Aula sobre Qual é a melhor teoria?
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O tema "Qual é a melhor teoria?" convida os estudantes a refletirem sobre como diferentes modelos, teorias e leis foram desenvolvidos ao longo da história para explicar fenômenos naturais, especialmente o surgimento e a evolução da Vida, da Terra e do Universo. No cotidiano, podemos observar que novas explicações científicas frequentemente substituem ou complementam as anteriores, como no caso da teoria da gravidade ou da evolução das espécies. Nesta aula, utilizando a metodologia ativa Design Thinking, os alunos irão preencher o template do mapa de empatia para compreender as diferentes perspectivas e contextos históricos das teorias, facilitando a análise crítica e o diálogo sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando o tema "Qual é a melhor teoria?" e contextualiza a importância de compreender como diferentes teorias surgiram para explicar o mundo natural. Exemplos práticos, como a evolução da teoria heliocêntrica e da teoria da evolução das espécies, são discutidos para conectar o tema ao cotidiano dos alunos. Em seguida, o professor explica a metodologia Design Thinking e introduz o template do mapa de empatia, detalhando seus campos e sua função para entender diferentes perspectivas.
Etapa 2 — Formação dos grupos e planejamento da atividade
Os alunos são organizados em pequenos grupos para facilitar o trabalho colaborativo. Cada grupo recebe a tarefa de escolher uma teoria histórica ou atual relacionada ao surgimento e evolução da Vida, da Terra ou do Universo. O professor orienta os grupos a planejar como irão preencher o mapa de empatia, considerando o contexto histórico, os cientistas envolvidos e as características da teoria escolhida.
Etapa 3 — Preenchimento do mapa de empatia
Os grupos começam a preencher o mapa de empatia, refletindo sobre o que os protagonistas da teoria poderiam pensar e sentir, o que escutavam em seu contexto, o que falavam e faziam, o que viam ao seu redor, além das dores (dificuldades e desafios) e ganhos (benefícios e avanços) relacionados à teoria. O professor circula pela sala para apoiar, esclarecer dúvidas e estimular o pensamento crítico.
Etapa 4 — Pesquisa e complementação
Os alunos utilizam recursos disponíveis, como livros didáticos, anotações e discussões anteriores, para aprofundar o conteúdo do mapa. Eles buscam exemplos práticos e informações que ajudem a enriquecer a compreensão da teoria escolhida, relacionando-a com o conhecimento científico atual. O professor incentiva a reflexão sobre as limitações e contribuições de cada teoria.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas e debate
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as informações preenchidas e destacando os aspectos mais relevantes da teoria estudada. Após as apresentações, o professor conduz um debate coletivo para comparar as diferentes teorias, estimulando os alunos a discutirem qual delas se aproxima mais do conhecimento científico atual e por quê.
Etapa 6 — Síntese e reflexão final
O professor promove uma reflexão final sobre a importância de analisar teorias científicas com empatia e pensamento crítico, ressaltando como o conhecimento evolui com o tempo e o contexto. Os alunos são convidados a compartilhar o que aprenderam e como a atividade contribuiu para sua compreensão do desenvolvimento científico.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
O professor avalia a participação dos alunos, a qualidade dos mapas de empatia e a capacidade de argumentação durante as apresentações e debates, utilizando os critérios estabelecidos. Também coleta feedback dos alunos sobre a metodologia utilizada e o aprendizado obtido, para aprimorar futuras aulas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar e discutir modelos, teorias e leis científicas de diferentes épocas e culturas.
Estimular o pensamento crítico e a empatia ao compreender as motivações e limitações dos cientistas do passado.
Promover o trabalho colaborativo e a comunicação entre os alunos por meio da construção coletiva do mapa de empatia.
Relacionar as teorias históricas com as atuais, compreendendo a evolução do conhecimento científico.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar informações históricas e científicas durante as discussões.
Clareza e coerência na apresentação das ideias e argumentos.
Demonstração de pensamento crítico ao comparar teorias antigas e atuais.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância de analisar diferentes teorias científicas.
Explicar o conceito e os campos do mapa de empatia, orientando como será utilizado na atividade.
Dividir a turma em grupos e distribuir as tarefas para a construção do mapa de empatia.
Medir o andamento dos grupos, promovendo intervenções para estimular o pensamento crítico e a colaboração.
Facilitar a discussão coletiva após a construção dos mapas, incentivando a comparação entre as teorias.
Avaliar a participação e o entendimento dos alunos com base nos critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões iniciais sobre teorias científicas.
Colaborar na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos com informações relevantes.
Pesquisar e compartilhar exemplos históricos e atuais relacionados às teorias estudadas.
Discutir em grupo as diferentes perspectivas apresentadas no mapa.
Apresentar os resultados do mapa para a turma, argumentando sobre as teorias analisadas.