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Aula sobre Roteirização de vídeo

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A roteirização de vídeo é uma etapa fundamental na produção audiovisual, pois organiza as ideias e orienta a criação de conteúdos diversos, como vlogs, videoclipes, documentários, videominutos, podcasts e apresentações multimídia. No cotidiano dos estudantes, vídeos estão presentes em diversas plataformas digitais, e compreender como elaborar um roteiro permite que eles sejam autores ativos, capazes de transmitir mensagens claras e criativas. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos usem um mapa de empatia, ferramenta que os ajudará a entender o público-alvo e a construir roteiros mais eficazes e envolventes. O mapa de empatia será trabalhado em sala para explorar as percepções, sentimentos, dores e ganhos do público, facilitando a elaboração de roteiros que dialoguem com os espectadores e ampliem as possibilidades de produção de sentidos.

Material de apoio 1 — Roteirização de vídeo

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de roteirização e sua importância na produção de vídeos, destacando diferentes formatos como vlog, documentário, videoclipe, entre outros. Em seguida, propõe uma breve discussão sobre vídeos que os alunos costumam assistir e o que os torna interessantes, preparando-os para a atividade prática. Essa etapa visa despertar o interesse e contextualizar o tema no cotidiano dos estudantes.


  2. Etapa 2Apresentação do mapa de empatia

    O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Exemplos práticos são dados para ilustrar como essa ferramenta ajuda a compreender o público-alvo e a construir roteiros mais eficazes. O professor pode usar exemplos simples, como o público de um vlog sobre esportes ou um documentário sobre meio ambiente.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e definição do público-alvo

    Os alunos são organizados em grupos e recebem a tarefa de escolher um tipo de vídeo para o qual irão criar um roteiro. Cada grupo define o público-alvo do seu vídeo, considerando características que serão exploradas no mapa de empatia. O professor orienta os grupos a refletirem sobre quem assistirá ao vídeo, quais são seus interesses, necessidades e desafios.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Cada grupo utiliza um mapa de empatia para o público escolhido, preenchendo os campos com base em discussões e pesquisas rápidas, se possível. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que estimulem a reflexão e aprofundem o entendimento do público. Essa etapa é crucial para que os alunos desenvolvam empatia e compreendam o contexto do espectador.


  5. Etapa 5Desenvolvimento do roteiro

    Utilizando o mapa de empatia como base, os grupos começam a elaborar o roteiro do vídeo, definindo a estrutura, a mensagem principal, os personagens e as cenas. O professor orienta para que o roteiro seja coerente com as informações do mapa e que explore os interesses e necessidades do público. Exemplos práticos podem ser dados para ajudar na organização do roteiro, como a divisão em introdução, desenvolvimento e conclusão.


  6. Etapa 6Apresentação dos roteiros

    Cada grupo apresenta seu roteiro para a turma, explicando como o mapa de empatia influenciou suas escolhas e como pretendem engajar o público. O professor estimula os colegas a fazerem perguntas e darem sugestões construtivas, promovendo um ambiente colaborativo e reflexivo.


  7. Etapa 7Reflexão e feedback final

    O professor conduz uma roda de conversa para que os alunos compartilhem suas experiências durante a atividade, o que aprenderam sobre o público e a roteirização. Em seguida, oferece feedback individual e coletivo, destacando pontos positivos e sugestões de melhoria. Essa etapa reforça o aprendizado e valoriza o processo criativo e colaborativo.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de elaborar roteiros para diferentes formatos de vídeo e mídias.

  • Estimular o pensamento crítico e empático por meio da utilização do mapa de empatia.

  • Promover a colaboração e o trabalho coletivo na construção de roteiros.

  • Ampliar a compreensão dos alunos sobre as etapas de produção audiovisual.

  • Incentivar a criatividade e a autoria na produção de conteúdos multimídia.

Critérios de avaliação

  • Clareza e coerência na elaboração do roteiro.

  • Aplicação adequada do mapa de empatia para compreender o público-alvo.

  • Participação ativa e colaborativa durante as etapas da atividade.

  • Criatividade e originalidade na proposta do vídeo.

  • Capacidade de relacionar o roteiro com os objetivos comunicativos do vídeo.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de roteirização e sua importância na produção audiovisual.

  • Explicar e exemplificar o uso do mapa de empatia, destacando seus campos.

  • Organizar os alunos em grupos para a utilização do mapa de empatia.

  • Orientar os grupos durante a discussão e elaboração do mapa, promovendo reflexões.

  • Auxiliar na transição do mapa de empatia para a construção do roteiro.

  • Estimular a apresentação e o compartilhamento dos roteiros entre os grupos.

  • Fornecer feedback construtivo para aprimorar os roteiros e a compreensão do tema.

Ações do aluno

  • Participar da discussão sobre roteirização e suas aplicações.

  • Colaborar na utilização do mapa de empatia, refletindo sobre o público-alvo.

  • Discutir ideias e organizar informações em grupo para construir o roteiro.

  • Aplicar as informações do mapa de empatia para desenvolver um roteiro coerente.

  • Apresentar o roteiro produzido para a turma, explicando suas escolhas.

  • Ouvir e considerar o feedback dos colegas e do professor para aprimorar o trabalho.