Aula sobre Problemas envolvendo funções logarítmicas
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
As funções logarítmicas são ferramentas matemáticas fundamentais para compreender fenômenos que envolvem crescimento e decrescimento em diversas áreas do cotidiano, como a intensidade de abalos sísmicos, o cálculo do pH em química, a radioatividade e operações financeiras. Entender como essas funções modelam variações reais permite aos estudantes interpretar dados e resolver problemas complexos de forma contextualizada. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos, em grupos, criem um diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, promovendo a investigação, a colaboração e a aplicação prática dos conceitos de funções logarítmicas em situações reais.

Etapa 1 — Introdução e Contextualização
O professor inicia a aula apresentando situações do cotidiano onde as funções logarítmicas são aplicadas, como o cálculo do pH em química, a escala Richter para abalos sísmicos, a radioatividade e juros compostos na matemática financeira. Exemplos práticos são discutidos para que os alunos percebam a importância do tema. Em seguida, o professor explica a metodologia ativa Cultura Maker e a proposta do diário de bordo, destacando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, que serão preenchidos em grupo durante a aula.
Etapa 2 — Formação dos Grupos e Escolha dos Problemas
Os alunos são organizados em grupos de 3 a 5 integrantes. Cada grupo deve escolher um contexto real para trabalhar, podendo ser um dos apresentados ou outro relacionado a funções logarítmicas. O grupo registra no diário de bordo o problema específico que desejam investigar, detalhando o contexto e os dados envolvidos, estimulando a pesquisa e a reflexão inicial.
Etapa 3 — Geração de Alternativas para Resolução
Com o problema definido, os grupos discutem possíveis caminhos para resolvê-lo. Eles devem pensar em diferentes estratégias matemáticas, interpretar a variação das grandezas e considerar as propriedades das funções logarítmicas. Todas as alternativas são registradas no diário de bordo, incentivando a criatividade e o pensamento crítico.
Etapa 4 — Desenvolvimento das Soluções
Os grupos escolhem a alternativa mais viável e desenvolvem a solução do problema, aplicando os conceitos de funções logarítmicas. Durante essa etapa, o professor circula pela sala para orientar, esclarecer dúvidas e estimular o aprofundamento do raciocínio. O diário de bordo é atualizado com os cálculos, justificativas e interpretações dos resultados.
Etapa 5 — Socialização dos Resultados
Cada grupo apresenta para a turma o problema trabalhado, as alternativas consideradas e a solução encontrada, utilizando o diário de bordo como suporte. A apresentação deve destacar a compreensão da variação das grandezas e a aplicação prática da função logarítmica no contexto escolhido. Os demais alunos são convidados a fazer perguntas e contribuir com comentários construtivos.
Etapa 6 — Reflexão e Sistematização
O professor conduz uma discussão geral sobre as diferentes aplicações das funções logarítmicas apresentadas, reforçando os conceitos matemáticos e sua importância interdisciplinar. Os alunos refletem sobre o processo de aprendizagem, a colaboração em grupo e as estratégias utilizadas para resolver os problemas.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
O professor avalia os diários de bordo e a participação dos alunos, considerando os critérios estabelecidos. É oferecido um feedback construtivo para cada grupo, destacando pontos fortes e aspectos a melhorar. Caso possível, os alunos são incentivados a revisar e aprimorar seus registros para consolidar o aprendizado.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de resolver problemas envolvendo funções logarítmicas em contextos reais.
Estimular a colaboração e o trabalho em grupo por meio da criação do diário de bordo.
Promover a compreensão da variação das grandezas envolvidas em fenômenos modelados por funções logarítmicas.
Fomentar o pensamento crítico e a geração de alternativas para a resolução de problemas matemáticos.
Integrar conhecimentos matemáticos a contextos interdisciplinares como química, física e matemática financeira.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na elaboração do diário de bordo.
Capacidade de identificar e formular problemas relacionados a funções logarítmicas.
Qualidade e diversidade das alternativas propostas para a resolução dos problemas.
Clareza e coerência na apresentação das soluções encontradas.
Compreensão demonstrada sobre a variação das grandezas e aplicação dos conceitos logarítmicos.
Ações do professor
Apresentar a contextualização do tema e exemplos práticos para motivar os alunos.
Organizar os alunos em grupos e explicar a estrutura do diário de bordo.
Orientar os grupos durante a identificação dos problemas e a geração de alternativas.
Estimular a discussão e o pensamento crítico entre os alunos.
Acompanhar o desenvolvimento das soluções e esclarecer dúvidas conceituais.
Promover a socialização dos resultados e reflexões finais sobre os aprendizados.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo.
Identificar problemas reais que envolvam funções logarítmicas.
Gerar alternativas diversas para a resolução dos problemas propostos.
Registrar no diário de bordo as etapas do trabalho: Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Apresentar e discutir as soluções encontradas com os colegas.
Refletir sobre a aplicação dos conceitos em diferentes contextos.