Aula sobre Território e fronteira: segregação espacial, social e cultural
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O tema “Território e fronteira: segregação espacial, social e cultural” é fundamental para entender como as sociedades se organizam e se relacionam com o espaço ao seu redor. A segregação pode ser observada em diferentes contextos, como em áreas urbanas onde comunidades são separadas por fatores socioeconômicos, ou em regiões que enfrentam conflitos de identidade cultural. Por exemplo, em grandes cidades, bairros podem ser marcados por diferentes níveis de acesso a serviços públicos, refletindo desigualdades sociais. A metodologia Design Thinking será aplicada nesta aula para os alunos desenvolverem um mapa de empatia, permitindo que eles se coloquem no lugar de diferentes grupos sociais e compreendam suas realidades, dores e ganhos. Essa abordagem ativa estimula a empatia e a reflexão crítica sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
Inicie a aula apresentando o conceito de território e fronteira, discutindo como esses elementos influenciam a vida das pessoas. Utilize exemplos do cotidiano dos alunos, como a divisão de bairros em uma cidade ou as diferenças entre áreas urbanas e rurais. Pergunte aos alunos o que eles entendem por segregação espacial e social, incentivando uma discussão aberta. Essa etapa visa contextualizar o tema e preparar os alunos para a atividade prática.
Etapa 2 — Apresentação do Mapa de Empatia
Explique o que é um mapa de empatia e como ele será utilizado para explorar as diferentes realidades sociais. Apresente cada um dos campos do mapa: “O que ele pensa e sente?”, “O que ele escuta?”, “O que ele fala e faz?”, “O que ele vê?”, “Dores” e “Ganhos”. Dê exemplos de como preencher cada campo, utilizando figuras públicas ou personagens conhecidos que os alunos possam relacionar.
Etapa 3 — Formação dos Grupos
Divida a turma em grupos pequenos e atribua a cada grupo um grupo social ou uma comunidade específica para investigar. Os grupos podem escolher entre diferentes contextos, como comunidades de baixa renda, imigrantes, ou grupos étnicos. Cada grupo deve discutir e coletar informações sobre a realidade do grupo designado, preparando-se para preencher o mapa de empatia.
Etapa 4 — Pesquisa e Discussão em Grupo
Os alunos devem realizar uma pesquisa sobre o grupo social que escolheram, utilizando suas próprias experiências, relatos de pessoas conhecidas ou informações disponíveis em livros e internet. Durante essa etapa, os alunos devem discutir em grupo o que descobriram e como isso se relaciona com os campos do mapa de empatia. O professor deve circular entre os grupos, oferecendo orientações e esclarecendo dúvidas.
Etapa 5 — Preenchimento do Mapa de Empatia
Com base nas discussões anteriores, cada grupo deve começar a preencher seu mapa de empatia. Eles devem trabalhar juntos para identificar o que o grupo social pensa e sente, o que escuta, fala e faz, o que vê, suas dores e ganhos. O professor deve incentivar a colaboração e a troca de ideias, ajudando os alunos a aprofundar suas reflexões sobre as realidades sociais.
Etapa 6 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo deve apresentar seu mapa de empatia para a turma. Durante as apresentações, os alunos devem explicar suas escolhas e como chegaram às conclusões sobre o grupo social que estudaram. O professor deve facilitar a discussão, fazendo perguntas que estimulem a reflexão crítica e a comparação entre os diferentes grupos apresentados.
Etapa 7 — Reflexão Final e Conclusão
Para encerrar a aula, promova uma reflexão coletiva sobre o que os alunos aprenderam com a atividade. Pergunte como o preenchimento do mapa de empatia ajudou a entender melhor as realidades sociais e a importância da empatia. Incentive os alunos a pensar em como podem aplicar esse conhecimento em suas vidas e comunidades, reforçando a relevância do tema estudado.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre a relação entre território e identidade cultural.
Estimular a empatia e a compreensão das diferentes realidades sociais.
Promover a reflexão sobre as consequências da segregação espacial e social.
Fomentar a criatividade e a colaboração entre os alunos na construção do conhecimento.
Contextualizar conceitos teóricos com exemplos práticos do cotidiano dos alunos.
Critérios de avaliação
Participação ativa no preenchimento do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e discutir as dores e ganhos de diferentes grupos sociais.
Qualidade das reflexões apresentadas durante a discussão em grupo.
Clareza e coerência na apresentação do mapa de empatia.
Engajamento nas atividades propostas e nas discussões em sala.
Ações do professor
Facilitar a discussão inicial sobre o conceito de território e fronteiras.
Orientar os alunos no preenchimento do mapa de empatia, fornecendo exemplos e esclarecendo dúvidas.
Promover debates sobre as reflexões dos alunos e suas percepções sobre o tema.
Estimular a pesquisa de exemplos práticos que os alunos possam relacionar com suas vivências.
Avaliar a participação e o envolvimento dos alunos nas atividades propostas.
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão inicial, compartilhando suas percepções sobre o tema.
Trabalhar em grupos para preencher o mapa de empatia, discutindo as diferentes dimensões do tema.
Apresentar suas reflexões e insights durante a discussão em sala.
Pesquisar e trazer exemplos do cotidiano que se relacionem com o tema da aula.
Refletir criticamente sobre as informações discutidas e como elas se aplicam a suas vidas.