Aula sobre Química Verde
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A Química Verde é um campo da ciência que busca desenvolver processos e produtos químicos que reduzam ou eliminem o uso e a geração de substâncias perigosas, promovendo a sustentabilidade ambiental. No cotidiano, podemos observar a Química Verde em produtos biodegradáveis, processos industriais que utilizam menos energia e matérias-primas renováveis, e na redução da poluição. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos criem um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre a Química Verde, suas aplicações e impactos na preservação da biodiversidade e sustentabilidade do planeta.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de Química Verde, destacando sua importância para a sustentabilidade e preservação da biodiversidade. São apresentados exemplos práticos, como produtos biodegradáveis, uso de matérias-primas renováveis e processos industriais menos poluentes. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e contextualizar o tema no cotidiano, preparando-os para a atividade de Design Thinking.
Etapa 2 — Apresentação da metodologia Design Thinking e do mapa de empatia
O professor explica os princípios do Design Thinking, enfatizando a empatia como etapa fundamental para entender diferentes perspectivas. Em seguida, apresenta o mapa de empatia com seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor esclarece como esse instrumento será usado para explorar o tema da Química Verde.
Etapa 3 — Divisão em grupos e definição do público-alvo
Os alunos são divididos em pequenos grupos e cada grupo escolhe um público-alvo para o mapa de empatia, como consumidores, indústrias, agricultores ou comunidades locais. Essa escolha ajuda a direcionar a reflexão sobre as percepções, necessidades e desafios relacionados à Química Verde para diferentes atores sociais.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo discute e preenche o mapa de empatia, refletindo sobre o que o público-alvo pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores e ganhos em relação à Química Verde e à sustentabilidade. O professor circula entre os grupos, orientando e estimulando a reflexão crítica, garantindo que os alunos relacionem o conteúdo científico com aspectos sociais e ambientais.
Etapa 5 — Apresentação e discussão dos mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as percepções e insights obtidos. O professor conduz uma discussão coletiva, destacando as diferentes perspectivas e como elas influenciam a adoção de práticas sustentáveis e políticas ambientais. Essa etapa reforça a importância da empatia e do diálogo para a construção de soluções sustentáveis.
Etapa 6 — Reflexão sobre a importância da Química Verde e conservação da biodiversidade
Com base nas apresentações, o professor promove uma reflexão sobre como a Química Verde contribui para a preservação da biodiversidade e sustentabilidade do planeta, considerando os impactos da ação humana e políticas ambientais. Os alunos são incentivados a relacionar os conceitos aprendidos com exemplos práticos e a pensar em possíveis soluções para desafios ambientais.
Etapa 7 — Síntese e encaminhamentos finais
Para concluir, o professor solicita que os alunos escrevam individualmente ou em grupo uma síntese das principais aprendizagens e proponham ações que possam ser adotadas em seu cotidiano ou comunidade para promover a Química Verde e a conservação ambiental. Essa etapa reforça a aplicação prática do conhecimento e o compromisso com a sustentabilidade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de discutir a importância da preservação e conservação da biodiversidade.
Compreender os princípios da Química Verde e suas aplicações práticas.
Estimular o pensamento crítico sobre os efeitos da ação humana e políticas ambientais.
Promover a colaboração e a empatia por meio da criação do mapa de empatia.
Incentivar a criatividade e a resolução de problemas utilizando Design Thinking.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar conceitos da Química Verde com a preservação da biodiversidade.
Clareza e profundidade nas discussões e reflexões apresentadas.
Demonstração de compreensão dos impactos ambientais e das políticas ambientais.
Trabalho colaborativo e respeito às ideias dos colegas.
Ações do professor
Apresentar o conceito de Química Verde com exemplos práticos e cotidianos.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, estimulando a reflexão em cada campo.
Medir e mediar as discussões, promovendo a participação de todos.
Estimular a conexão entre a Química Verde e a conservação da biodiversidade.
Fornecer feedbacks construtivos durante as etapas da atividade.
Conduzir a reflexão final sobre os aprendizados e aplicações práticas.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.
Refletir sobre as percepções e sentimentos relacionados à Química Verde.
Compartilhar ideias e ouvir os colegas com respeito.
Relacionar os conceitos aprendidos com exemplos do cotidiano.
Colaborar na identificação de dores e ganhos relacionados à sustentabilidade.
Aplicar o pensamento crítico para avaliar impactos ambientais e políticas.
Apresentar as conclusões do grupo para a turma.