleção natural, mutação, migração e deriva genética, relacionando-os com a história da espécie humana. Exemplos práticos, como a adaptação de populações humanas a diferentes ambientes e a resistência bacteriana, são discutidos para conectar o conteúdo ao cotidiano dos alunos. Em seguida, o professor explica a metodologia Design Thinking e a proposta de preencher o template de um mapa de empatia para aprofundar a compreensão do tema.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor apresenta o mapa de empatia, destacando os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Explica que os alunos irão criar um personagem fictício que viveu em um período da história humana e preencherão o mapa considerando as experiências desse personagem relacionadas à evolução biológica e à diversidade cultural.
Etapa 3 — Formação de grupos e definição do personagem
Os alunos são organizados em grupos e, juntos, escolhem um período histórico e um contexto cultural para o personagem fictício. Eles discutem e definem as características do personagem, considerando aspectos como ambiente, desafios enfrentados, interações sociais e culturais, e como os princípios da evolução influenciam sua vida e história.
Etapa 4 — Preenchimento do mapa de empatia
Cada grupo preenche o mapa de empatia com base nas discussões anteriores, refletindo sobre os pensamentos, sentimentos, percepções, ações, dores e ganhos do personagem em relação à evolução biológica e à diversidade humana. O professor circula pela sala, auxiliando os grupos e incentivando o aprofundamento das reflexões.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas e discussão
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e como aplicaram os princípios da evolução biológica para analisar a história do personagem. O professor estimula perguntas e debates, promovendo a troca de ideias e o reconhecimento da diversidade cultural e étnica.
Etapa 6 — Reflexão e síntese
Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão coletiva sobre o aprendizado, destacando a importância da evolução biológica para compreender a história humana e a valorização da diversidade. Os alunos são convidados a relacionar o conteúdo com suas próprias experiências e contextos culturais.
Etapa 7 — Avaliação e fechamento
O professor realiza a avaliação formativa considerando a participação, a aplicação dos conceitos e a demonstração de empatia nos trabalhos apresentados. Finaliza a aula reforçando os principais conceitos e incentivando os alunos a continuarem explorando o tema em outras disciplinas e contextos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão dos princípios da evolução biológica e sua aplicação na análise da história humana.
Estimular a empatia e a valorização da diversidade étnica e cultural por meio da construção do mapa de empatia.
Promover o pensamento crítico e a colaboração entre os estudantes durante a construção do mapa.
Incentivar a capacidade de relacionar conceitos científicos com situações reais e históricas.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de aplicar os princípios da evolução biológica para analisar a história humana.
Demonstração de empatia e respeito pela diversidade étnica e cultural no trabalho produzido.
Clareza e coerência na apresentação das ideias no mapa de empatia.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância dos princípios da evolução biológica para a compreensão da história humana.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta para explorar o tema.
Distribuir o material do mapa de empatia e orientar os alunos sobre como preenchê-lo com base em um personagem fictício.
Medir e facilitar a discussão em grupo para que os alunos compartilhem suas ideias e aprofundem a compreensão do tema.
Acompanhar o desenvolvimento do trabalho, oferecendo suporte e esclarecendo dúvidas.
Promover a apresentação dos mapas de empatia pelos grupos, estimulando a reflexão e o debate.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e do preenchimento do mapa de empatia.
Colaborar com os colegas para definir as características do personagem fictício em relação aos campos do mapa.
Aplicar os princípios da evolução biológica para pensar sobre a história e a diversidade humana.
Expressar empatia e respeito pela diversidade cultural ao desenvolver o mapa.
Apresentar o trabalho produzido e refletir sobre o aprendizado adquirido.