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Aula sobre Resolvendo problemas: medidas de posição e de dispersão

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Medidas de posição e de dispersão são ferramentas fundamentais na Estatística para interpretar e analisar conjuntos de dados, essenciais para diversas áreas do conhecimento e do cotidiano, como economia, saúde, esportes e pesquisas sociais. Por exemplo, entender a média salarial de uma população, a moda das preferências de consumo ou a variabilidade dos resultados em uma competição esportiva ajuda a tomar decisões mais informadas. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio da criação de um mapa de empatia, compreendam e se apropriem dos conceitos de média, moda, mediana, amplitude, variância e desvio padrão, relacionando-os com situações reais e suas próprias percepções, tornando o aprendizado mais significativo e conectado com suas experiências.

Material de apoio 1 — Resolvendo problemas: medidas de posição e de dispersão

  1. Etapa 1Introdução e Contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Medidas de posição e de dispersão" e sua relevância no cotidiano, exemplificando com situações próximas aos alunos, como análise de notas escolares, resultados esportivos ou pesquisas de opinião. Em seguida, explica que a metodologia ativa Design Thinking será utilizada para explorar o tema, destacando a importância da empatia para compreender diferentes perspectivas sobre os dados.


  2. Etapa 2Apresentação do Mapa de Empatia

    O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Esclarece que os alunos irão criar um mapa para um personagem ou situação relacionada às medidas de posição e dispersão, para entender melhor as necessidades e desafios envolvidos.


  3. Etapa 3Formação dos Grupos e Definição do Personagem/Situação

    Os alunos são organizados em grupos e orientados a escolher ou criar um personagem ou situação que envolva o uso das medidas estudadas, como um pesquisador, um atleta, um gestor escolar, entre outros. Cada grupo deve discutir e definir as características do personagem/situação para iniciar a construção do mapa de empatia.


  4. Etapa 4Construção do Mapa de Empatia

    Cada grupo preenche os campos do mapa de empatia com base na perspectiva do personagem/situação escolhido, refletindo sobre o que ele pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores e ganhos em relação ao uso das medidas de posição e dispersão. O professor circula entre os grupos, orientando e estimulando o aprofundamento das reflexões.


  5. Etapa 5Elaboração e Resolução de Problemas

    Com base no mapa de empatia, os grupos elaboram problemas contextualizados que envolvam cálculo e interpretação das medidas de tendência central e dispersão. Em seguida, resolvem os problemas, aplicando os conceitos matemáticos aprendidos. O professor apoia na resolução e esclarece dúvidas.


  6. Etapa 6Apresentação e Discussão dos Resultados

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia e os problemas elaborados e resolvidos, compartilhando as reflexões e aprendizados. O professor promove uma discussão coletiva, destacando as diferentes perspectivas e aplicações das medidas estudadas, reforçando a importância da empatia e do pensamento crítico.


  7. Etapa 7Avaliação e Feedback

    O professor realiza a avaliação com base nos critérios estabelecidos, considerando a participação, a compreensão dos conceitos, a qualidade dos problemas elaborados e resolvidos, e a colaboração em grupo. Fornece feedback construtivo para os alunos, incentivando a continuidade do aprendizado e a aplicação dos conceitos em outras situações.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de tendência central e de dispersão.

  • Estimular o pensamento crítico e a empatia para compreender diferentes perspectivas sobre dados e suas interpretações.

  • Promover a colaboração e o trabalho em grupo para construção coletiva do conhecimento.

  • Relacionar conceitos matemáticos com situações do cotidiano dos estudantes, tornando o aprendizado contextualizado e significativo.

  • Estimular a comunicação e a expressão das ideias matemáticas de forma clara e organizada.

Critérios de avaliação

  • Capacidade de identificar e calcular corretamente as medidas de posição (média, moda, mediana) e de dispersão (amplitude, variância, desvio padrão).

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia, demonstrando compreensão dos conceitos e sua aplicação.

  • Habilidade em elaborar e resolver problemas contextualizados envolvendo as medidas estudadas.

  • Colaboração e comunicação efetiva durante as atividades em grupo.

  • Capacidade de relacionar os conceitos matemáticos com situações reais e pessoais apresentadas no mapa de empatia.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos, utilizando exemplos práticos.

  • Orientar a criação do mapa de empatia, explicando cada campo e sua relação com o tema.

  • Medir e facilitar as discussões em grupo, estimulando a participação e o pensamento crítico.

  • Auxiliar os alunos na resolução dos problemas, esclarecendo dúvidas e propondo desafios adequados.

  • Promover a socialização dos resultados e reflexões, incentivando a comunicação clara e o respeito às opiniões.

  • Avaliar o desempenho dos alunos com base nos critérios estabelecidos, fornecendo feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da construção do mapa de empatia, refletindo sobre os campos propostos.

  • Colaborar com os colegas nas discussões e na resolução dos problemas propostos.

  • Aplicar os conceitos de medidas de posição e dispersão para interpretar dados do cotidiano.

  • Expressar suas ideias e dúvidas de forma clara e respeitosa durante as atividades.

  • Relacionar as informações do mapa de empatia com os conceitos matemáticos estudados.