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Aula sobre Só é possível se informar pelo jornal?

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


Vivemos em uma era em que o acesso à informação é amplo e diversificado, mas nem sempre é fácil distinguir fontes confiáveis e compreender a pluralidade dos meios de comunicação. A ideia de que só é possível se informar pelo jornal impresso é limitada, pois existem diversas formas de acessar notícias e opiniões, como jornais digitais, blogs, podcasts, redes sociais e fanzines, cada uma com suas características e influências. Nesta aula, os estudantes serão convidados a explorar diferentes projetos editoriais, entendendo suas origens, financiamentos e objetivos, para ampliar seu repertório crítico e reconhecer a importância da diversidade midiática para a democracia. A metodologia ativa Cultura Maker será aplicada por meio da criação de um fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, que abordará o tema e seus subtópicos, estimulando a pesquisa, a produção colaborativa e a reflexão crítica sobre as fontes de informação.

Material de apoio 1 — Só é possível se informar pelo jornal?

  1. Etapa 1Introdução e contextualização do tema

    O professor inicia a aula apresentando a questão central: 'Só é possível se informar pelo jornal?'. Promove uma roda de conversa para que os estudantes expressem suas experiências e opiniões sobre as fontes de informação que utilizam no dia a dia, destacando a diversidade de meios existentes. Em seguida, apresenta exemplos práticos de diferentes projetos editoriais, como jornais tradicionais, portais digitais, blogs independentes, mídias públicas e privadas, explicando suas características e influências. Essa etapa prepara os estudantes para compreender a importância da pluralidade da mídia.


  2. Etapa 2Apresentação do material de apoio e explicação da atividade

    O professor distribui o material de apoio: o fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, explicando sua estrutura e como será utilizado para organizar as informações e reflexões sobre o tema. Explica que os estudantes irão trabalhar em grupos para criar um fanzine que aborde os diferentes tipos de projetos editoriais, suas características, exemplos e a importância da diversidade de fontes para a democracia. Essa etapa visa familiarizar os estudantes com o formato e os objetivos da atividade.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e planejamento da produção

    Os estudantes se organizam em grupos, preferencialmente de 4 a 5 integrantes, para planejar a produção do fanzine. Cada grupo deve dividir as 8 partes do papel A4 entre os membros, definindo quais subtópicos serão abordados em cada parte, como tipos de mídia, exemplos de projetos editoriais, financiamento, papel social, entre outros. O professor circula pela sala, auxiliando na organização e estimulando a reflexão sobre a diversidade de fontes e a importância da pluralidade.


  4. Etapa 4Pesquisa e seleção de conteúdos

    Os grupos realizam pesquisas utilizando os recursos disponíveis, como livros, revistas, anotações, e, se possível, dispositivos digitais compartilhados. Devem buscar informações sobre diferentes projetos editoriais, suas características, exemplos concretos e o papel que desempenham na sociedade. O professor orienta sobre critérios de confiabilidade e diversidade das fontes, estimulando a análise crítica e a seleção consciente dos conteúdos para o fanzine.


  5. Etapa 5Produção do fanzine

    Os estudantes iniciam a produção do fanzine, escrevendo textos, elaborando desenhos, colagens e organizando o layout nas 8 partes do papel A4. A atividade incentiva a criatividade e a colaboração, com cada integrante contribuindo para a construção do material. O professor acompanha o processo, oferecendo suporte técnico e pedagógico, e estimulando o diálogo entre os membros do grupo para garantir a coerência e a qualidade do conteúdo.


  6. Etapa 6Apresentação dos fanzines

    Cada grupo apresenta seu fanzine para a turma, explicando as escolhas feitas, os conteúdos abordados e as reflexões desenvolvidas sobre a pluralidade das fontes de informação. Essa etapa promove a troca de conhecimentos e a valorização do trabalho coletivo. O professor modera as apresentações, incentivando perguntas, comentários e debates entre os estudantes para aprofundar a compreensão do tema.


  7. Etapa 7Avaliação e reflexão final

    O professor conduz uma roda de conversa para avaliar a atividade, solicitando que os estudantes compartilhem suas impressões, dificuldades e aprendizados. Juntos, refletem sobre a importância de conhecer e analisar diferentes projetos editoriais e o papel da mídia plural na democracia. Essa etapa finaliza a aula com uma síntese dos conteúdos trabalhados e reforça a autonomia e o pensamento crítico dos estudantes.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de análise crítica das diferentes fontes e projetos editoriais.

  • Ampliar o repertório dos estudantes sobre meios de comunicação institucionais, privados, públicos, financiados e independentes.

  • Estimular a produção colaborativa e criativa por meio da elaboração de um fanzine.

  • Promover a compreensão do papel da mídia plural na consolidação da democracia.

  • Incentivar a autonomia dos estudantes na busca e na seleção de informações confiáveis.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na pesquisa e na discussão sobre os diferentes projetos editoriais.

  • Qualidade e diversidade das informações selecionadas para o fanzine.

  • Clareza e criatividade na produção do fanzine em papel A4 dividido em 8 partes.

  • Capacidade de argumentação e reflexão crítica durante as apresentações e debates.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância da pluralidade de fontes de informação.

  • Orientar os estudantes na pesquisa sobre diferentes projetos editoriais, indicando exemplos e fontes acessíveis.

  • Distribuir o material de apoio: o fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, explicando sua estrutura e finalidade.

  • Organizar os estudantes em grupos para a produção colaborativa do fanzine, mediando o processo.

  • Estimular a troca de ideias e a reflexão crítica durante a elaboração do material.

  • Acompanhar o desenvolvimento das atividades, oferecendo suporte e feedback.

  • Promover a apresentação dos fanzines produzidos e conduzir uma roda de conversa para avaliação e reflexão final.

Ações do aluno

  • Participar da discussão inicial sobre as formas de se informar e a diversidade de mídias.

  • Pesquisar diferentes projetos editoriais, identificando suas características e fontes de financiamento.

  • Organizar-se em grupos para planejar e produzir o fanzine, dividindo tarefas e responsabilidades.

  • Selecionar informações relevantes e diversificadas para compor o conteúdo do fanzine.

  • Criar textos, imagens e layouts de forma colaborativa, utilizando o papel A4 dividido em 8 partes.

  • Apresentar o fanzine para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões desenvolvidas.

  • Participar da avaliação coletiva, compartilhando impressões e aprendizados.