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Aula sobre Probabilidade relacionada com genética

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


A genética é uma área da biologia que estuda a hereditariedade e a variação dos seres vivos. A probabilidade está diretamente relacionada à genética, pois permite prever a chance de ocorrência de características em descendentes, como a cor dos olhos ou a presença de uma doença genética. Por exemplo, ao cruzar plantas com diferentes características, podemos usar a probabilidade para estimar a frequência de cada característica na próxima geração. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares para que os estudantes desenvolvam, em grupos, um template de avaliação por pares, no qual avaliarão o trabalho dos colegas, promovendo a troca de conhecimentos e a reflexão crítica sobre o tema. Assim, além de aprenderem sobre probabilidade e genética, os alunos exercitarão habilidades de comunicação, argumentação e avaliação crítica.

Material de apoio 1 — Probabilidade relacionada com genética

  1. Etapa 1Introdução ao tema e contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de probabilidade e sua relação com a genética, utilizando exemplos práticos como a herança da cor dos olhos ou a previsão de características em plantas e animais. A turma discute situações cotidianas onde a probabilidade é aplicada, preparando o terreno para a atividade em grupo.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e explicação da metodologia

    O professor divide os alunos em grupos heterogêneos e explica a metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares, destacando a importância da colaboração, da argumentação e da avaliação crítica entre os grupos. Os alunos compreendem que irão customizar um template para avaliar o trabalho dos colegas.


  3. Etapa 3Customização do template de avaliação por pares

    Cada grupo trabalha na customização do template de avaliação, definindo critérios como organização do grupo, construção dos argumentos, apresentação e comunicação, desempenho geral, e atribuindo uma escala de 1 a 5 para cada critério. O professor orienta e esclarece dúvidas, garantindo que os critérios estejam claros e adequados.


  4. Etapa 4Troca dos templates e aplicação da avaliação

    Os grupos trocam os templates criados e utilizam o template padrão disponibilizado pelo professor (com os critérios mencionados) para avaliar o trabalho dos outros grupos. Essa etapa promove a reflexão crítica e a análise dos argumentos apresentados, além de exercitar a aplicação dos conceitos de probabilidade na genética.


  5. Etapa 5Apresentação dos resultados e discussão

    Cada grupo apresenta seus argumentos e resultados sobre a aplicação da probabilidade na genética, enquanto os outros grupos avaliam utilizando o template. O professor estimula o debate, questiona as ideias apresentadas e promove a reflexão sobre os limites explicativos da ciência e a incerteza nas previsões genéticas.


  6. Etapa 6Reflexão e feedback

    Após as apresentações e avaliações, o professor conduz uma roda de conversa para que os alunos compartilhem suas impressões sobre a atividade, o processo de avaliação entre pares e o aprendizado sobre probabilidade e genética. O professor fornece feedback construtivo para cada grupo, destacando pontos fortes e aspectos a melhorar.


  7. Etapa 7Consolidação do aprendizado

    Para finalizar, o professor propõe uma atividade individual ou em duplas para que os alunos interpretem resultados de cruzamentos genéticos simples utilizando conceitos de probabilidade, reforçando a habilidade de realizar previsões e reconhecer os limites das explicações científicas. Essa etapa consolida o conhecimento adquirido durante a aula.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão dos conceitos básicos de probabilidade aplicados à genética.

  • Estimular a habilidade de interpretar resultados e realizar previsões em contextos genéticos.

  • Promover a colaboração e a troca de conhecimentos entre os alunos por meio da Aprendizagem Entre Pares.

  • Incentivar a construção crítica de argumentos e a avaliação construtiva entre grupos.

  • Desenvolver habilidades de comunicação e apresentação de ideias científicas.

Critérios de avaliação

  • Organização do grupo durante a atividade.

  • Clareza e coerência na construção dos argumentos sobre probabilidade e genética.

  • Qualidade da apresentação e comunicação das ideias.

  • Desempenho geral na participação e colaboração durante a atividade.

Ações do professor

  • Apresentar o tema probabilidade relacionada à genética com exemplos práticos do cotidiano.

  • Dividir a turma em grupos e explicar a metodologia de Aprendizagem Entre Pares.

  • Orientar os grupos na criação do template de avaliação por pares, destacando os critérios a serem avaliados.

  • Distribuir o template pronto para que os grupos possam utilizá-lo na avaliação dos colegas.

  • Medir o tempo e organizar a dinâmica de apresentação e avaliação entre os grupos.

  • Estimular a reflexão crítica e o debate após as avaliações.

  • Fornecer feedback construtivo aos grupos sobre o desempenho e os conteúdos abordados.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da discussão inicial sobre probabilidade e genética.

  • Trabalhar em grupo para construir o template de avaliação por pares.

  • Utilizar o template para avaliar o trabalho dos outros grupos de forma justa e construtiva.

  • Apresentar os argumentos e resultados do grupo para a turma.

  • Ouvir as avaliações dos colegas e refletir sobre elas para aprimorar o entendimento.

  • Colaborar com os colegas durante as atividades, respeitando diferentes opiniões.