Aula sobre Projeções geométricas
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
As projeções geométricas são ferramentas fundamentais para representar objetos tridimensionais em superfícies bidimensionais, como mapas e desenhos técnicos. No cotidiano dos estudantes, elas aparecem em mapas cartográficos, plantas arquitetônicas e até em imagens digitais. Nesta aula, exploraremos como diferentes projeções, especialmente as usadas em cartografia, podem deformar ângulos e áreas, influenciando a forma como interpretamos o espaço. Utilizando a metodologia ativa Cultura Maker, os alunos irão investigar essas deformações por meio da criação de um diário de bordo em grupos, registrando problemas, alternativas e soluções, promovendo uma aprendizagem prática e colaborativa.

Etapa 1 — Introdução e Contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de projeções geométricas, destacando sua importância na representação de mapas e objetos tridimensionais em superfícies planas. Exemplos cotidianos, como mapas de cidades e globos terrestres, são utilizados para aproximar o tema da realidade dos estudantes. Em seguida, o professor explica o objetivo da atividade: investigar as deformações causadas por projeções cilíndricas e cônicas, enfatizando que o trabalho será realizado em grupos com o uso do diário de bordo para registrar todo o processo.
Etapa 2 — Formação dos Grupos e Apresentação do Diário de Bordo
Os alunos são organizados em grupos de 3 a 5 integrantes. O professor distribui o diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, e orienta sobre a importância de registrar todas as etapas da investigação. Os grupos discutem inicialmente o que entendem por projeções e quais problemas podem surgir ao representar a superfície terrestre em mapas planos.
Etapa 3 — Identificação do Problema
Cada grupo registra no diário de bordo os problemas relacionados às deformações que podem ocorrer em diferentes tipos de projeções, como a alteração de ângulos e áreas. O professor estimula os alunos a refletirem sobre as consequências dessas deformações na interpretação de mapas e na vida cotidiana, promovendo uma discussão inicial para fundamentar a investigação.
Etapa 4 — Geração de Alternativas para Investigação
Os grupos propõem formas de investigar as deformações, utilizando recursos simples como desenhos à mão livre, recortes de mapas impressos previamente disponibilizados pelo professor ou reproduzidos no quadro, e comparações visuais. O professor orienta para que as alternativas sejam viáveis sem o uso de tecnologia digital avançada, valorizando a criatividade e o trabalho manual.
Etapa 5 — Experimentação e Registro das Observações
Os alunos realizam as atividades propostas, como comparar mapas com projeções diferentes, desenhar figuras geométricas e observar como seus ângulos e áreas se alteram. Durante a experimentação, os grupos registram no diário de bordo as observações feitas, as dificuldades encontradas e as hipóteses levantadas sobre as deformações.
Etapa 6 — Sistematização das Soluções
Com o apoio do professor, os grupos organizam as informações coletadas e discutem as soluções para os problemas identificados, refletindo sobre as características das projeções cilíndricas e cônicas. As conclusões são registradas no diário de bordo, destacando as diferenças na deformação de ângulos e áreas e suas implicações práticas.
Etapa 7 — Apresentação e Compartilhamento das Descobertas
Cada grupo apresenta suas conclusões para a turma, utilizando o diário de bordo como suporte. O professor conduz uma roda de conversa para que os alunos possam comparar os resultados, esclarecer dúvidas e consolidar o entendimento sobre as projeções geométricas e suas deformações. A aula é finalizada com uma reflexão sobre a importância do tema e da metodologia ativa na aprendizagem.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão sobre projeções geométricas e suas aplicações em cartografia.
Estimular a investigação e análise crítica das deformações causadas por diferentes projeções.
Promover o trabalho colaborativo e o registro sistemático do processo de aprendizagem por meio do diário de bordo.
Incentivar o uso de recursos acessíveis para explorar conceitos matemáticos, mesmo sem tecnologia digital avançada.
Fomentar a capacidade de resolução de problemas e tomada de decisões em contextos matemáticos reais.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa durante as atividades em grupo.
Qualidade e clareza das anotações no diário de bordo, especialmente nos campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Capacidade de identificar e explicar as deformações de ângulos e áreas nas projeções estudadas.
Apresentação coerente das conclusões e justificativas baseadas na investigação realizada.
Ações do professor
Apresentar o conceito de projeções geométricas e sua importância na cartografia, contextualizando com exemplos do cotidiano.
Organizar os alunos em grupos e distribuir o diário de bordo para registro das atividades.
Orientar os grupos na identificação dos problemas relacionados às deformações em projeções cilíndricas e cônicas.
Estimular a geração de alternativas para investigar essas deformações, sugerindo recursos simples como desenhos e recortes.
Acompanhar e mediar as discussões nos grupos, promovendo o pensamento crítico e a colaboração.
Auxiliar na sistematização das soluções encontradas, incentivando a reflexão sobre as diferenças entre as projeções.
Conduzir uma roda de conversa para que os grupos compartilhem suas descobertas e consolidem o aprendizado.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando ideias e observações.
Registrar no diário de bordo os problemas identificados relacionados às projeções geométricas.
Propor e experimentar diferentes alternativas para investigar as deformações em ângulos e áreas.
Colaborar com os colegas na análise dos resultados obtidos por meio de desenhos e comparações.
Registrar as soluções encontradas e as conclusões no diário de bordo de forma clara e organizada.
Apresentar e discutir as descobertas com a turma, contribuindo para o aprendizado coletivo.