Aula sobre Resiliência e determinação
Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.
Você sabia?
A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.
A resiliência e a determinação são habilidades essenciais para que os estudantes do Ensino Médio possam enfrentar desafios pessoais, acadêmicos e profissionais com autonomia e responsabilidade. No cotidiano, essas competências se manifestam quando os estudantes superam dificuldades, mantêm o foco em seus objetivos e aprendem com as adversidades. Nesta aula, a metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares será utilizada para que os estudantes, de forma colaborativa, explorem o tema por meio da construção de um mapa conceitual, facilitando a compreensão dos conceitos e suas inter-relações, além de valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais presentes na turma.

Etapa 1 — Apresentação do tema e sensibilização
O professor deverá apresentar o tema resiliência e determinação, contextualizando sua importância para o projeto de vida dos estudantes. Para exemplificar, poderá citar situações do cotidiano escolar e do mundo do trabalho onde essas competências são essenciais. Em seguida, o professor deverá explicar a metodologia de Aprendizagem Entre Pares e apresentar o mapa conceitual modelo que será utilizado na atividade.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do material
O professor deverá organizar os estudantes em duplas ou trios, garantindo diversidade de saberes e vivências culturais em cada grupo. Cada grupo receberá o mapa conceitual modelo para preenchimento e o Diário de Bordo para registro das reflexões. O professor deverá orientar sobre a utilização desses recursos, esclarecendo dúvidas.
Etapa 3 — Leitura e análise do mapa conceitual modelo
Os grupos deverão analisar o mapa conceitual modelo, identificando a ideia central e as 8 subideias relacionadas a resiliência e determinação, considerando os dois níveis de profundidade. O professor deverá incentivar a discussão sobre o significado de cada conceito e sua relação com o tema, promovendo a troca de experiências entre os estudantes.
Etapa 4 — Preenchimento colaborativo do mapa conceitual
Os grupos deverão preencher o mapa conceitual com exemplos práticos e reflexões sobre resiliência e determinação, utilizando suas próprias vivências e conhecimentos. O professor deverá acompanhar o processo, oferecendo suporte e estimulando o diálogo para que as ideias sejam articuladas de forma clara e coerente.
Etapa 5 — Registro das reflexões no Diário de Bordo
Cada estudante deverá registrar no Diário de Bordo suas reflexões pessoais sobre o tema, destacando aprendizagens, desafios e a importância da resiliência e determinação para seu projeto de vida. O professor deverá orientar para que o registro seja sincero e crítico, valorizando a diversidade de perspectivas.
Etapa 6 — Socialização dos mapas conceituais
Os grupos deverão apresentar seus mapas conceituais para a turma, explicando as escolhas feitas e os exemplos incluídos. O professor deverá mediar a socialização, promovendo o respeito às diferentes contribuições e incentivando perguntas e comentários construtivos.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
O professor deverá conduzir uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem o que aprenderam e como pretendem aplicar a resiliência e determinação em suas vidas. O professor deverá utilizar os mapas conceituais e os Diários de Bordo como instrumentos para avaliar a participação, a compreensão do tema e a reflexão crítica dos estudantes.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão dos conceitos de resiliência e determinação e sua aplicação na vida pessoal e profissional.
Estimular a colaboração e o respeito às diferentes perspectivas por meio da Aprendizagem Entre Pares.
Promover a reflexão crítica sobre a importância dessas competências para o projeto de vida e exercício da cidadania.
Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais presentes na turma.
Aprimorar habilidades de organização, síntese e representação de informações por meio do mapa conceitual.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do mapa conceitual.
Capacidade de relacionar conceitos e exemplificar resiliência e determinação no mapa conceitual.
Demonstração de respeito e valorização das contribuições dos pares.
Clareza e organização das informações no mapa conceitual.
Reflexão crítica expressa nas discussões e no preenchimento do Diário de Bordo.
Ações do professor
Disponibilizar o mapa conceitual modelo com a ideia central e 8 subideias, estruturado em dois níveis de profundidade.
Organizar os estudantes em duplas ou trios para promover a Aprendizagem Entre Pares.
Orientar os estudantes quanto ao uso do mapa conceitual e do Diário de Bordo para registro das reflexões.
Gerenciar o tempo das atividades para garantir que todas as etapas sejam realizadas com qualidade.
Estimular a troca de experiências e a valorização da diversidade cultural durante as discussões.
Acompanhar as interações dos estudantes, oferecendo suporte e esclarecendo dúvidas.
Promover a socialização dos mapas conceituais produzidos, incentivando a apresentação e o debate.
Ações do aluno
Organizar-se em grupos para trabalhar colaborativamente na construção do mapa conceitual.
Utilizar o mapa conceitual disponibilizado para preencher e relacionar os conceitos de resiliência e determinação.
Registrar no Diário de Bordo as reflexões pessoais e as contribuições do grupo.
Compartilhar experiências e exemplos pessoais relacionados ao tema, respeitando as diferentes opiniões.
Discutir e negociar as ideias para construir um mapa conceitual claro e coerente.
Apresentar o mapa conceitual para os demais grupos, promovendo o debate e a troca de saberes.