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Aula sobre Uso de bots na disseminação de fake news

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


Nesta aula, os estudantes irão explorar o fenômeno da pós-verdade e o papel dos bots na disseminação de fake news, temas muito presentes no cotidiano digital. A partir de exemplos práticos, como notícias falsas que circulam em redes sociais e o uso automatizado de contas para amplificar informações falsas, os alunos compreenderão os mecanismos que favorecem a propagação dessas notícias. A metodologia ativa Cultura Maker será aplicada por meio da construção coletiva de um diário de bordo, que guiará o grupo no levantamento do problema, na geração de alternativas para enfrentá-lo e na proposição de soluções, estimulando o pensamento crítico e a postura reflexiva.

Material de apoio 1 — Uso de bots na disseminação de fake news

  1. Etapa 11. Introdução e contextualização do tema

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de pós-verdade e explicando o que são bots e fake news. Utiliza exemplos práticos, como notícias falsas que viralizaram em redes sociais, para situar os alunos no contexto. Em seguida, explica a metodologia Cultura Maker e o uso do diário de bordo como ferramenta para organizar o trabalho em grupo.


  2. Etapa 22. Formação dos grupos e apresentação do diário de bordo

    Os alunos são divididos em grupos e recebem o diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. O professor orienta sobre como preencher cada campo, destacando a importância de registrar as discussões e decisões do grupo para a construção coletiva do conhecimento.


  3. Etapa 33. Identificação do problema

    Cada grupo discute e registra no diário de bordo qual é o problema relacionado ao uso de bots na disseminação de fake news. O professor estimula os alunos a refletirem sobre as causas e consequências desse fenômeno, incentivando a análise crítica e a argumentação fundamentada.


  4. Etapa 44. Geração de alternativas

    Os grupos realizam uma chuva de ideias com possíveis alternativas para enfrentar o problema identificado. No diário de bordo, registram as ideias e discutem suas viabilidades. O professor atua como mediador, provocando reflexões e ampliando o repertório dos alunos com informações complementares.


  5. Etapa 55. Proposição de soluções

    Com base nas alternativas geradas, os grupos escolhem e detalham as soluções mais adequadas para combater a disseminação de fake news por meio de bots. O diário de bordo deve conter a descrição dessas soluções, fundamentadas em argumentos sólidos e exemplos práticos.


  6. Etapa 66. Apresentação e socialização

    Cada grupo apresenta seu diário de bordo para a turma, compartilhando o problema identificado, as alternativas discutidas e as soluções propostas. O professor conduz a socialização, promovendo o debate e valorizando as contribuições de todos.


  7. Etapa 77. Reflexão final e fechamento

    O professor conduz uma reflexão coletiva sobre o aprendizado da aula, destacando a importância da postura crítica diante das informações e da flexibilidade para revisar crenças. Os alunos são incentivados a pensar em como aplicar esse conhecimento no cotidiano digital, consolidando a aprendizagem.


Intencionalidades pedagógicas

  • Compreender o fenômeno da pós-verdade e suas implicações na sociedade contemporânea.

  • Analisar o papel dos bots na disseminação de fake news e seus impactos.

  • Desenvolver a habilidade de identificar e questionar informações falsas em ambientes digitais.

  • Estimular o trabalho colaborativo e a construção coletiva do conhecimento por meio do diário de bordo.

  • Promover a reflexão crítica e a flexibilidade para revisar crenças diante de fatos apurados.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa na construção do diário de bordo.

  • Capacidade de identificar e explicar os mecanismos de disseminação de fake news via bots.

  • Clareza e coerência na apresentação das alternativas e soluções propostas.

  • Demonstração de postura crítica e reflexiva durante as discussões em grupo.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar com exemplos reais e atuais sobre bots e fake news.

  • Orientar os grupos na utilização do diário de bordo, explicando cada campo (Problema, Geração de Alternativas, Solução).

  • Estimular o debate e a troca de ideias entre os alunos para aprofundar a compreensão do tema.

  • Acompanhar o desenvolvimento dos grupos, oferecendo suporte e provocando reflexões críticas.

  • Promover a socialização dos resultados dos grupos, valorizando as diferentes perspectivas.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões sobre o tema apresentado.

  • Colaborar na construção coletiva do diário de bordo, preenchendo os campos propostos.

  • Pesquisar exemplos práticos e atuais que ilustrem o uso de bots na disseminação de fake news.

  • Analisar criticamente as informações discutidas, questionando e propondo alternativas.

  • Apresentar as soluções elaboradas pelo grupo para a turma, contribuindo para o debate coletivo.