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Aula sobre Solidariedade mecânica e solidariedade orgânica

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


A solidariedade mecânica e a solidariedade orgânica são conceitos desenvolvidos pelo sociólogo Émile Durkheim, que descrevem diferentes formas de coesão social. A solidariedade mecânica é típica de sociedades tradicionais, onde as pessoas compartilham crenças e valores comuns, enquanto a solidariedade orgânica é característica de sociedades modernas, onde a interdependência entre indivíduos é maior devido à especialização das funções. No cotidiano dos estudantes, esses conceitos podem ser observados em suas relações familiares, escolares e sociais, onde a convivência e a colaboração são fundamentais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos criem um diário de bordo, refletindo sobre problemas sociais e propondo soluções, promovendo a análise crítica e a colaboração em grupo.

Material de apoio 1 — Solidariedade mecânica e solidariedade orgânica

  1. Etapa 1Introdução aos Conceitos

    O professor inicia a aula apresentando os conceitos de solidariedade mecânica e orgânica, utilizando exemplos do cotidiano, como a convivência em comunidades tradicionais versus a vida em grandes cidades. O objetivo é que os alunos compreendam as diferenças entre essas formas de solidariedade e como elas se manifestam em suas vidas.


  2. Etapa 2Discussão em Grupo

    Os alunos são divididos em grupos e convidados a discutir situações em que perceberam a solidariedade mecânica e orgânica em suas experiências. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que estimulem a reflexão e a análise crítica dos alunos sobre as dinâmicas sociais que observam.


  3. Etapa 3Criação do Diário de Bordo

    Cada grupo recebe um modelo de diário de bordo, que deve conter os campos de Problema, Geração de Alternativas e Solução. Os alunos devem identificar um problema social que observam em sua comunidade e preencher os campos com suas reflexões e propostas. O professor orienta os grupos, garantindo que todos participem da elaboração.


  4. Etapa 4Apresentação dos Diários de Bordo

    Os grupos apresentam seus diários de bordo para a turma, explicando o problema escolhido, as alternativas geradas e a solução proposta. O professor incentiva a troca de ideias entre os grupos, promovendo um debate sobre as diferentes abordagens e soluções apresentadas.


  5. Etapa 5Reflexão Crítica

    Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão crítica sobre as soluções propostas, questionando os alunos sobre a viabilidade e os impactos éticos e sociais de suas ideias. Essa etapa é fundamental para que os alunos desenvolvam uma visão crítica sobre as transformações sociais.


  6. Etapa 6Conexão com a Realidade

    O professor finaliza a aula conectando as discussões com a realidade atual, ressaltando a importância da solidariedade nas relações sociais contemporâneas. Os alunos são incentivados a pensar em como podem aplicar os conceitos aprendidos em suas vidas diárias.


  7. Etapa 7Avaliação e Feedback

    O professor avalia os diários de bordo e fornece feedback individual e em grupo. Essa etapa é importante para que os alunos compreendam seus pontos fortes e áreas a serem desenvolvidas, além de reforçar a importância da colaboração e da reflexão crítica.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade de análise crítica dos alunos em relação às dinâmicas sociais contemporâneas.

  • Estimular a colaboração e o trabalho em equipe por meio da criação de um produto coletivo.

  • Promover a reflexão sobre a importância da solidariedade nas relações sociais.

  • Fomentar a criatividade dos alunos na busca de soluções para problemas sociais.

  • Conectar os conceitos teóricos à prática do cotidiano dos alunos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões em grupo.

  • Capacidade de relacionar os conceitos de solidariedade mecânica e orgânica com exemplos do cotidiano.

  • Clareza e organização do diário de bordo.

  • Qualidade e relevância das soluções propostas no diário de bordo.

  • Reflexão crítica sobre os impasses ético-políticos discutidos.

Ações do professor

  • Facilitar a discussão inicial sobre os conceitos de solidariedade mecânica e orgânica.

  • Orientar os grupos na elaboração do diário de bordo, garantindo que todos participem.

  • Propor exemplos práticos que conectem os conceitos à realidade dos alunos.

  • Estimular a reflexão crítica durante a apresentação dos diários de bordo.

  • Avaliar os diários de bordo e a participação dos alunos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo.

  • Pesquisar e trazer exemplos do cotidiano que ilustrem os conceitos.

  • Contribuir com ideias e reflexões para o diário de bordo.

  • Apresentar o diário de bordo para a turma, explicando as soluções propostas.

  • Refletir sobre a importância da solidariedade nas suas próprias vidas.