Aula sobre Renascimento cultural e científico
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O Renascimento cultural e científico foi um período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, caracterizado por uma redescoberta das artes, da literatura e das ciências, inspirada na Antiguidade Clássica. Esse movimento não somente influenciou a Europa, mas também moldou a identidade cultural de diversas sociedades. Para os alunos, o Renascimento pode ser percebido em elementos do cotidiano, como a arte renascentista em museus, a literatura clássica em livros e as inovações científicas que ainda impactam a tecnologia atual. Nesta aula, utilizaremos a metodologia Design Thinking para preencher um mapa de empatia, permitindo que os alunos se coloquem no lugar de figuras emblemáticas do Renascimento, como Leonardo da Vinci ou Galileu Galilei, explorando suas emoções, pensamentos e contextos.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
Inicie a aula apresentando o conceito de Renascimento, destacando sua importância histórica e cultural. Utilize recursos visuais, como imagens de obras de arte renascentistas e trechos de textos literários da época. Pergunte aos alunos o que eles já conhecem sobre o tema e como ele pode ser relacionado ao cotidiano deles. Essa etapa visa despertar o interesse e a curiosidade dos alunos.
Etapa 2 — Exploração de Figuras Históricas
Divida a turma em grupos e atribua a cada um uma figura importante do Renascimento, como Leonardo da Vinci, Michelangelo ou Galileu Galilei. Os alunos devem pesquisar sobre a vida, obra e contexto dessas figuras. Incentive-os a buscar informações que revelem as emoções, pensamentos e desafios enfrentados por essas personalidades. Essa etapa promove a pesquisa e a colaboração.
Etapa 3 — Preenchimento do Mapa de Empatia - Parte 1
Com as informações coletadas, os alunos começam a preencher o mapa de empatia. Explique cada um dos campos: “O que ele pensa e sente?”, “O que ele escuta?”, “O que ele fala e faz?”. Os grupos devem discutir e preencher esses campos com base nas figuras estudadas. Para orientar, o professor pode propor perguntas como: Que ideias ocupam a mente desse pensador? Ele sente medo, esperança, dúvida? O que escuta das autoridades, da sociedade, de outros pensadores? Como reage? O que diz, escreve, pinta ou defende publicamente? Os alunos devem se colocar no lugar desses personagens, tentando enxergar o mundo com seus olhos e captar as tensões, avanços e desafios do período renascentista.
Etapa 4 — Preenchimento do Mapa de Empatia - Parte 2
Continue o preenchimento do mapa de empatia, agora abordando os campos: “O que ele vê?”, “Dores” e “Ganhos”. Os alunos devem refletir sobre como o ambiente e a época influenciaram as experiências de suas figuras. No campo “O que ele vê?”, podem pensar nos cenários do período: cidades em transformação, avanço das ciências, arte florescendo, mas também conflitos religiosos e censura. Em “Dores”, os alunos devem identificar os desafios enfrentados: perseguições, tensões com a Igreja, limitações técnicas ou políticas. Em “Ganhos”, destacam-se as conquistas: descobertas, prestígio, liberdade criativa, novos modos de pensar o mundo. Essa etapa aprofunda a análise e estimula a reflexão crítica sobre as condições sociais e culturais do Renascimento, permitindo que os estudantes percebam as contradições e potências do período.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas de Empatia
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões que surgiram durante o processo. Essa etapa promove a troca de ideias e a aprendizagem colaborativa, permitindo que os alunos vejam diferentes perspectivas sobre o mesmo tema.
Etapa 6 — Reflexão e Conexão com o Presente
Após as apresentações, conduza uma discussão sobre como os valores e as inovações do Renascimento ainda estão presentes na sociedade contemporânea. Pergunte aos alunos como eles percebem a influência desse período em suas vidas e na cultura atual. Essa etapa visa conectar o passado ao presente, reforçando a relevância do tema.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
Finalize a aula com uma avaliação formativa, onde os alunos podem refletir sobre o que aprenderam e como se sentiram durante a atividade. O professor deve dar feedback sobre a participação e a qualidade dos mapas de empatia, destacando os pontos fortes e áreas de melhoria. Essa etapa é importante para consolidar o aprendizado e promover o desenvolvimento contínuo.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de análise crítica dos alunos em relação à cultura material e imaterial.
Estimular a empatia e a compreensão das diversas perspectivas culturais do Renascimento.
Promover a criatividade e a colaboração entre os alunos por meio da construção do mapa de empatia.
Fomentar a pesquisa e a reflexão sobre a identidade cultural e a diversidade.
Conectar o passado ao presente, mostrando a relevância do Renascimento na sociedade contemporânea.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e articular as emoções e pensamentos das figuras estudadas.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas durante a atividade.
Colaboração e trabalho em equipe durante a atividade.
Apresentação clara e coerente do mapa de empatia final.
Ações do professor
Facilitar discussões sobre o Renascimento, apresentando figuras-chave e suas contribuições.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, esclarecendo cada campo.
Propor reflexões sobre como o Renascimento influencia a cultura atual.
Estimular a troca de ideias entre os grupos durante a atividade.
Avaliar o trabalho dos alunos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo sobre o Renascimento.
Contribuir para a construção do mapa de empatia, compartilhando ideias e reflexões.
Pesquisar e trazer informações sobre figuras do Renascimento.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas.
Refletir sobre a influência do Renascimento em suas vidas e na sociedade atual.