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Aula sobre Sociedades indígenas e luta contra o preconceito no Brasil

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e as sociedades indígenas são parte fundamental dessa riqueza. No entanto, essas comunidades enfrentam preconceitos e desigualdades que muitas vezes são invisibilizados. A luta contra o preconceito é uma questão urgente, ao envolver a promoção dos direitos humanos e o respeito às diferenças. Nesta aula, utilizaremos a metodologia Design Thinking para preencher um mapa de empatia, que ajudará os alunos a entenderem melhor a perspectiva das sociedades indígenas e a refletirem sobre suas próprias atitudes e preconceitos. A atividade permitirá que os alunos analisem a realidade dessas comunidades e desenvolvam empatia, promovendo uma discussão crítica sobre desigualdade e discriminação.

Material de apoio 1 — Sociedades indígenas e luta contra o preconceito no Brasil

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    Inicie a aula apresentando o tema “Sociedades indígenas e luta contra o preconceito no Brasil”. Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre as culturas indígenas e quais preconceitos eles já ouviram ou presenciaram. Utilize exemplos do cotidiano, como a representação de indígenas na mídia ou em livros didáticos, para contextualizar a discussão. Essa etapa visa despertar o interesse dos alunos e prepará-los para a atividade de Design Thinking.


  2. Etapa 2Apresentação do Mapa de Empatia

    Explique o conceito de mapa de empatia e como ele pode ajudar a entender melhor as experiências e sentimentos das sociedades indígenas. Apresente os campos do mapa: “O que ele pensa e sente?”, “O que ele escuta?”, “O que ele fala e faz?”, “O que ele vê?”, “Dores” e “Ganhos”. Discuta cada campo com os alunos, trazendo exemplos práticos. Pergunte, por exemplo, o que uma pessoa indígena pode estar sentindo ao ver seu território ameaçado. Incentive reflexões como: o que ela escuta das lideranças, da mídia ou de outras comunidades? O que costuma dizer ou fazer diante dos desafios? O que enxerga em seu cotidiano? Quais são suas maiores dores e também suas conquistas? Essas perguntas auxiliam os alunos a se colocarem no lugar do outro e a compreenderem com mais empatia a realidade dos povos indígenas.


  3. Etapa 3Divisão em Grupos

    Divida a turma em pequenos grupos e atribua a cada grupo uma sociedade indígena específica para pesquisar. Alguns exemplos são: como os Munduruku, Yanomami, Waiãpi e Xavante. Os alunos devem buscar informações sobre a cultura, tradições, desafios e conquistas dessa sociedade. Incentive-os a usar suas experiências pessoais e observações para enriquecer a pesquisa. Essa etapa promove a colaboração e a troca de conhecimentos entre os alunos.


  4. Etapa 4Preenchimento do Mapa de Empatia

    Cada grupo deve preencher o template do mapa de empatia com base nas informações coletadas. Incentive-os a discutir e refletir sobre cada campo do mapa, considerando as experiências e sentimentos das sociedades indígenas. Os alunos devem registrar suas ideias de forma clara e organizada, utilizando a criatividade para representar as informações. Essa atividade estimula a empatia e a compreensão profunda do tema.


  5. Etapa 5Apresentação dos Mapas

    Após o preenchimento dos mapas, cada grupo deve apresentar suas conclusões para a turma. Durante as apresentações, incentive os alunos a fazer perguntas e promover um debate sobre as diferentes sociedades indígenas e os preconceitos que enfrentam. Essa etapa permite que os alunos compartilhem suas descobertas e aprendam uns com os outros.


  6. Etapa 6Reflexão e Debate

    Conduza uma reflexão coletiva sobre o que os alunos aprenderam com a atividade. Pergunte como eles se sentiram ao trabalhar no mapa de empatia e se suas percepções sobre as sociedades indígenas mudaram. Estimule um debate sobre como podem combater o preconceito em suas comunidades e promover o respeito às diferenças. Essa etapa é crucial para consolidar o aprendizado e incentivar ações concretas.


  7. Etapa 7Encaminhamento para Ações

    Finalize a aula propondo que os alunos desenvolvam um plano de ação para promover o respeito às diferenças em sua escola ou comunidade. Eles podem criar campanhas de conscientização, realizar debates ou desenvolver projetos que abordem a temática dos direitos humanos e da diversidade cultural. Essa etapa visa transformar o aprendizado em ações práticas e significativas.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a empatia dos alunos em relação às sociedades indígenas.

  • Promover a reflexão crítica sobre preconceitos e desigualdades presentes na sociedade.

  • Estimular a identificação de ações que promovam os direitos humanos.

  • Fomentar a solidariedade e o respeito às diferenças.

  • Desnaturalizar estereótipos e preconceitos relacionados às culturas indígenas.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.

  • Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e problematizar formas de preconceito.

  • Criatividade e originalidade na apresentação do mapa de empatia.

  • Colaboração e respeito nas interações com os colegas.

Ações do professor

  • Facilitar a discussão inicial sobre sociedades indígenas e preconceito.

  • Orientar os alunos no uso do mapa de empatia.

  • Propor exemplos práticos e situações do cotidiano que conectem o tema à realidade dos alunos.

  • Estimular a reflexão crítica e o debate sobre os resultados do mapa de empatia.

  • Encaminhar os alunos para ações concretas que promovam o respeito às diferenças.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo.

  • Contribuir com ideias e reflexões para o mapa de empatia.

  • Analisar e problematizar suas próprias percepções sobre sociedades indígenas.

  • Apresentar suas conclusões e propostas de ação para a turma.

  • Refletir sobre como podem aplicar o aprendizado na vida cotidiana.