Aula sobre Textos de divulgação científica
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Textos de divulgação científica são essenciais para aproximar o conhecimento científico do público geral, tornando temas complexos acessíveis e compreensíveis. No cotidiano dos estudantes, esses textos podem ser encontrados em reportagens, vídeos educativos, podcasts e artigos em sites confiáveis. A compreensão crítica desses textos permite que os estudantes identifiquem a organização das informações, reconheçam fontes confiáveis e questionem possíveis vieses. Nesta aula, a metodologia ativa Design Thinking será aplicada para que os estudantes utilizem um mapa de empatia, facilitando a análise dos textos de divulgação científica a partir da perspectiva do público-alvo, promovendo uma aprendizagem significativa e contextualizada.

Etapa 1 — Apresentação e contextualização do tema
O professor deverá iniciar a aula apresentando exemplos reais de textos de divulgação científica, como reportagens, vídeos curtos ou artigos online, destacando sua presença no cotidiano dos estudantes. Em seguida, o professor explicará a importância da compreensão crítica desses textos, enfatizando os objetivos da aula e a aplicação do mapa de empatia como ferramenta para analisar o público-alvo e a comunicação científica.
Etapa 2 — Exploração do mapa de empatia
O professor deverá apresentar o mapa de empatia com os campos "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Deverá explicar detalhadamente o significado de cada campo e como eles auxiliam na compreensão do público-alvo dos textos de divulgação científica. Os estudantes deverão esclarecer dúvidas e refletir sobre a utilidade dessa ferramenta para a análise crítica.
Etapa 3 — Análise individual dos textos
Cada estudante deverá receber um texto de divulgação científica selecionado pelo professor, que poderá ser escrito, oral ou multissemiótico. Utilizando o mapa de empatia disponibilizado, o estudante deverá preencher os campos considerando o público-alvo do texto, identificando as informações principais, possíveis dores e ganhos, e a forma como o texto se comunica com o leitor ou espectador.
Etapa 4 — Discussão em grupos pequenos
Os estudantes deverão formar grupos para compartilhar e comparar as análises realizadas individualmente. O professor deverá orientar para que cada grupo discuta as semelhanças e diferenças nas percepções do público-alvo, a organização das informações e a confiabilidade das fontes presentes nos textos. Essa etapa visa promover a troca de ideias e o aprofundamento da compreensão crítica.
Etapa 5 — Debate coletivo e problematização
O professor deverá conduzir um debate com toda a turma, incentivando os estudantes a apresentarem as conclusões dos grupos. Durante o debate, o professor deverá problematizar a presença de fontes não confiáveis, enfoques tendenciosos ou superficiais, estimulando os estudantes a refletirem sobre a importância da comunicação científica ética e clara.
Etapa 6 — Síntese e reflexão final
Os estudantes deverão registrar, individualmente ou em grupos, os principais aprendizados obtidos durante a atividade, destacando a importância do mapa de empatia para compreender o público-alvo e a necessidade de uma análise crítica dos textos de divulgação científica. O professor poderá propor perguntas reflexivas para consolidar o conhecimento.
Etapa 7 — Aplicação prática e encaminhamentos
O professor deverá propor que os estudantes apliquem os conhecimentos adquiridos em situações cotidianas, como analisar notícias científicas em redes sociais ou reportagens na mídia. Além disso, o professor poderá sugerir que os estudantes compartilhem com familiares ou colegas as reflexões sobre a importância de identificar fontes confiáveis e comunicar ciência de forma acessível.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de compreender criticamente textos de divulgação científica orais, escritos e multissemióticos.
Identificar a organização tópica e a hierarquização das informações presentes nos textos.
Reconhecer e descartar fontes não confiáveis, problematizando enfoques tendenciosos ou superficiais.
Estimular a empatia ao analisar o público-alvo dos textos por meio do mapa de empatia.
Promover a reflexão sobre a importância da comunicação científica clara e acessível.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar a estrutura e hierarquização das informações nos textos de divulgação científica.
Habilidade em reconhecer fontes confiáveis e questionar informações tendenciosas.
Participação ativa no preenchimento e análise do mapa de empatia.
Clareza e coerência na argumentação durante as discussões em grupo.
Aplicação dos conceitos trabalhados na análise crítica dos textos selecionados.
Ações do professor
Disponibilizar previamente o mapa de empatia com os campos definidos para que os estudantes possam utilizá-lo durante a atividade.
Selecionar e apresentar exemplos variados de textos de divulgação científica, incluindo diferentes formatos e áreas do conhecimento.
Orientar os estudantes na compreensão dos campos do mapa de empatia, explicando sua função e importância.
Gerenciar o tempo das etapas para garantir que todas as fases da atividade sejam realizadas com profundidade.
Estimular a participação dos estudantes, promovendo debates e reflexões sobre as análises realizadas.
Fornecer feedback construtivo durante as discussões, destacando pontos relevantes e sugerindo aprofundamentos.
Encaminhar a problematização sobre a confiabilidade das fontes e os possíveis vieses presentes nos textos.
Ações do aluno
Utilizar o mapa de empatia disponibilizado para analisar o público-alvo dos textos de divulgação científica.
Observar e identificar a organização tópica e a hierarquização das informações nos textos apresentados.
Discutir em grupo as percepções obtidas a partir do mapa de empatia e da análise dos textos.
Reconhecer e apontar fontes confiáveis e informações tendenciosas ou superficiais presentes nos textos.
Compartilhar argumentos e reflexões durante as discussões propostas pelo professor.
Aplicar os conceitos trabalhados para compreender criticamente diferentes formatos de divulgação científica.