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Aula sobre Quebrando preconceitos

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


O preconceito é uma atitude que afeta a convivência social e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ele se manifesta em diversas situações cotidianas, como no ambiente escolar, nas redes sociais, no convívio familiar e na mídia. Nesta aula, os estudantes serão convidados a explorar o tema "Quebrando preconceitos" por meio da metodologia ativa Design Thinking, utilizando o mapa de empatia para compreender diferentes perspectivas e sentimentos relacionados ao preconceito. Essa abordagem permitirá que os alunos desenvolvam uma análise crítica sobre estereótipos e relações de poder, promovendo um posicionamento contrário a injustiças e desrespeito aos direitos humanos.

Material de apoio 1 — Quebrando preconceitos

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Quebrando preconceitos", destacando sua relevância para a convivência social e o respeito aos direitos humanos. Pode-se utilizar exemplos simples do cotidiano dos alunos, como situações de exclusão ou julgamentos baseados em aparência, gênero ou origem. Essa etapa visa sensibilizar os estudantes para a importância do tema e prepará-los para a atividade com o mapa de empatia.


  2. Etapa 2Apresentação do Design Thinking e do mapa de empatia

    O professor explica brevemente a metodologia Design Thinking, enfatizando a empatia como etapa fundamental para compreender o outro. Em seguida, apresenta o mapa de empatia, detalhando cada campo: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Essa explicação deve ser clara e acessível, para que os alunos entendam como utilizar a ferramenta.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e definição do foco

    Os alunos são organizados em grupos pequenos. Cada grupo escolhe um tipo de preconceito para trabalhar, como preconceito racial, de gênero, social ou relacionado à orientação sexual. Essa escolha permite que os estudantes se aprofundem em um aspecto específico, facilitando a construção do mapa de empatia e a análise crítica.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Os grupos começam a preencher o mapa de empatia, refletindo sobre como a pessoa ou grupo alvo do preconceito pensa, sente, o que escuta, fala, vê, quais são suas dores e ganhos. O professor circula entre os grupos, orientando e estimulando a reflexão crítica e empática, garantindo que os alunos considerem diferentes perspectivas e experiências.


  5. Etapa 5Relacionamento com exemplos práticos

    Cada grupo relaciona as informações do mapa com exemplos práticos do cotidiano, como situações vivenciadas na escola, na comunidade ou observadas na mídia. Essa etapa ajuda a concretizar a reflexão, tornando o tema mais próximo da realidade dos alunos e facilitando a compreensão dos impactos do preconceito.


  6. Etapa 6Apresentação e discussão dos mapas

    Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, compartilhando as descobertas e reflexões. O professor conduz uma roda de conversa, promovendo o diálogo, o respeito às diferenças e o aprofundamento das análises. Essa troca enriquece o aprendizado e fortalece o posicionamento contra o preconceito.


  7. Etapa 7Síntese e reflexão final

    Para encerrar, o professor propõe uma reflexão coletiva sobre o que foi aprendido e como cada um pode contribuir para combater o preconceito no dia a dia. Pode-se registrar as principais ideias em um mural virtual ou em um documento coletivo, que ficará disponível para consulta futura, reforçando o compromisso com os valores democráticos e os direitos humanos.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre preconceitos e estereótipos presentes nas práticas sociais.

  • Estimular a empatia e a compreensão das diferentes perspectivas e sentimentos relacionados ao preconceito.

  • Promover o respeito aos direitos humanos e valores democráticos por meio da reflexão e do diálogo.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo na construção do conhecimento.

  • Aplicar a metodologia ativa Design Thinking para tornar a aprendizagem mais significativa e participativa.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.

  • Capacidade de identificar e analisar criticamente preconceitos e estereótipos.

  • Demonstração de empatia ao considerar diferentes pontos de vista.

  • Clareza e coerência na apresentação das ideias durante as etapas da atividade.

  • Postura respeitosa e colaborativa durante todo o processo.

Ações do professor

  • Apresentar o tema "Quebrando preconceitos" contextualizando sua importância no cotidiano dos alunos.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia, destacando seus campos e objetivos.

  • Organizar os alunos em grupos para a construção coletiva do mapa de empatia.

  • Medir o andamento das discussões, estimulando a participação de todos e promovendo o respeito às opiniões.

  • Orientar os grupos a relacionarem as informações do mapa com exemplos práticos e reais.

  • Conduzir uma roda de conversa para que os grupos compartilhem suas descobertas e reflexões.

  • Avaliar a participação e o desenvolvimento dos alunos com base nos critérios estabelecidos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia em grupo.

  • Expressar suas ideias e ouvir atentamente as opiniões dos colegas.

  • Analisar criticamente os preconceitos e estereótipos presentes nas situações apresentadas.

  • Relacionar as informações do mapa de empatia com exemplos do cotidiano.

  • Respeitar as diferenças e adotar uma postura democrática durante as atividades.

  • Compartilhar reflexões e aprendizados na roda de conversa final.