Aula sobre Riscos probabilísticos
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Nesta aula, os estudantes serão convidados a explorar o conceito de riscos probabilísticos, tema fundamental para a compreensão de situações cotidianas que envolvem tomadas de decisão baseadas em probabilidades. Por exemplo, ao escolher um método contraceptivo, optar por um tratamento médico ou decidir sobre investimentos financeiros, as pessoas lidam com incertezas e riscos que podem ser analisados por meio da probabilidade. Utilizando a metodologia ativa Design Thinking, os alunos criarão um mapa de empatia para entender melhor as percepções, sentimentos, dores e ganhos envolvidos nessas decisões, promovendo uma aprendizagem significativa e contextualizada.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de riscos probabilísticos, trazendo exemplos práticos do cotidiano dos estudantes, como a escolha de métodos contraceptivos, decisões médicas e outras situações que envolvem incertezas. Essa etapa visa despertar o interesse e conectar o conteúdo à realidade dos alunos.
Etapa 2 — Apresentação da metodologia Design Thinking e do mapa de empatia
O professor explica brevemente a metodologia ativa Design Thinking, destacando sua abordagem centrada no usuário e na empatia. Em seguida, apresenta o mapa de empatia, detalhando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Essa ferramenta será usada para analisar as decisões em contextos de riscos probabilísticos.
Etapa 3 — Formação dos grupos e escolha das situações para análise
Os alunos são organizados em pequenos grupos e convidados a escolher uma situação cotidiana que envolva riscos probabilísticos para analisar, como a escolha entre métodos contraceptivos ou tratamentos médicos. Essa escolha deve ser feita considerando o interesse do grupo e a relevância do tema.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo, com o apoio do professor, inicia a construção do mapa de empatia para a situação escolhida. Os alunos discutem e preenchem os campos do mapa, refletindo sobre os sentimentos, percepções, dores e ganhos das pessoas envolvidas na decisão. O professor circula entre os grupos para orientar e estimular a reflexão crítica.
Etapa 5 — Relacionamento do mapa com conceitos matemáticos
Após a construção do mapa, os grupos são incentivados a relacionar as informações coletadas com os conceitos de probabilidade e riscos probabilísticos. O professor auxilia na identificação de como as percepções e decisões podem ser interpretadas matematicamente, promovendo a integração entre o conteúdo e a análise empática.
Etapa 6 — Apresentação e compartilhamento dos mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as análises realizadas. Os demais alunos são convidados a fazer perguntas e contribuir com observações, promovendo um ambiente colaborativo e de troca de conhecimentos.
Etapa 7 — Síntese e reflexão final
O professor conduz uma reflexão final sobre as aprendizagens da aula, destacando a importância de considerar os riscos probabilísticos nas decisões do dia a dia e o valor da empatia para compreender diferentes perspectivas. Essa etapa reforça os objetivos da aula e estimula a aplicação do conhecimento em situações futuras.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar situações cotidianas que envolvem riscos probabilísticos.
Estimular o pensamento crítico e a empatia ao analisar as decisões de outras pessoas em contextos de incerteza.
Promover a compreensão dos conceitos básicos de probabilidade aplicados a escolhas reais.
Incentivar a colaboração e a comunicação entre os alunos por meio da construção coletiva do mapa de empatia.
Integrar o conhecimento matemático com aspectos sociais e emocionais para uma aprendizagem mais completa.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e relacionar situações cotidianas com riscos probabilísticos.
Clareza e profundidade na análise dos campos do mapa de empatia.
Demonstração de compreensão dos conceitos de probabilidade aplicados.
Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.
Ações do professor
Apresentar o conceito de riscos probabilísticos com exemplos práticos e contextualizados.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta de análise.
Organizar os alunos em grupos para a construção coletiva do mapa de empatia.
Orientar e mediar as discussões, incentivando a reflexão crítica e a empatia.
Auxiliar os alunos a relacionar os campos do mapa com os conceitos matemáticos de probabilidade.
Estimular a apresentação e compartilhamento dos mapas produzidos entre os grupos.
Realizar uma síntese final destacando as aprendizagens e aplicações do tema.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e atividades propostas.
Colaborar com os colegas na construção do mapa de empatia.
Refletir sobre as situações cotidianas que envolvem riscos probabilísticos.
Preencher os campos do mapa de empatia com base nas discussões e pesquisas.
Relacionar as informações do mapa com os conceitos matemáticos aprendidos.
Apresentar e explicar o mapa de empatia criado para a turma.
Ouvir e respeitar as contribuições dos colegas durante as apresentações.