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Aula sobre Totalitarismo: a violência como estratégia de governo

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


O totalitarismo é um conceito que se refere a regimes políticos que buscam o controle total da vida pública e privada dos cidadãos, utilizando a violência como uma estratégia de governo. Exemplos históricos incluem o regime nazista na Alemanha e o stalinismo na União Soviética. No cotidiano dos estudantes, a violência pode ser percebida em diversas formas, como a violência simbólica nas relações sociais, a violência psicológica em ambientes escolares e a violência física em contextos de desigualdade. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para criar um mapa de empatia, permitindo que os alunos compreendam as diferentes dimensões da violência e suas implicações sociais e políticas.

Material de apoio 1 — Totalitarismo: a violência como estratégia de governo

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    Inicie a aula apresentando o conceito de totalitarismo e como a violência é utilizada como uma estratégia de controle. Utilize exemplos históricos e atuais para ilustrar o tema. Pergunte aos alunos se conhecem situações de violência em suas vidas ou na sociedade e como isso se relaciona com o totalitarismo.


  2. Etapa 2Discussão em Grupo

    Divida os alunos em grupos pequenos e peça que discutam diferentes formas de violência que conhecem (física, simbólica, psicológica). Cada grupo precisa listar exemplos e refletir sobre as causas sociais e psicológicas dessas violências. Após a discussão, cada grupo compartilha suas reflexões com a turma.


  3. Etapa 3Apresentação do Mapa de Empatia

    Explique o que é um mapa de empatia e como ele pode ajudar a entender as experiências de vítimas de violência. Apresente os campos do mapa: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Mostre um exemplo de mapa preenchido para facilitar a compreensão.


  4. Etapa 4Criação do Mapa de Empatia

    Peça que cada grupo escolha uma forma de violência para trabalhar e comece a preencher o mapa de empatia. Os alunos precisam discutir e registrar o que uma vítima dessa violência pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores e ganhos. O professor irá circular entre os grupos, oferecendo orientações e esclarecendo dúvidas.


  5. Etapa 5Apresentação dos Mapas de Empatia

    Cada grupo irá apresentar seu mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas e reflexões. Após cada apresentação, promova um debate, incentivando perguntas e comentários dos colegas. Isso ajudará a aprofundar a compreensão do tema e a empatia em relação às vítimas.


  6. Etapa 6Reflexão e Propostas de Combate

    Após as apresentações, conduza uma discussão sobre como combater as diferentes formas de violência identificadas. Peça que os alunos elaborem propostas concretas que podem ser implementadas em suas comunidades ou na escola. Registre essas propostas em um quadro visível.


  7. Etapa 7Encerramento e Avaliação

    Finalize a aula revisitando os conceitos discutidos e as propostas apresentadas. Pergunte aos alunos o que aprenderam sobre totalitarismo e violência. Para avaliação, utilize os critérios estabelecidos e forneça feedback sobre a participação e a qualidade dos trabalhos apresentados.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação às diferentes formas de violência.

  • Fomentar a empatia e a compreensão das experiências de vítimas de violência.

  • Estimular o debate sobre mecanismos de combate à violência em suas diversas formas.

  • Promover a reflexão sobre os significados e usos políticos da violência.

  • Desenvolver habilidades de trabalho em grupo e colaboração.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões em grupo.

  • Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e discutir diferentes formas de violência.

  • Clareza e coerência na apresentação dos resultados do trabalho.

  • Engajamento na construção de propostas de combate à violência.

Ações do professor

  • Facilitar a discussão inicial sobre totalitarismo e suas características.

  • Orientar os alunos na criação do mapa de empatia, explicando cada campo.

  • Promover debates sobre exemplos de violência no cotidiano dos alunos.

  • Apoiar os grupos durante a elaboração de propostas de combate à violência.

  • Avaliar e fornecer feedback sobre os mapas de empatia e as propostas.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da discussão sobre totalitarismo e violência.

  • Trabalhar em grupo para criar o mapa de empatia.

  • Refletir sobre suas próprias experiências e observações relacionadas ao tema.

  • Apresentar suas conclusões e propostas para a turma.

  • Contribuir com ideias e sugestões durante o debate sobre combate à violência.