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Aula sobre Só é possível se informar pelo jornal?

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Na sociedade atual, o acesso à informação é fundamental para a formação crítica dos estudantes. No entanto, muitas vezes, os jovens acreditam que o jornal impresso é a única fonte confiável de notícias, o que limita sua visão sobre a diversidade de meios e projetos editoriais existentes. Nesta aula, trabalharemos o tema "Só é possível se informar pelo jornal?" utilizando a metodologia ativa Design Thinking. Os alunos irão preencher um mapa de empatia para compreender diferentes perfis de leitores e suas relações com as fontes de informação, ampliando o repertório sobre mídias institucionais, privadas, públicas, financiadas e independentes. O mapa de empatia, com os campos "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos", será o principal material de apoio para guiar a reflexão e a construção coletiva do conhecimento.

Material de apoio 1 — Só é possível se informar pelo jornal?

  1. Etapa 1Introdução e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Só é possível se informar pelo jornal?" e provoca uma roda de conversa para que os alunos compartilhem suas experiências e opiniões sobre as fontes de informação que costumam utilizar. Exemplos práticos podem incluir a comparação entre jornais impressos, sites de notícias, redes sociais, rádios e TVs. Essa etapa visa despertar o interesse e preparar os estudantes para a atividade seguinte.


  2. Etapa 2Apresentação do mapa de empatia

    O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". O material de apoio (imagem ou PDF do mapa) deve ser exibido para todos, podendo ser projetado ou compartilhado em sala. O professor esclarece como o mapa será usado para entender diferentes perfis de leitores e suas relações com as fontes de informação.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e planejamento

    Os alunos são organizados em pequenos grupos para que possam discutir e planejar a construção do mapa de empatia. Cada grupo escolhe um perfil de leitor para representar, que pode ser, por exemplo, um jovem que só lê notícias em redes sociais, um leitor assíduo de jornais impressos, um consumidor de mídias independentes, entre outros. O professor circula para orientar e estimular a reflexão.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Os grupos começam a preencher o mapa de empatia, discutindo e anotando as percepções sobre o perfil escolhido em cada campo do mapa. Eles devem pensar sobre o que esse leitor pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores (dificuldades) e ganhos (benefícios) em relação ao consumo de informação. O professor acompanha o processo, promovendo questionamentos que aprofundem a análise.


  5. Etapa 5Apresentação dos mapas e debate

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as características do perfil escolhido e as conclusões sobre suas relações com as fontes de informação. Após as apresentações, o professor conduz um debate, incentivando os alunos a refletirem sobre a diversidade de projetos editoriais e a importância da pluralidade da mídia para a democracia.


  6. Etapa 6Síntese e reflexão final

    O professor faz uma síntese dos principais pontos discutidos, reforçando a importância de conhecer e analisar diferentes fontes de informação, reconhecendo o papel da mídia plural na consolidação da democracia. Os alunos são convidados a refletir sobre como podem ampliar suas escolhas de fontes e desenvolver um consumo crítico de notícias.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de analisar diferentes projetos editoriais e suas características.

  • Ampliar o repertório dos alunos sobre fontes de informação e opinião, valorizando a pluralidade da mídia.

  • Estimular o pensamento crítico sobre o papel da mídia na consolidação da democracia.

  • Promover a empatia e a compreensão dos diferentes perfis de leitores e suas necessidades informativas.

  • Incentivar o trabalho colaborativo e a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento.

Critérios de avaliação

  • Capacidade de identificar e diferenciar os diversos tipos de projetos editoriais.

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia, demonstrando compreensão dos campos propostos.

  • Argumentação fundamentada sobre a importância da pluralidade de fontes de informação.

  • Demonstração de pensamento crítico em relação ao consumo de notícias e mídias.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância da pluralidade de fontes de informação.

  • Explicar o funcionamento do mapa de empatia e distribuir o material de apoio para os alunos.

  • Organizar os alunos em grupos para a construção coletiva do mapa de empatia.

  • Medir o andamento dos grupos, esclarecendo dúvidas e estimulando a reflexão crítica.

  • Conduzir a apresentação dos mapas de empatia pelos grupos, promovendo debate e troca de ideias.

  • Sintetizar as discussões, reforçando os conceitos sobre diversidade midiática e democracia.

Ações do aluno

  • Participar da discussão inicial sobre as fontes de informação e suas experiências pessoais.

  • Analisar o mapa de empatia e compreender os campos para aplicação.

  • Trabalhar em grupo para construir o mapa de empatia, compartilhando ideias e opiniões.

  • Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas.

  • Participar do debate, ouvindo os colegas e contribuindo com argumentos.