Aula sobre Valor máximo e mínimo de uma função quadrática
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O estudo do valor máximo e mínimo de funções quadráticas é fundamental para compreender fenômenos que envolvem otimização em diversas áreas, como economia, física e engenharia. Por exemplo, ao analisar a trajetória de um projétil (cinemática), podemos determinar a altura máxima alcançada; na Matemática Financeira, é possível encontrar o ponto de lucro máximo em um investimento; ou ainda, em problemas de superfícies, identificar a área máxima que pode ser construída com determinado material. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker, onde os estudantes, organizados em grupos, criarão um diário de bordo para registrar o problema, as alternativas geradas e as soluções encontradas, promovendo uma aprendizagem colaborativa e investigativa, mesmo sem o uso de recursos digitais avançados ou impressos.

Etapa 1 — Apresentação e contextualização do tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de valor máximo e mínimo em funções quadráticas, relacionando com exemplos do cotidiano, como a trajetória de um objeto lançado ao ar (cinemática), o cálculo de lucro máximo em um negócio (Matemática Financeira) ou a área máxima de uma superfície. Essa etapa visa despertar o interesse dos alunos e mostrar a relevância do tema. Em seguida, o professor apresenta o diário de bordo, explicando seus campos: Problema, Geração de Alternativas e Solução, e como será utilizado durante a atividade em grupo. O professor pode exemplificar rapidamente um problema resolvido para mostrar a aplicação do diário de bordo, facilitando a compreensão do uso da ferramenta.
Etapa 2 — Formação dos grupos e escolha do problema
Os alunos são organizados em grupos e orientados a escolher um problema real que envolva funções quadráticas para investigar. O professor pode sugerir temas ou deixar que os grupos proponham situações próximas à sua realidade, como calcular a altura máxima de um objeto lançado, otimizar o lucro de uma venda ou determinar a área máxima de um terreno. Os grupos registram no diário de bordo o problema escolhido, detalhando o contexto e os objetivos da investigação.
Etapa 3 — Investigação e geração de alternativas
Cada grupo realiza a investigação do problema, discutindo possíveis abordagens para encontrar o valor máximo ou mínimo da função quadrática envolvida. Os estudantes devem explorar diferentes alternativas, como o uso da fórmula do vértice, análise do gráfico da função ou interpretação do problema em termos práticos. Todas as alternativas discutidas são registradas no diário de bordo, promovendo a reflexão e organização das ideias.
Etapa 4 — Resolução e registro da solução
Após a análise das alternativas, os grupos escolhem a melhor estratégia para resolver o problema e calculam o valor máximo ou mínimo da função quadrática. Eles registram detalhadamente no diário de bordo a solução encontrada, incluindo os cálculos realizados, a interpretação do resultado, sua aplicação no contexto do problema e registro das dificuldades encontradas e como foram superadas. O professor circula entre os grupos para oferecer suporte e esclarecer dúvidas.
Etapa 5 — Socialização dos resultados
Cada grupo apresenta para a turma o problema investigado, as alternativas consideradas e a solução encontrada, utilizando o diário de bordo como suporte. O professor orienta os estudantes estruturar as apresentações com perguntas norteadoras (Por que essa alternativa foi escolhida? ou “O que faria diferente na próxima vez?). Essa etapa promove a troca de conhecimentos, o desenvolvimento da comunicação e a valorização do trabalho coletivo. O professor estimula perguntas e comentários dos colegas, enriquecendo a discussão.
Etapa 6 — Reflexão e feedback
O professor conduz uma reflexão coletiva sobre o processo de aprendizagem, destacando os desafios enfrentados, as estratégias eficazes e a importância da função quadrática na resolução de problemas reais. Além disso, fornece feedback individual e grupal sobre os diários de bordo e a participação dos alunos, incentivando a melhoria contínua.
Etapa 7 — Consolidação e aplicação
Para consolidar o aprendizado, o professor propõe que os alunos, individualmente ou em grupo, criem novos problemas envolvendo valor máximo e mínimo de funções quadráticas, aplicando os conceitos estudados. Essa etapa pode ser realizada em aulas futuras ou como tarefa, reforçando a autonomia e a criatividade dos estudantes.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar e calcular os pontos de máximo e mínimo em funções quadráticas.
Estimular o pensamento crítico e a resolução colaborativa de problemas reais que envolvem funções quadráticas.
Incentivar o uso do diário de bordo como ferramenta para organização e reflexão sobre o processo de aprendizagem.
Relacionar conceitos matemáticos com situações do cotidiano, tornando o aprendizado mais significativo.
Promover a autonomia dos estudantes na investigação e construção do conhecimento matemático.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas discussões e atividades em grupo.
Clareza e organização das informações registradas no diário de bordo.
Capacidade de aplicar conceitos de funções quadráticas para resolver problemas práticos.
Criatividade na geração de alternativas para os problemas propostos.
Reflexão crítica sobre as soluções encontradas e o processo de aprendizagem.
Ações do professor
Apresentar a contextualização do tema e exemplificar situações reais onde o valor máximo e mínimo de uma função quadrática é aplicado.
Organizar os alunos em grupos e apresentar o diário de bordo, explicando seus campos e a importância de cada etapa.
Orientar os grupos na identificação do problema a ser investigado, incentivando a escolha de situações próximas à realidade dos estudantes.
Acompanhar o desenvolvimento das atividades, mediando discussões e auxiliando na geração de alternativas.
Estimular a reflexão sobre as soluções encontradas e promover a socialização dos resultados entre os grupos.
Avaliar os diários de bordo e a participação dos alunos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo para identificar problemas relacionados a funções quadráticas.
Registrar no diário de bordo o problema, as alternativas geradas e a solução encontrada.
Colaborar com os colegas na investigação e resolução dos problemas propostos.
Aplicar conhecimentos matemáticos para analisar e resolver situações reais.
Refletir sobre o processo de aprendizagem e as soluções apresentadas.
Compartilhar os resultados com a turma, contribuindo para o aprendizado coletivo.