Aula sobre Substâncias, desastres e riscos
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O tema 'Substâncias, desastres e riscos' é fundamental para que os estudantes compreendam como diferentes materiais e suas propriedades podem influenciar situações de perigo no cotidiano e no meio ambiente. Por exemplo, o uso inadequado de produtos químicos em casa, acidentes industriais ou desastres naturais que envolvem substâncias tóxicas podem causar riscos à saúde e ao meio ambiente. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio do preenchimento do template de um mapa de empatia, possam explorar e compreender as percepções, sentimentos e comportamentos relacionados aos riscos dessas substâncias, promovendo um aprendizado significativo e conectado à realidade. O mapa de empatia servirá como ferramenta para que os estudantes se coloquem no lugar das pessoas afetadas por esses riscos, identificando dores e ganhos, o que facilitará a discussão e a proposição de soluções conscientes e seguras.

Etapa 1 — Introdução e contextualização do tema
O professor inicia a aula apresentando o tema 'Substâncias, desastres e riscos', trazendo exemplos práticos como acidentes domésticos com produtos químicos, vazamentos industriais ou desastres ambientais recentes. A ideia é sensibilizar os alunos para a importância do tema e conectar o conteúdo à realidade deles. Em seguida, explica a metodologia Design Thinking e como o template do mapa de empatia será utilizado para explorar as percepções e sentimentos relacionados aos riscos das substâncias.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor apresenta o template do mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Exemplifica como preencher cada campo com base em uma situação hipotética, por exemplo, uma comunidade afetada por um vazamento químico. Essa etapa prepara os alunos para a atividade colaborativa.
Etapa 3 — Formação dos grupos e definição do foco
Os alunos são organizados em pequenos grupos e recebem a tarefa de escolher um cenário relacionado a substâncias e riscos, como acidentes domésticos, industriais, ou desastres naturais envolvendo produtos químicos. Cada grupo deve definir quem será o 'persona' para o qual irão construir o mapa de empatia, representando uma pessoa afetada por esses riscos.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Os grupos começam a preencher os templates do mapa de empatia, discutindo e anotando as percepções, sentimentos, dores e ganhos do persona escolhido. O professor circula pela sala, fazendo perguntas que estimulem a reflexão crítica e empática, ajudando os alunos a relacionar os conceitos científicos com as experiências humanas e sociais.
Etapa 5 — Apresentação e discussão dos mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e as percepções levantadas. O professor conduz uma discussão coletiva, destacando pontos importantes e promovendo a troca de ideias sobre os riscos, as consequências e as formas de prevenção.
Etapa 6 — Proposição de soluções e comportamentos seguros
Com base nos mapas e nas discussões, os grupos elaboram propostas de soluções, comportamentos e uso de equipamentos de segurança que possam minimizar os riscos identificados. O professor orienta para que as propostas sejam fundamentadas nos conhecimentos das Ciências da Natureza, reforçando a importância da integridade física e socioambiental.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
Para finalizar, o professor promove uma reflexão sobre o aprendizado, destacando a importância da empatia e do conhecimento científico na prevenção de riscos. Os alunos são avaliados conforme os critérios estabelecidos e recebem feedback. O professor também pode sugerir que os alunos compartilhem o que aprenderam com suas famílias e comunidades, ampliando o impacto da aula.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e avaliar riscos associados a substâncias químicas em diferentes contextos.
Promover o pensamento crítico e empático por meio da construção do mapa de empatia, relacionando ciência e impacto social.
Estimular a aplicação prática dos conhecimentos científicos para justificar comportamentos e o uso de equipamentos de segurança.
Fomentar a colaboração e a comunicação entre os estudantes durante o processo de Design Thinking.
Incentivar a reflexão sobre a importância da integridade física, coletiva e socioambiental diante dos riscos.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de relacionar conceitos científicos com situações reais de risco.
Clareza e coerência na apresentação das ideias e justificativas sobre segurança e prevenção.
Demonstração de empatia e compreensão das dores e ganhos das pessoas afetadas por desastres envolvendo substâncias.
Criatividade e pertinência nas propostas de soluções e comportamentos seguros.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar com exemplos práticos do cotidiano e da comunidade dos alunos.
Explicar o conceito e a estrutura do mapa de empatia, orientando como preenchê-lo.
Organizar os alunos em grupos para a construção colaborativa do mapa de empatia.
Medir o progresso dos grupos, promovendo questionamentos que aprofundem a análise dos riscos e percepções.
Facilitar a discussão coletiva após a elaboração dos mapas, incentivando a troca de ideias e reflexões.
Auxiliar os alunos na proposição de soluções e comportamentos seguros, relacionando com os conhecimentos científicos.
Avaliar o desempenho dos estudantes com base nos critérios estabelecidos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões iniciais e compartilhar experiências relacionadas ao tema.
Colaborar com os colegas na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos com base em pesquisas e reflexões.
Analisar as dores e ganhos das pessoas afetadas por riscos envolvendo substâncias.
Apresentar e justificar suas ideias e percepções para o grupo e para a turma.
Ouvir e considerar as opiniões dos colegas durante as discussões.
Propor comportamentos e soluções seguras fundamentadas nos conhecimentos científicos adquiridos.
Refletir sobre a importância da segurança individual, coletiva e socioambiental.