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Aula sobre Substâncias, desastres e riscos

Metodologia ativa — Rotação por estações

Por que usar essa metodologia?

Esta metodologia é muito necessária quando pensamos em personalização da aprendizagem. Através dela, podemos trabalhar com circuitos projetados, chamados de estações. Cada estação possui uma atividade com início, meio e fim, para que os alunos possam começar por qualquer uma delas sem que haja uma ordem fixa a seguir.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, comunicação, alfabetização digital, pensamento crítico, capacidade de trabalhar em equipe e gestão de tempo.

Você sabia?

É importante ressaltar que para ser caracterizada como rotação por estação é necessário ter ao menos uma estação no formato digital.


O tema 'Substâncias, desastres e riscos' é fundamental para que os estudantes compreendam como diferentes substâncias químicas presentes no cotidiano podem representar riscos à saúde, ao meio ambiente e à segurança. Exemplos práticos incluem o manuseio de produtos de limpeza, armazenamento de combustíveis, e a prevenção de acidentes domésticos e industriais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Rotação por estações, que permitirá aos alunos explorar o tema por meio de diferentes perspectivas e atividades, promovendo o protagonismo, a colaboração e a reflexão crítica. Ao final, será realizada uma sistematização coletiva para que os estudantes compartilhem suas aprendizagens e experiências, utilizando um template de diário de bordo como ferramenta de registro e avaliação contínua.

Material de apoio 1 — Substâncias, desastres e riscos

  1. Etapa 1Organização inicial e divisão dos grupos

    O professor inicia a aula explicando o tema 'Substâncias, desastres e riscos' e a importância de compreender os riscos associados ao uso de diferentes substâncias no cotidiano. Em seguida, organiza a turma em três grupos equilibrados e apresenta a metodologia de Rotação por estações, explicando como funcionará a dinâmica e os objetivos de cada estação.


  2. Etapa 2Estação 1: Análise de textos e casos reais

    Nesta estação, os alunos recebem textos curtos e relatos de casos reais relacionados a acidentes envolvendo substâncias químicas, como vazamentos, intoxicações e explosões. O grupo deve analisar os textos, identificar os riscos envolvidos, as causas dos acidentes e discutir as medidas de prevenção adotadas ou que poderiam ter sido adotadas.


  3. Etapa 3Estação 2: Experimentação prática e observação

    Aqui, os alunos realizam experimentos simples e seguros que demonstram propriedades de algumas substâncias (como reatividade, inflamabilidade, toxicidade simulada), utilizando materiais disponíveis na escola, como água sanitária, bicarbonato de sódio e vinagre. O objetivo é que eles observem os riscos potenciais e discutam os cuidados necessários para manusear essas substâncias com segurança.


  4. Etapa 4Estação 3: Debate e resolução de problemas

    Neste espaço, os alunos recebem situações-problema que envolvem riscos químicos em ambientes domésticos, escolares ou industriais. O grupo deve debater as melhores práticas para minimizar os riscos, justificar o uso de equipamentos de proteção e comportamentos seguros, e apresentar suas soluções para a turma.


  5. Etapa 5Rotação entre as estações

    Os grupos rotacionam entre as estações, garantindo que todos os alunos tenham a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades e perspectivas sobre o tema. O professor acompanha as rotações, mediando as discussões e esclarecendo dúvidas.


  6. Etapa 6Registro no diário de bordo

    Durante e após cada estação, os alunos registram no template do diário de bordo suas observações, dúvidas, aprendizados e reflexões pessoais. O professor orienta sobre a importância desse registro para a autoavaliação e para consolidar o conhecimento adquirido.


  7. Etapa 7Sistematização coletiva e avaliação

    Ao final das rotações, os grupos compartilham com a turma suas experiências, conclusões e aprendizados de cada estação. O professor conduz uma discussão coletiva para integrar os conhecimentos, reforçar os conceitos-chave e avaliar a participação e o entendimento dos alunos, considerando também os registros no diário de bordo.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e avaliar riscos associados a substâncias químicas no cotidiano.

  • Estimular o trabalho colaborativo e o protagonismo dos estudantes por meio da metodologia de Rotação por estações.

  • Promover a reflexão crítica sobre comportamentos de segurança e uso adequado de equipamentos de proteção.

  • Aplicar conhecimentos das Ciências da Natureza para justificar práticas seguras que visem à integridade física e socioambiental.

  • Incentivar o registro e a autoavaliação do processo de aprendizagem por meio do diário de bordo.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa nas atividades de cada estação.

  • Capacidade de identificar e justificar os riscos relacionados às substâncias estudadas.

  • Qualidade das reflexões e registros no diário de bordo.

  • Contribuição na sistematização coletiva das aprendizagens.

  • Aplicação dos conceitos científicos para propor comportamentos seguros.

Ações do professor

  • Organizar a turma em grupos e preparar as estações de aprendizagem com atividades diversificadas e relacionadas ao tema.

  • Explicar claramente o funcionamento da metodologia de Rotação por estações e as expectativas para cada atividade.

  • Medir e orientar os grupos durante as rotações, garantindo a participação de todos e esclarecendo dúvidas.

  • Incentivar a reflexão crítica e o debate durante e após as atividades.

  • Orientar os alunos sobre o uso do diário de bordo para registrar suas experiências, dúvidas e aprendizados.

  • Conduzir a sistematização coletiva ao final da aula, promovendo a troca de conhecimentos entre os grupos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das atividades propostas em cada estação, colaborando com os colegas.

  • Registrar no diário de bordo as principais informações, dúvidas e reflexões durante as atividades.

  • Discutir e compartilhar ideias com o grupo para compreender melhor os riscos e as medidas de segurança.

  • Refletir sobre os aprendizados e propor soluções para minimizar riscos relacionados às substâncias estudadas.

  • Contribuir na apresentação e sistematização coletiva das experiências e conclusões do grupo.