Aula sobre The language of art
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O tema The language of art aborda a compreensão da arte como uma forma de linguagem que expressa ideias, emoções e valores culturais por meio de diferentes manifestações artísticas. No cotidiano dos estudantes, essa linguagem está presente em murais urbanos, fotografias, filmes, músicas e até na arquitetura das cidades. Nesta aula, será utilizada a metodologia ativa Cultura Maker, em que os estudantes trabalharão em grupos para preencher um diário de bordo contendo os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, utilizando modelos disponibilizados pelo professor. Essa abordagem deverá estimular a reflexão crítica sobre a diversidade do patrimônio artístico e sobre os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, promovendo uma visão histórica e cultural ampliada.

Etapa 1 — Apresentação do tema e contextualização
O professor deverá apresentar o tema The language of art, destacando sua importância como forma de comunicação cultural e social. Para contextualizar, deverá trazer exemplos do cotidiano dos estudantes como por exemplo, mostrar um mural urbano, uma fotografia premiada, um trecho de filme ou uma música que dialogue com questões sociais, destacando como cada manifestação transmite valores e ideias.
Etapa 2 — Orientações sobre o diário de bordo
O professor deverá apresentar o modelo do diário de bordo que será utilizado pelos grupos, explicando os três campos que deverão ser preenchidos: Problema, Geração de Alternativas e Solução. O professor deverá esclarecer os objetivos de cada campo e as expectativas de registro.
Etapa 3 — Formação dos grupos
O professor deverá organizar os estudantes em grupos heterogêneos, de modo a favorecer a troca de diferentes perspectivas. Cada grupo deverá receber o template do diário de bordo, que será utilizado durante toda a atividade.
Etapa 4 — Identificação do problema
Os grupos deverão discutir e identificar um problema relacionado à linguagem da arte. O professor deverá orientar para que os problemas sejam pertinentes e claros, circulando entre os grupos para apoiar as discussões. Exemplo de um problema: A dificuldade de compreender uma obra de arte contemporânea, a exclusão de determinadas culturas no reconhecimento artístico ou a desvalorização da arte urbana.
Etapa 5 — Geração de alternativas
Com base no problema identificado, os grupos deverão propor alternativas para contribuir com a valorização e a compreensão da linguagem da arte. O professor deverá estimular a criatividade e a diversidade de ideias, incentivando registros no campo Geração de Alternativas.
Etapa 6 — Elaboração de soluções
Os grupos deverão selecionar as alternativas mais viáveis e transformá-las em soluções concretas, registrando-as no diário de bordo. O professor deverá auxiliar na organização das ideias, garantindo clareza, coerência e aplicabilidade das soluções.
Etapa 7 — Socialização das produções
Cada grupo deverá apresentar à turma o diário de bordo preenchido, destacando o problema identificado, as alternativas discutidas e a solução escolhida. O professor deverá gerenciar o tempo de apresentação e promover o diálogo entre os grupos, valorizando diferentes perspectivas.
Etapa 8 — Reflexão final e registro individual
O professor deverá conduzir uma reflexão coletiva sobre o processo realizado, destacando a relação entre a apropriação do patrimônio artístico e os processos de legitimação cultural. Os estudantes deverão registrar individualmente, em seus cadernos, suas impressões finais e os aprendizados obtidos, consolidando a visão crítica e histórica sobre o tema.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos estudantes de reconhecer e interpretar diferentes manifestações artísticas como formas de linguagem.
Estimular a reflexão crítica sobre a diversidade cultural e histórica do patrimônio artístico.
Promover o trabalho colaborativo entre estudantes para a construção coletiva do conhecimento.
Fomentar a habilidade de análise e proposição de soluções para questões relacionadas à legitimação das manifestações artísticas.
Incentivar a apropriação do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, valorizando sua relevância social e cultural.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa dos estudantes no preenchimento do diário de bordo.
Capacidade de identificar problemas relacionados à linguagem da arte e propor alternativas pertinentes.
Clareza e coerência na elaboração das soluções apresentadas no diário de bordo.
Demonstração de compreensão da diversidade e dos processos de legitimação das manifestações artísticas.
Engajamento na discussão crítica durante as etapas do trabalho em grupo.
Ações do professor
Disponibilizar previamente o modelo do diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução para os grupos.
Orientar os estudantes na compreensão do tema e na utilização do diário de bordo, esclarecendo dúvidas e promovendo a reflexão.
Gerenciar o tempo das atividades para garantir que todas as etapas sejam cumpridas de forma produtiva.
Estimular a participação de todos os integrantes do grupo, garantindo que cada estudante contribua para o preenchimento do diário.
Promover a socialização das produções dos grupos, conduzindo debates e incentivando a troca de ideias.
Fornecer exemplos práticos relacionados ao tema para facilitar a compreensão e aplicação dos conceitos.
Ações do aluno
Organizar-se em grupos para trabalhar colaborativamente no preenchimento do diário de bordo.
Analisar e discutir o tema "The language of art" a partir dos exemplos apresentados pelo professor.
Identificar problemas relacionados à linguagem da arte e registrar no campo Problema do diário de bordo.
Gerar alternativas para os problemas identificados e registrar no campo Geração de Alternativas.
Elaborar soluções viáveis e coerentes para as alternativas propostas, registrando no campo Solução.
Participar das discussões em grupo e nas socializações propostas pelo professor.
Refletir criticamente sobre as manifestações artísticas e seus processos de legitimação na sociedade.