Aula sobre Radiação: vilões ou mocinhos?
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A radiação é um fenômeno presente em nosso cotidiano, desde a luz solar que nos aquece até os aparelhos eletrônicos que utilizamos diariamente. No entanto, a radiação também pode ser percebida como um vilão, associada a riscos à saúde e ao meio ambiente, como em acidentes nucleares ou exposição excessiva a raios X. Nesta aula, os estudantes irão explorar o tema "Radiação: vilões ou mocinhos?" por meio da metodologia ativa Design Thinking, preechendo um template do mapa de empatia para compreender diferentes perspectivas sobre a radiação, suas aplicações e impactos. Essa abordagem permitirá que os alunos desenvolvam uma visão crítica e fundamentada sobre as potencialidades e riscos das radiações em diversas áreas, como saúde, indústria, agricultura e geração de energia.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula contextualizando a presença da radiação no cotidiano, apresentando exemplos práticos como a luz solar, aparelhos de raio X, micro-ondas e usinas nucleares. Em seguida, provoca uma reflexão inicial com perguntas como: "Vocês acham que a radiação é sempre perigosa?" e "Quais situações vocês conhecem em que a radiação é benéfica ou prejudicial?" Essa etapa visa despertar o interesse e preparar os alunos para a atividade de Design Thinking.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor apresenta o template do mapa de empatia, destacando os campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Explica que o objetivo é compreender diferentes perspectivas sobre a radiação, considerando tanto os aspectos positivos quanto os negativos. O mapa será usado para organizar as ideias e sentimentos relacionados ao tema.
Etapa 3 — Formação dos grupos e definição do personagem
Os alunos são organizados em pequenos grupos e recebem a tarefa de escolher um personagem fictício ou real que tenha uma relação com a radiação, como um paciente que faz radioterapia, um agricultor que usa radiação para conservar alimentos, um trabalhador de usina nuclear ou um cidadão preocupado com a exposição a radiações. Essa definição ajudará a guiar a construção do mapa de empatia, focando nas experiências e percepções desse personagem.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo discute e preenche o mapa de empatia, refletindo sobre o que o personagem pensa e sente em relação à radiação, o que escuta de outras pessoas, o que fala e faz, o que vê no seu entorno, suas dores (medos, problemas) e ganhos (benefícios, soluções). O professor circula entre os grupos para orientar, esclarecer dúvidas e estimular a reflexão crítica, garantindo que os alunos considerem tanto os aspectos positivos quanto os negativos da radiação.
Etapa 5 — Apresentação e debate dos mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as percepções levantadas. O professor promove um debate, incentivando os alunos a compararem as diferentes visões, identificarem pontos comuns e divergentes, e relacionarem as percepções com os conceitos científicos sobre radiação. Essa etapa reforça a empatia e o pensamento crítico.
Etapa 6 — Conexão com conceitos científicos e aplicações práticas
O professor retoma os conceitos fundamentais sobre os tipos de radiação, suas origens e aplicações em saúde, indústria, agricultura, meio ambiente e geração de energia elétrica. Utilizando os templates do mapas de empatia como base, relaciona os benefícios e riscos identificados pelos alunos com a ciência por trás da radiação, esclarecendo dúvidas e aprofundando o entendimento.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
Para concluir, o professor propõe uma reflexão coletiva sobre como o conhecimento científico pode ajudar a avaliar e equilibrar os usos da radiação, minimizando riscos e potencializando benefícios. Os alunos são convidados a expressar o que aprenderam e como podem aplicar esse conhecimento em suas vidas. O professor avalia a participação, o entendimento e a capacidade crítica dos alunos conforme os critérios estabelecidos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão sobre os diferentes tipos de radiação e suas origens.
Estimular a análise crítica sobre os benefícios e riscos da radiação em aplicações cotidianas.
Promover a empatia e a compreensão das percepções sociais relacionadas à radiação por meio do mapa de empatia.
Incentivar o trabalho colaborativo e a criatividade na construção do conhecimento.
Aplicar o conhecimento científico para avaliar impactos ambientais, na saúde e na tecnologia.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de relacionar conceitos científicos sobre radiação com situações do cotidiano.
Clareza e coerência na apresentação das ideias e conclusões.
Demonstração de pensamento crítico ao avaliar os benefícios e riscos da radiação.
Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância da radiação no cotidiano dos alunos.
Introduzir o mapa de empatia, explicando cada campo e sua finalidade.
Organizar os alunos em grupos para a criação do mapa de empatia, orientando a discussão.
Medir o andamento das atividades, estimulando a reflexão crítica e a participação de todos.
Facilitar a apresentação dos mapas de empatia pelos grupos, promovendo o debate.
Conectar as discussões aos conceitos científicos e aplicações práticas da radiação.
Avaliar a participação e o entendimento dos alunos conforme os critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo para construir o mapa de empatia.
Expressar suas ideias e ouvir as percepções dos colegas sobre a radiação.
Relacionar conhecimentos prévios e informações novas para compreender os impactos da radiação.
Colaborar na organização e preenchimento dos campos do mapa de empatia.
Apresentar as conclusões do grupo de forma clara e respeitosa.
Refletir sobre os benefícios e riscos da radiação em diferentes contextos.