Aula sobre Street art
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A street art, ou arte urbana, é uma forma de expressão artística que ocorre em espaços públicos, como muros, paredes e ruas, e que dialoga diretamente com a cultura e o cotidiano das cidades. Essa manifestação artística pode ser vista em grafites, murais, stencils e intervenções visuais que carregam mensagens sociais, políticas e culturais. No contexto dos estudantes do Ensino Médio, a street art pode ser observada em diferentes bairros e regiões, refletindo as diversas realidades e visões de mundo presentes na sociedade. Nesta aula, a metodologia ativa Design Thinking será aplicada para que os estudantes, por meio do uso de um mapa de empatia, possam compreender as múltiplas perspectivas envolvidas na street art, considerando o que os artistas e o público pensam, sentem, escutam, falam, fazem, veem, além das dores e ganhos relacionados a essa linguagem artística. Assim, a aula propicia uma reflexão crítica e contextualizada sobre as linguagens e seus discursos, promovendo o desenvolvimento da habilidade de posicionamento crítico diante de diferentes visões de mundo.

Etapa 1 — Apresentação e contextualização da street art
O professor deverá iniciar a aula apresentando imagens e vídeos curtos que exemplifiquem a street art em diferentes contextos urbanos, destacando suas características visuais e mensagens sociais. Em seguida, deverá explicar a proposta da atividade e a importância do Design Thinking para compreender as múltiplas perspectivas envolvidas na street art. O mapa de empatia será apresentado como ferramenta principal para a atividade, e o professor deverá detalhar cada campo do mapa para garantir a compreensão dos estudantes.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do mapa de empatia
O professor deverá organizar os estudantes em grupos pequenos, garantindo diversidade de opiniões e experiências em cada grupo. Em seguida, deverá distribuir o mapa de empatia, seja impresso ou projetado, para que os estudantes possam utilizá-lo durante a atividade. O professor deverá reforçar que o mapa será preenchido com base nas discussões e análises coletivas do grupo.
Etapa 3 — Análise dos campos do mapa de empatia
Cada grupo deverá discutir e preencher os campos do mapa de empatia, considerando o ponto de vista dos artistas de street art e do público que interage com essa linguagem. O professor deverá acompanhar os grupos, orientando e provocando reflexões para que os estudantes considerem aspectos como o que os artistas pensam e sentem, o que escutam, o que falam e fazem, o que veem, além das dores e ganhos relacionados à prática da street art.
Etapa 4 — Compartilhamento das percepções iniciais
Os grupos deverão apresentar brevemente as percepções iniciais obtidas a partir do preenchimento do mapa de empatia. O professor deverá estimular a escuta ativa entre os grupos e promover questionamentos que aprofundem a análise crítica sobre as diferentes visões apresentadas.
Etapa 5 — Refinamento das análises e conexão com o contexto social
Com base no feedback recebido, os grupos deverão revisar e aprofundar o preenchimento do mapa de empatia, relacionando as informações com o contexto social, cultural e político em que a street art está inserida. O professor deverá incentivar os estudantes a pensar sobre as mensagens implícitas e explícitas nas obras de street art e seu impacto na sociedade.
Etapa 6 — Socialização final e reflexão crítica
Cada grupo deverá apresentar a versão final do mapa de empatia, destacando as principais descobertas e reflexões. O professor deverá conduzir uma roda de conversa para que os estudantes possam discutir as diferentes perspectivas e posicionamentos críticos desenvolvidos durante a atividade, reforçando a importância da diversidade de visões e do respeito às múltiplas linguagens.
Etapa 7 — Avaliação e fechamento da aula
O professor deverá realizar uma avaliação formativa, observando a participação, o engajamento e a qualidade das análises dos estudantes durante a atividade. Além disso, deverá propor uma breve reflexão escrita ou oral sobre o que foi aprendido e como a street art pode ser compreendida como uma linguagem que expressa diferentes visões de mundo, consolidando o desenvolvimento da habilidade proposta.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade dos estudantes em posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos da street art.
Compreender os elementos que compõem a linguagem da street art e seu contexto de produção e circulação.
Estimular a empatia e a análise crítica por meio do preenchimento do mapa de empatia relacionado aos atores da street art.
Promover a colaboração e o diálogo entre os estudantes durante as etapas do Design Thinking.
Incentivar a reflexão sobre as mensagens sociais e culturais presentes na street art e sua relevância para a sociedade contemporânea.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa no preenchimento do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e analisar diferentes perspectivas relacionadas à street art.
Clareza e coerência nas contribuições apresentadas durante as discussões em grupo.
Demonstração de compreensão dos contextos de produção e circulação da street art.
Capacidade de relacionar as informações do mapa de empatia com as mensagens e linguagens presentes na street art.
Ações do professor
Disponibilizar o mapa de empatia impresso ou projetado para que os estudantes possam utilizá-lo durante a atividade.
Apresentar exemplos visuais e contextuais de street art, destacando suas características e mensagens.
Orientar os estudantes na compreensão dos campos do mapa de empatia e sua aplicação ao tema.
Gerenciar o tempo e as dinâmicas dos grupos para garantir a participação de todos.
Estimular o diálogo e a reflexão crítica durante as discussões em grupo.
Oferecer suporte para esclarecimento de dúvidas e aprofundamento das análises.
Conduzir a socialização das produções dos grupos, promovendo a escuta ativa e o respeito às diferentes opiniões.
Ações do aluno
Utilizar o mapa de empatia disponibilizado para preencher os campos relacionados à street art.
Observar e analisar os exemplos visuais apresentados para fundamentar suas respostas.
Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando ideias e perspectivas.
Refletir sobre as mensagens e contextos da street art a partir dos dados coletados no mapa de empatia.
Colaborar com os colegas para construir uma compreensão coletiva do tema.
Apresentar as conclusões do grupo durante a socialização com a turma.