Aula sobre Valor máximo e mínimo de uma função quadrática
Metodologia ativa — Sala de Aula Invertida
Por que usar essa metodologia?
A sala de aula invertida permite que o professor aproveite melhor o tempo em sala de aula. É possível enviar previamente o material para que o aluno se aproprie antes da aula e utilize o tempo com o professor para tirar dúvidas e se aprofundar no conteúdo.
Os alunos aprendem em diferentes ritmos e de formas distintas, já que o material enviado previamente pode ser diverso, como: podcast; texto; vídeo; filme; slides e outros.
É possível personalizar a aprendizagem respeitando as individualidades de cada um e tornando a aula mais eficiente e atrativa.
Você sabia?
A sala de aula invertida pode ser utilizada em parceria com muitas outras metodologias ativas. Esse método, auxilia o professor na personalização do ensino e contribui de para uma aprendizagem ativa.
O estudo do valor máximo e mínimo de uma função quadrática é fundamental para compreender situações do cotidiano que envolvem otimização, como maximizar lucros, minimizar custos ou analisar trajetórias de objetos em movimento. Por exemplo, ao lançar uma bola, a altura máxima que ela atinge pode ser modelada por uma função quadrática, assim como o cálculo do lucro máximo em uma empresa pode ser representado por essa função. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa da Sala de Aula Invertida, onde os alunos inicialmente explorarão o conteúdo de forma autônoma e, em seguida, criarão um mapa conceitual colaborativo para organizar e aprofundar os conceitos relacionados ao tema, facilitando a compreensão e aplicação dos conhecimentos em diferentes contextos, como superfícies, Matemática Financeira e Cinemática.

Etapa 1 — Preparação Individual (Antes da Aula)
O professor disponibiliza materiais de estudo, como vídeos curtos, textos explicativos e exemplos simples sobre funções quadráticas e seus valores máximos e mínimos. O professor realiza perguntas chaves, para garantir que os alunos tenham assimilado os conhecimentos necessários. Os alunos devem estudar esse conteúdo em casa, preparando-se para a atividade colaborativa. Essa etapa é fundamental para que os estudantes cheguem à aula com uma base mínima de conhecimento, facilitando a construção do mapa conceitual.
Etapa 2 — Introdução e Organização dos Grupos
No início da aula, o professor revisa brevemente os conceitos principais e explica a dinâmica da atividade, destacando a importância do mapa conceitual. Em seguida, organiza os alunos em grupos heterogêneos, incentivando a colaboração e a troca de ideias durante a construção do mapa.
Etapa 3 — Construção do Mapa Conceitual – Ideia Central e Sub-ideias
Os grupos iniciam a elaboração do mapa conceitual, definindo a ideia central "Valor máximo e mínimo de uma função quadrática". Em seguida, identificam e organizam oito sub-ideias com exemplos práticos relacionados, como "Definição de função quadrática", "Forma canônica", "Vértice", "Concavidade", "Cálculo do vértice", "Aplicações em superfícies", "Aplicações em Matemática Financeira" e "Aplicações em Cinemática". O professor circula entre os grupos, auxiliando e esclarecendo dúvidas.
Etapa 4 — Desenvolvimento dos Níveis de Profundidade
Cada sub-ideia é aprofundada com dois níveis adicionais de informações, como fórmulas, exemplos práticos, gráficos e contextos de aplicação. Por exemplo, na sub-ideia "Cálculo do vértice", os alunos detalham a fórmula do vértice e exemplificam com gráficos. Essa etapa estimula a pesquisa, análise e síntese das informações, consolidando o aprendizado.
Etapa 5 — Uso de Tecnologias Digitais para Organização
Os alunos utilizam recursos digitais simples, como editores de texto ou aplicativos gratuitos disponíveis em seus dispositivos, para organizar o mapa conceitual de forma visual e clara. O professor sugere ferramentas acessíveis (como Canva, Miro ou Google Slides). Essa etapa desenvolve habilidades tecnológicas e facilita a apresentação e compartilhamento do conteúdo.
Etapa 6 — Apresentação e Discussão dos Mapas Conceituais
Cada grupo apresenta seu mapa conceitual para a turma, explicando as relações entre as ideias e os exemplos selecionados. O professor promove um debate construtivo, incentivando perguntas, comentários e complementações, enriquecendo o entendimento coletivo.
Etapa 7 — Avaliação e Reflexão Final
O professor avalia a participação dos alunos e a qualidade dos mapas conceituais conforme os critérios estabelecidos. Em seguida, conduz uma reflexão final sobre a importância do tema, das metodologias ativas e do uso das tecnologias digitais no aprendizado da Matemática, estimulando os alunos a aplicarem esses conhecimentos em outras situações.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e interpretar os pontos de máximo e mínimo em funções quadráticas.
Estimular a investigação e aplicação dos conceitos matemáticos em contextos reais e tecnológicos.
Promover a autonomia e o protagonismo dos estudantes por meio da criação colaborativa de mapas conceituais.
Integrar o uso de tecnologias digitais para apoiar a análise e representação das funções quadráticas.
Fortalecer a habilidade de comunicação matemática através da organização e apresentação das ideias no mapa conceitual.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa conceitual.
Capacidade de identificar corretamente os pontos de máximo e mínimo nas funções quadráticas.
Aplicação adequada dos conceitos em exemplos práticos e contextos variados.
Clareza e organização das ideias apresentadas no mapa conceitual.
Uso efetivo de tecnologias digitais para apoiar a investigação e apresentação do tema.
Ações do professor
Disponibilizar previamente materiais de estudo sobre funções quadráticas, incluindo vídeos, textos e exemplos simples para que os alunos possam explorar o conteúdo em casa.
Orientar os alunos sobre a criação do mapa conceitual, explicando a estrutura (ideia central, sub-ideias e níveis de profundidade) e os objetivos da atividade.
Organizar a turma em grupos para a construção colaborativa do mapa conceitual durante a aula.
Acompanhar e mediar as discussões dos grupos, esclarecendo dúvidas e incentivando a conexão entre os conceitos e os exemplos práticos.
Incentivar o uso de tecnologias digitais acessíveis, como editores de texto ou aplicativos simples, para a elaboração do mapa conceitual.
Promover a apresentação dos mapas conceituais pelos grupos, estimulando a troca de conhecimentos e o debate construtivo.
Avaliar a participação e o desempenho dos alunos com base nos critérios estabelecidos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Estudar previamente o material disponibilizado sobre funções quadráticas e seus pontos de máximo e mínimo.
Participar ativamente das discussões em grupo para a construção do mapa conceitual.
Pesquisar e trazer exemplos práticos que envolvam o tema, como situações de superfícies, Matemática Financeira ou Cinemática.
Utilizar tecnologias digitais disponíveis para elaborar o mapa conceitual de forma organizada e clara.
Apresentar o mapa conceitual para a turma, explicando as relações entre as ideias e os conceitos abordados.
Refletir sobre o feedback recebido e buscar aprimorar a compreensão do tema.