Aula sobre Resistência e escravidão
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Entender sobre as resistência e escravidão é de extrema importância para a compreensão da história do Brasil e da América Portuguesa. Nesta aula, os alunos serão convidados a desenvolver um mapa de empatia, utilizando a metodologia ativa Design Thinking, para entender as perspectivas dos escravizados e dos senhores de escravos. A partir dessa compreensão, os alunos poderão entender melhor os movimentos e as rebeliões que ocorreram na América Portuguesa e como eles se relacionam com processos ocorridos na Europa e nas Américas. Além disso, a atividade permitirá que os alunos desenvolvam habilidades de empatia, pensamento crítico e trabalho em equipe.

Etapa 1 — Introdução
Inicie a aula contextualizando o tema e apresentando exemplos de resistência e rebeliões ocorridas na América Portuguesa. Em seguida, explique a metodologia Design Thinking e como ela será aplicada na aula.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
Apresente o mapa de empatia e explicará cada um dos campos: “O que ele pensa e sente?”, “O que ele escuta?”, “O que ele fala e faz?”, “O que ele vê?”, “Dores” e “Ganhos”. Os alunos serão divididos em grupos e cada grupo receberá um personagem de uma rebelião para desenvolver o mapa de empatia.
Etapa 3 — Desenvolvimento do mapa de empatia
Os alunos, em seus grupos, irão desenvolver o mapa de empatia do personagem que lhes foi atribuído. Eles deverão discutir e preencher cada um dos campos do mapa, considerando as informações históricas que possuem sobre o período.
Etapa 4 — Apresentação dos mapas de empatia
Cada grupo apresentará seu mapa de empatia para a turma. Medie a discussão, incentivando os alunos a comparar as diferentes perspectivas apresentadas e a refletir sobre as relações de poder presentes na sociedade escravista.
Etapa 5 — Discussão sobre movimentos e rebeliões
Conduza uma discussão sobre os movimentos e rebeliões ocorridos na América Portuguesa, relacionando-os com as perspectivas apresentadas nos mapas de empatia. Incentive os estudantes a fazerem conexões com processos ocorridos na Europa e nas Américas.
Etapa 6 — Síntese
Faça uma síntese da aula, destacando os principais pontos discutidos e incentivando os alunos a refletir sobre o que aprenderam.
Etapa 7 — Tarefa de casa (opcional)
Proponha uma tarefa de casa relacionada ao tema, como a pesquisa sobre um movimento ou rebelião específica.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver habilidades de empatia e pensamento crítico
Compreender as perspectivas dos escravizados e dos senhores de escravos
Entender os movimentos e as rebeliões ocorridos na América Portuguesa e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas
Critérios de avaliação
Participação ativa na discussão em grupo
Qualidade do mapa de empatia desenvolvido
Capacidade de fazer conexões entre as perspectivas apresentadas e os movimentos e rebeliões discutidos
Ações do professor
Contextualizar o tema e apresentar exemplos práticos
Explicar a metodologia Design Thinking e como ela será aplicada na aula
Mediar a discussão e incentivar a reflexão dos alunos
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão em grupo
Desenvolver um mapa de empatia de qualidade
Fazer conexões entre as perspectivas apresentadas e os movimentos e rebeliões discutidos