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Aula sobre Tipos sanguíneos e probabilidade

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Nesta aula, os estudantes irão explorar o tema "Tipos sanguíneos e probabilidade" de forma ativa e colaborativa, utilizando a metodologia Design Thinking para criar um mapa de empatia que os ajude a compreender as diferentes perspectivas relacionadas ao tema. Os tipos sanguíneos (A, B, AB e O) e o fator Rh são fundamentais para transfusões e transplantes, e a probabilidade está presente na previsão da compatibilidade sanguínea entre pessoas. No cotidiano, entender esses conceitos pode ajudar a compreender situações como doações de sangue, herança genética e até mesmo riscos em procedimentos médicos.

A aula será desenvolvida com foco na construção coletiva do conhecimento, estimulando a empatia e a análise crítica dos alunos sobre as informações e suas aplicações práticas.

Material de apoio 1 — Tipos sanguíneos e probabilidade

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    Inicie a aula contextualizando os tipos sanguíneos e sua relevância para a saúde, explicando como a probabilidade está presente na determinação da compatibilidade sanguínea. Apresente exemplos práticos, como transfusões e doações de sangue, para conectar o conteúdo ao cotidiano dos alunos. Em seguida, introduza a metodologia Design Thinking e o conceito do mapa de empatia, explicando os campos que serão trabalhados. Essa etapa prepara os alunos para a atividade colaborativa, despertando interesse e curiosidade.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e distribuição do material

    Os alunos são organizados em grupos pequenos para facilitar a interação e a troca de ideias. Distribua o modelo do mapa de empatia, explicando detalhadamente cada campo: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Os grupos devem pensar em uma pessoa fictícia ou real relacionada ao tema, como um doador, um receptor de sangue ou um profissional de saúde, para construir o mapa a partir dessa perspectiva.


  3. Etapa 3Pesquisa e coleta de informações

    Os grupos discutem e levantam informações sobre o personagem escolhido, relacionando os tipos sanguíneos e a probabilidade envolvida em suas situações. Eles refletem sobre o que essa pessoa pensa, sente, escuta, fala, faz, vê, quais são suas dores (dificuldades) e ganhos (benefícios) relacionados ao tema. Circule entre os grupos, fazendo perguntas que estimulem o pensamento crítico e a conexão com os conceitos científicos.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Com as informações coletadas, os grupos começam a preencher o mapa de empatia, organizando as ideias em cada campo. Essa etapa estimula a empatia e a compreensão das diferentes perspectivas, além de consolidar o conhecimento sobre tipos sanguíneos e probabilidade. Incentive os alunos a serem criativos e detalhistas, garantindo que o mapa reflita uma visão ampla e profunda do tema.


  5. Etapa 5Apresentação e socialização dos mapas

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as conexões estabelecidas entre os campos do mapa e o conteúdo científico. Essa socialização permite que os alunos aprendam com as diferentes perspectivas e reforcem o entendimento coletivo. Facilite a discussão, destacando pontos importantes e esclarecendo dúvidas.


  6. Etapa 6Síntese dos conceitos e reflexão

    Introduza uma síntese dos principais conceitos abordados, relacionando os mapas de empatia com os tipos sanguíneos, a genética e a probabilidade. Estimule os alunos a refletirem sobre os limites das ciências na explicação desses fenômenos e a importância da interdisciplinaridade. Essa etapa reforça a intencionalidade pedagógica e prepara os alunos para a avaliação.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    Por fim, realize a avaliação da participação dos alunos e da qualidade dos mapas de empatia, considerando os critérios estabelecidos. Promove um momento de feedback coletivo, onde os alunos podem expressar suas dificuldades, aprendizados e sugestões para futuras atividades. Essa etapa valoriza o processo de aprendizagem e incentiva o desenvolvimento contínuo.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de interpretar resultados e realizar previsões com base em noções de probabilidade e incerteza.

  • Promover a compreensão dos tipos sanguíneos e sua importância na saúde e na genética.

  • Estimular o pensamento crítico e a empatia por meio da criação do mapa de empatia.

  • Incentivar a colaboração e a comunicação entre os alunos durante a construção do conhecimento.

  • Reconhecer os limites explicativos das ciências ao lidar com fenômenos naturais e processos tecnológicos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.

  • Capacidade de relacionar os conceitos de tipos sanguíneos com a probabilidade.

  • Clareza e coerência na interpretação dos dados e previsões realizadas.

  • Demonstração de compreensão dos conceitos científicos envolvidos.

  • Habilidade em trabalhar colaborativamente e respeitar as opiniões dos colegas.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia para a atividade.

  • Organizar os alunos em grupos para a construção do mapa de empatia.

  • Orientar os grupos durante a discussão, estimulando perguntas e reflexões.

  • Promover a socialização dos mapas de empatia criados, incentivando o debate.

  • Auxiliar na síntese dos conceitos científicos relacionados aos tipos sanguíneos e probabilidade.

  • Avaliar a participação e o entendimento dos alunos com base nos critérios estabelecidos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.

  • Compartilhar ideias e ouvir as perspectivas dos colegas.

  • Relacionar informações sobre tipos sanguíneos, genética e probabilidade.

  • Analisar os diferentes campos do mapa de empatia para compreender o tema.

  • Apresentar e explicar o mapa de empatia criado para a turma.

  • Refletir sobre os limites e as possibilidades das ciências na explicação do tema.