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Aula sobre Uso de bots na disseminação de fake news

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Vivemos em uma era em que a informação circula rapidamente, especialmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. No entanto, essa velocidade também facilita a disseminação de notícias falsas, conhecidas como fake news, muitas vezes impulsionadas por bots — programas automatizados que simulam perfis reais para espalhar informações, verdadeiras ou falsas, de forma massiva. Compreender como esses bots atuam e como as fake news se propagam é fundamental para desenvolver uma postura crítica diante das informações consumidas diariamente. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos elaborem um mapa de empatia, explorando o ponto de vista dos usuários impactados por fake news e bots, promovendo a reflexão crítica sobre o fenômeno da pós-verdade e suas consequências na sociedade.

Material de apoio 1 — Uso de bots na disseminação de fake news

  1. Etapa 1Introdução ao tema e contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o tema 'Uso de bots na disseminação de fake news', explicando o que são bots e fake news, e como esses elementos impactam a sociedade e o cotidiano dos alunos. Exemplos práticos, como notícias falsas que circularam recentemente nas redes sociais, são apresentados para tornar o tema mais concreto e próximo da realidade dos estudantes. Essa etapa prepara o terreno para a reflexão crítica e o trabalho colaborativo que virá a seguir.


  2. Etapa 2Apresentação do mapa de empatia

    O professor introduz o mapa de empatia, explicando cada um dos seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O objetivo é que os alunos compreendam que o mapa será uma ferramenta para entender o ponto de vista das pessoas impactadas pela disseminação de fake news via bots, estimulando a empatia e a análise crítica.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e planejamento

    Os alunos são divididos em pequenos grupos e recebem a tarefa de escolher um perfil de usuário que pode ser impactado por fake news disseminadas por bots (por exemplo, um jovem usuário de redes sociais, um idoso, um profissional da saúde, etc.). Cada grupo planeja como irá preencher o mapa de empatia considerando as características do perfil escolhido, discutindo entre si as possíveis percepções, sentimentos, dores e ganhos desse usuário.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Os grupos começam a construir o mapa de empatia, discutindo e anotando as informações em cada campo. O professor circula pela sala, auxiliando os grupos a aprofundar suas reflexões, fazendo perguntas que estimulem o pensamento crítico, como 'Quais medos esse usuário pode ter?', 'Que tipo de informação ele consome?', 'Como as fake news podem afetar sua vida?'. Essa etapa é fundamental para consolidar o entendimento do fenômeno.


  5. Etapa 5Apresentação e discussão dos mapas

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as percepções levantadas. O professor promove uma discussão coletiva, destacando semelhanças e diferenças entre os perfis, e relacionando as informações com o fenômeno da pós-verdade, causas e consequências das fake news, e a atuação dos bots na disseminação dessas informações.


  6. Etapa 6Reflexão crítica e postura flexível

    Com base nas apresentações, o professor conduz uma reflexão sobre a importância de adotar uma postura crítica diante das informações consumidas, a necessidade de verificar fatos e estar aberto a rever crenças e opiniões quando confrontadas com evidências. Os alunos são incentivados a compartilhar experiências pessoais e estratégias para lidar com fake news no dia a dia.


  7. Etapa 7Síntese e fechamento

    Para finalizar, o professor faz uma síntese dos principais aprendizados da aula, reforçando a importância do pensamento crítico e da empatia no enfrentamento das fake news. Sugere que os alunos continuem observando o fenômeno em suas rotinas e compartilhem com a turma em futuras aulas, promovendo o engajamento contínuo com o tema.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre o fenômeno da pós-verdade e a disseminação de fake news.

  • Compreender o funcionamento dos bots e seu papel na propagação de informações falsas.

  • Estimular a empatia e a compreensão dos diferentes pontos de vista por meio do mapa de empatia.

  • Promover a reflexão sobre as causas, consequências e mecanismos de disseminação das fake news.

  • Incentivar a postura flexível para revisão de crenças e opiniões diante de fatos apurados.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e analisar os elementos que contribuem para a disseminação de fake news.

  • Demonstração de pensamento crítico e reflexivo durante as discussões.

  • Clareza e coerência na apresentação das ideias no mapa de empatia.

  • Capacidade de relacionar o conteúdo trabalhado com situações do cotidiano.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância do estudo sobre bots e fake news.

  • Explicar o conceito e a estrutura do mapa de empatia, orientando os alunos sobre cada campo.

  • Dividir a turma em grupos para a construção colaborativa do mapa de empatia.

  • Medir o progresso dos grupos, promovendo intervenções para aprofundar a reflexão.

  • Estimular a apresentação e discussão dos mapas produzidos, destacando pontos relevantes.

  • Conduzir uma reflexão final sobre a importância da postura crítica e da revisão de crenças.

Ações do aluno

  • Ouvir atentamente a contextualização e as orientações do professor.

  • Participar ativamente da construção do mapa de empatia em grupo.

  • Discutir e compartilhar ideias sobre os impactos dos bots e fake news.

  • Analisar criticamente as informações e refletir sobre suas próprias crenças.

  • Apresentar o mapa de empatia produzido para a turma.

  • Participar da reflexão coletiva, considerando diferentes pontos de vista.