Aula sobre Totalitarismo: a violência como estratégia de governo
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O totalitarismo é um conceito que se refere a regimes políticos que buscam o controle absoluto da vida pública e privada dos cidadãos, utilizando a violência como uma de suas principais estratégias. Exemplos históricos incluem o regime nazista na Alemanha e o stalinismo na União Soviética. No cotidiano dos estudantes, a violência pode ser observada em diferentes formas, como bullying nas escolas, violência doméstica e discriminação social. Nesta aula, utilizaremos a metodologia da Cultura Maker para que os alunos criem um diário de bordo, onde poderão explorar e documentar suas reflexões sobre as diversas formas de violência, suas causas e possíveis soluções.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
Inicie a aula apresentando o conceito de totalitarismo, explicando como regimes totalitários utilizam a violência como estratégia de controle. Utilize exemplos históricos, como o regime nazista e o stalinismo, para ilustrar o tema. Pergunte aos alunos se conhecem formas de violência que podem ser observadas em seu cotidiano, como bullying ou violência doméstica, e anote as respostas no quadro.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Divida a turma em grupos de 4 a 5 alunos e explique que eles irão criar um diário de bordo. Cada grupo irá escolher uma forma de violência para investigar. Oriente-os a discutir e decidir qual problema específico querem abordar, considerando a relevância e a conexão com o totalitarismo.
Etapa 3 — Pesquisa e Discussão
Os alunos irão pesquisar sobre a forma de violência escolhida, buscando entender suas causas, consequências e quem são as principais vítimas. Incentive-os a utilizar exemplos do cotidiano e a refletir sobre como essa violência se relaciona com o conceito de totalitarismo. Cada grupo irá registrar suas descobertas no diário de bordo.
Etapa 4 — Geração de Alternativas
Após a pesquisa, cada grupo irá discutir e listar possíveis alternativas para combater a forma de violência que escolheram. Eles precisam pensar em soluções criativas e práticas, considerando o contexto social e cultural em que vivem. Oriente-os a ser críticos e a avaliar a viabilidade de suas propostas.
Etapa 5 — Elaboração do Diário de Bordo
Os grupos precisam organizar as informações coletadas em seu diário de bordo, preenchendo os campos de Problema, Geração de Alternativas e Solução. Encoraje-os a serem claros e concisos, utilizando gráficos ou desenhos se desejarem. Este é um momento para eles expressarem suas ideias de forma criativa.
Etapa 6 — Apresentação das Propostas
Cada grupo irá apresentar seu diário de bordo para a turma, explicando a forma de violência escolhida, suas causas e as soluções propostas. Estimule a participação da turma, permitindo que os colegas façam perguntas e comentem as apresentações. Isso promoverá um debate enriquecedor sobre o tema.
Etapa 7 — Reflexão Final
Conclua a aula com uma reflexão coletiva sobre o que foi apresentado e aprendido. Pergunte aos alunos como se sentiram ao discutir e propor soluções para a violência. Reforce a importância de reconhecer e combater a violência em suas diversas formas, e como isso se relaciona com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação aos mecanismos de controle social e violência.
Estimular o trabalho em grupo e a colaboração entre os alunos na busca por soluções.
Promover a reflexão sobre a ética e a responsabilidade social na luta contra a violência.
Incentivar a criatividade dos alunos na elaboração de propostas para combater a violência.
Facilitar a compreensão dos alunos sobre a relação entre totalitarismo e violência.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões em grupo.
Clareza e coerência nas propostas apresentadas no diário de bordo.
Capacidade de identificar e analisar diferentes formas de violência.
Qualidade das soluções propostas para combater a violência.
Reflexão crítica sobre os significados e usos políticos da violência.
Ações do professor
Apresentar o conceito de totalitarismo e suas características, utilizando exemplos históricos.
Facilitar a formação dos grupos e orientar a dinâmica de trabalho.
Propor questões instigantes para discussão durante a elaboração do diário de bordo.
Acompanhar o progresso dos grupos e oferecer feedback construtivo.
Conduzir uma reflexão final sobre as propostas apresentadas pelos alunos.
Ações do aluno
Formar grupos e discutir as diferentes formas de violência que conhecem.
Pesquisar e registrar informações sobre casos de totalitarismo e suas consequências.
Elaborar o diário de bordo, preenchendo os campos de Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Apresentar suas propostas para a turma, explicando suas escolhas.
Refletir sobre as discussões e as soluções apresentadas pelos colegas.