Aula sobre Valores sociais e os Direitos Humanos
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
Nesta aula, os estudantes irão explorar o tema "Valores sociais e os Direitos Humanos" a partir da reflexão sobre a diversidade, o respeito e a valorização das minorias sociais. No cotidiano, esses valores podem ser percebidos em situações como o respeito às diferenças entre colegas, a luta contra preconceitos e a promoção da igualdade. A metodologia ativa Cultura Maker será aplicada para que os alunos, em grupos, desenvolvam um diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, permitindo que investiguem, discutam e proponham ações relacionadas ao tema. Além disso, os estudantes participarão de uma atividade prática de desenvolvimento de materiais para uma mini campanha escolar, promovendo o respeito e a diversidade, tornando a aula mais envolvente e significativa.

Etapa 1 — Introdução e contextualização do tema
O professor inicia a aula apresentando o tema "Valores sociais e os Direitos Humanos", destacando sua relevância na vida dos estudantes e na sociedade. Exemplos práticos são trazidos, como situações de respeito e intolerância no ambiente escolar e na comunidade. O professor explica que a metodologia Cultura Maker será utilizada para que os alunos investiguem e proponham soluções para problemas relacionados ao tema, utilizando o diário de bordo em grupos.
Etapa 2 — Formação dos grupos e explicação do diário de bordo
Os alunos são organizados em grupos e recebem o diário de bordo, que contém os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. O professor orienta sobre como preencher cada campo, incentivando a reflexão crítica e o diálogo entre os membros do grupo para identificar questões relacionadas aos valores sociais e direitos humanos presentes em seu cotidiano.
Etapa 3 — Discussão e registro no diário de bordo
Os grupos discutem entre si para identificar um problema social relacionado ao tema, exploram alternativas para enfrentá-lo e definem uma solução viável. Durante essa etapa, o professor circula entre os grupos para mediar as discussões, esclarecer dúvidas e estimular o aprofundamento das reflexões. Os alunos registram suas ideias no diário de bordo, garantindo que todas as etapas estejam contempladas.
Etapa 4 — Atividade prática de desenvolvimento da mini campanha
Com base nas soluções propostas, os grupos desenvolvem materiais para uma mini campanha escolar que valorize as minorias sociais e promova o respeito e a diversidade. Podem elaborar cartazes físicos ou digitais, slogans, buttons, camisetas ou crachás com mensagens positivas. O professor disponibiliza materiais como papel, tintas, marcadores, tecidos e orienta sobre o uso de aplicativos simples de design, como o Canva, para os que optarem por recursos digitais.
Etapa 5 — Finalização e preparação para socialização
Os grupos finalizam seus materiais, revisando as mensagens e a apresentação visual. O professor incentiva a reflexão sobre o impacto das campanhas e a importância da comunicação para promover mudanças sociais. Os alunos organizam os materiais para a exposição, preparando-se para compartilhar suas propostas com a turma e a comunidade escolar.
Etapa 6 — Socialização e exposição dos trabalhos
Os grupos apresentam suas campanhas para a turma, explicando o problema identificado, as alternativas discutidas e a solução proposta, além das mensagens dos materiais produzidos. O professor promove um ambiente de escuta ativa, valorizando as contribuições de cada grupo. Posteriormente, os trabalhos são expostos em um mural na escola ou em um "corredor da diversidade", ampliando o alcance da campanha.
Intencionalidades pedagógicas
Estimular o autoconhecimento e a valorização da diversidade humana.
Desenvolver a capacidade de reconhecer e lidar com as próprias emoções e as dos outros.
Promover o entendimento dos direitos humanos e sua importância na convivência social.
Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo para resolução de problemas sociais.
Fomentar a expressão criativa e a comunicação por meio da elaboração de materiais para campanha.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das reflexões registradas no diário de bordo.
Relevância e criatividade nas propostas apresentadas para solução dos problemas.
Engajamento e empenho na elaboração dos materiais da mini campanha.
Capacidade de expressar e respeitar diferentes pontos de vista durante a socialização.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos estudantes.
Orientar os grupos na utilização do diário de bordo, explicando cada campo e sua finalidade.
Medir o andamento das discussões e oferecer suporte para aprofundar as reflexões.
Fornecer os materiais necessários para a atividade prática e orientar sobre seu uso.
Estimular a criatividade e o respeito durante a elaboração dos materiais da campanha.
Organizar a socialização dos trabalhos, promovendo um ambiente de escuta ativa e valorização das produções.
Ações do aluno
Participar das discussões em grupo, compartilhando ideias e experiências.
Registrar no diário de bordo o problema identificado, as alternativas discutidas e a solução proposta.
Colaborar na elaboração dos materiais para a mini campanha escolar.
Expressar-se de forma respeitosa e ouvir os colegas durante as atividades.
Contribuir para a montagem do mural ou exposição dos trabalhos no "corredor da diversidade".