Logo do Aprendizap

Aula sobre Unidades de conservação

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


As unidades de conservação são áreas protegidas por leis específicas, destinadas a preservar a biodiversidade, os recursos naturais e os ecossistemas. No cotidiano dos estudantes, essas unidades podem ser encontradas em parques nacionais, reservas biológicas e áreas de proteção ambiental próximas a suas cidades ou estados. Elas são essenciais para garantir a sustentabilidade do planeta, protegendo espécies ameaçadas e mantendo o equilíbrio ambiental. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos utilizem o template de um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre as unidades de conservação, suas funções, desafios e benefícios. Essa abordagem permitirá uma compreensão mais profunda e crítica do tema, estimulando o pensamento colaborativo e a reflexão sobre a importância da preservação ambiental.

Material de apoio 1 — Unidades de conservação

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de unidades de conservação, destacando sua importância para a preservação da biodiversidade e sustentabilidade do planeta. Exemplos práticos, como parques nacionais e reservas próximas à região dos alunos, são mencionados para contextualizar o tema. Em seguida, o professor explica a metodologia Design Thinking e introduz o mapa de empatia, mostrando como ele será utilizado para explorar diferentes perspectivas sobre o tema.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e distribuição do mapa de empatia

    Os alunos são divididos em pequenos grupos para facilitar a colaboração. Cada grupo recebe uma cópia do template mapa de empatia, que contém os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor orienta os alunos sobre como preencher cada campo, relacionando-os ao tema das unidades de conservação.


  3. Etapa 3Pesquisa e discussão em grupo

    Os grupos discutem entre si para levantar informações e opiniões sobre as unidades de conservação, considerando os diferentes campos do mapa de empatia. Eles refletem sobre o que uma pessoa que vive ou trabalha em uma unidade de conservação poderia pensar, sentir, ouvir, falar, ver, quais dores (problemas) enfrenta e quais ganhos (benefícios) obtém. O professor circula pela sala para apoiar e estimular o pensamento crítico.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Com as informações discutidas, os grupos preenchem o mapa de empatia de forma colaborativa, organizando as ideias de maneira clara e coerente. O professor incentiva os alunos a pensar tanto nos aspectos positivos quanto nos desafios relacionados às unidades de conservação, incluindo impactos ambientais e sociais.


  5. Etapa 5Apresentação dos mapas e debate coletivo

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as percepções levantadas e as conclusões sobre a importância das unidades de conservação. Após as apresentações, o professor promove um debate coletivo, estimulando os alunos a comparar as diferentes visões e aprofundar a compreensão do tema.


  6. Etapa 6Síntese e reflexão final

    O professor conduz uma síntese das principais ideias discutidas, relacionando-as com os objetivos da aula e destacando a relevância da preservação da biodiversidade e das políticas ambientais para a sustentabilidade. Os alunos são convidados a refletir individualmente sobre o que aprenderam e como podem contribuir para a conservação ambiental.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    Por fim, o professor realiza uma avaliação formativa, considerando a participação dos alunos, a qualidade dos mapas de empatia e a profundidade das discussões. Feedbacks são dados para reforçar os pontos positivos e sugerir melhorias para futuras atividades, incentivando o desenvolvimento contínuo das competências trabalhadas.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de discutir a importância da preservação e conservação da biodiversidade.

  • Estimular a análise crítica sobre os efeitos da ação humana e das políticas ambientais.

  • Promover a compreensão dos conceitos de unidades de conservação e seus tipos.

  • Incentivar o trabalho colaborativo e o pensamento empático por meio do mapa de empatia.

  • Fomentar a capacidade de avaliar parâmetros qualitativos e quantitativos relacionados à sustentabilidade.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de relacionar conceitos teóricos com exemplos práticos.

  • Clareza e profundidade nas discussões sobre a importância das unidades de conservação.

  • Demonstração de pensamento crítico sobre os impactos ambientais e políticas públicas.

  • Trabalho colaborativo e respeito às opiniões dos colegas.

Ações do professor

  • Apresentar o tema unidades de conservação com exemplos locais e nacionais.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.

  • Distribuir e orientar o uso do mapa de empatia para os alunos.

  • Medir e facilitar as discussões em grupo, estimulando a reflexão crítica.

  • Auxiliar os grupos na organização das ideias e na apresentação dos resultados.

  • Promover a síntese das discussões e relacionar com os objetivos da aula.

  • Avaliar a participação e o entendimento dos alunos durante a atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da construção do mapa de empatia em grupos.

  • Discutir e compartilhar ideias sobre as percepções relacionadas às unidades de conservação.

  • Analisar os impactos da ação humana e das políticas ambientais.

  • Registrar informações nos campos do mapa de empatia: pensamentos, sentimentos, escuta, fala, visão, dores e ganhos.

  • Apresentar as conclusões do grupo para a turma.

  • Refletir sobre a importância da conservação da biodiversidade para a sustentabilidade.