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Aula sobre Território e fronteira: segregação espacial, social e cultural

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


O tema “Território e Fronteira: Segregação Espacial, Social e Cultural” é fundamental para entendermos como as sociedades se organizam e se relacionam com o espaço que habitam. No cotidiano dos estudantes, esse tema pode ser observado em diversas situações, como a divisão de bairros em uma cidade, as fronteiras entre países e até mesmo a segregação social que pode ocorrer em ambientes urbanos. Por exemplo, muitos jovens podem perceber que algumas áreas de suas cidades são mais valorizadas que outras, refletindo desigualdades sociais e culturais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia Aprendizagem Entre Pares, onde os alunos trabalharão em grupos para preencher um mapa conceitual que explore as relações entre território, fronteiras e a ideia de vazio, promovendo uma discussão crítica sobre as dualidades presentes na sociedade.

Material de apoio 1 — Território e fronteira: segregação espacial, social e cultural

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema “Território e Fronteira: Segregação Espacial, Social e Cultural”. Ele pode utilizar exemplos do cotidiano dos alunos, como a divisão de bairros em suas cidades e as desigualdades que podem ser observadas. A ideia é que os alunos compreendam a relevância do tema e como ele se relaciona com suas experiências diárias.


  2. Etapa 2Formação dos Grupos

    O professor organiza a turma em grupos de 4 a 5 alunos, garantindo que haja diversidade nas formações. Ele explica que cada grupo irá preencher um mapa conceitual sobre o tema, com uma ideia central e 8 sub-ideias, que devem ser exploradas em dois níveis de profundidade. O professor também orienta sobre a importância da colaboração e do respeito às opiniões dos colegas.


  3. Etapa 3Preenchimento do Mapa Conceitual

    Os alunos, em seus grupos, começam a discutir e a organizar suas ideias. O professor circula entre os grupos, oferecendo orientações e sugestões. Ele pode incentivar os alunos a pensar em como as fronteiras podem ser tanto físicas quanto sociais, e como isso se relaciona com a ideia de vazio. Os alunos devem anotar suas ideias e começar a estruturar o mapa conceitual.


  4. Etapa 4Discussão e Reflexão

    Após o preenchimento inicial do mapa, cada grupo deve discutir internamente as relações entre os conceitos que escolheram. O professor pode lançar perguntas provocativas, como: “Como a segregação social se manifesta em nossa cidade?” ou “Quais são as consequências da divisão territorial?” Isso ajudará os alunos a aprofundar suas reflexões e a enriquecer o mapa conceitual.


  5. Etapa 5Apresentação dos Mapas Conceituais

    Cada grupo apresenta seu mapa conceitual para a turma. O professor deve incentivar a participação de todos os alunos, promovendo um espaço para perguntas e comentários. Essa etapa é crucial para que os alunos aprendam uns com os outros e comparem as diferentes abordagens sobre o tema.


  6. Etapa 6Síntese e Conclusão

    Após as apresentações, o professor conduz uma discussão final, onde os alunos podem refletir sobre o que aprenderam e como suas percepções sobre território e fronteiras mudaram. O professor pode fazer um resumo dos principais pontos discutidos e reforçar a importância de entender as complexidades sociais e culturais relacionadas ao tema.


  7. Etapa 7Avaliação e Feedback

    O professor realiza uma avaliação formativa, onde observa a participação dos alunos durante a atividade e coleta feedback sobre a experiência. Ele pode solicitar que os alunos escrevam uma breve reflexão sobre o que aprenderam e como se sentiram durante o processo. Essa etapa é importante para que os alunos possam expressar suas opiniões e para que o professor possa ajustar futuras atividades.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de comparação entre diferentes significados de território e fronteiras.

  • Estimular a reflexão crítica sobre a segregação social e cultural.

  • Promover a colaboração entre os alunos através da construção conjunta de conhecimento.

  • Fomentar a capacidade de organizar e sintetizar informações em um formato visual.

  • Contextualizar conceitos geográficos e sociais em realidades próximas aos alunos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões em grupo.

  • Qualidade e profundidade do mapa conceitual apresentado.

  • Capacidade de relacionar conceitos de forma coerente.

  • Clareza na apresentação das ideias e sub-ideias.

  • Reflexão crítica demonstrada nas discussões e no material produzido.

Ações do professor

  • Facilitar a formação dos grupos e assegurar que todos os alunos participem.

  • Orientar os alunos sobre como preencher o mapa conceitual.

  • Propor questões provocativas para estimular o debate entre os alunos.

  • Acompanhar o progresso dos grupos e oferecer feedback contínuo.

  • Conduzir uma discussão final para consolidar o aprendizado e as reflexões.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da discussão em grupo.

  • Contribuir com ideias para o preenchimento do mapa conceitual.

  • Pesquisar e trazer exemplos do cotidiano que se relacionem ao tema.

  • Apresentar o mapa conceitual para a turma.

  • Refletir sobre as discussões e contribuir para a análise crítica dos conceitos.