Aula sobre Variação Linguística - parte 1
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A variação linguística é um fenômeno presente no cotidiano dos estudantes, manifestando-se nas diferentes formas de falar, escrever e se comunicar em diversos contextos sociais, regionais e culturais. Por exemplo, expressões e pronúncias podem variar entre regiões do Brasil, assim como o uso formal e informal da língua em situações distintas. Nesta aula, a metodologia ativa Cultura Maker será aplicada por meio do uso de um diário de bordo, que guiará os estudantes na análise comparativa entre a gramática tradicional e as gramáticas de uso contemporâneas, permitindo a compreensão das variações linguísticas e das motivações para o predomínio da norma-padrão na escola. O professor disponibilizará o diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, que deverá ser preenchido em grupo, promovendo a reflexão crítica e o trabalho colaborativo.

Etapa 1 — Apresentação do tema e contextualização
O professor deverá iniciar a aula apresentando o conceito de variação linguística, utilizando exemplos práticos que envolvam diferentes formas de falar e escrever observadas no cotidiano dos estudantes, como expressões regionais, gírias e variações formais e informais da língua. Em seguida, deverá explicar a importância de compreender essas variações para a análise da língua e para o respeito às diversidades linguísticas. O professor também apresentará o objetivo da atividade e o diário de bordo que será utilizado durante a aula.
Etapa 2 — Distribuição e explicação do diário de bordo
O professor deverá distribuir o diário de bordo para cada grupo, explicando detalhadamente os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, orientando sobre como preencher cada um deles com base na análise da variação linguística e das gramáticas estudadas. O professor deverá esclarecer dúvidas e reforçar a importância do trabalho colaborativo para o sucesso da atividade.
Etapa 3 — Análise da gramática tradicional
O grupo deverá analisar trechos selecionados da gramática tradicional relacionados a tópicos gramaticais que apresentam variação linguística, identificando como esses aspectos são tratados. O professor deverá fornecer esses trechos previamente, para que os estudantes possam discutir e registrar no diário de bordo as características e limitações da abordagem tradicional.
Etapa 4 — Análise das gramáticas de uso contemporâneas
O grupo deverá analisar trechos de gramáticas de uso contemporâneas, observando as diferenças em relação à gramática tradicional, especialmente no reconhecimento e tratamento da variação linguística. O professor deverá orientar os estudantes a registrar no diário de bordo as novas perspectivas apresentadas, estimulando a reflexão sobre a diversidade linguística.
Etapa 5 — Discussão sobre o predomínio da norma-padrão
O grupo deverá discutir as motivações históricas, sociais e educacionais que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão na escola, relacionando essas motivações com as análises feitas anteriormente. O professor deverá mediar a discussão, incentivando os estudantes a registrar no diário de bordo as conclusões e possíveis alternativas para valorizar a variação linguística no ensino.
Etapa 6 — Socialização das conclusões
Cada grupo deverá apresentar para a turma as conclusões registradas no diário de bordo, destacando as diferenças entre as abordagens gramaticais e as reflexões sobre a norma-padrão. O professor deverá promover a troca de ideias entre os grupos, estimulando o debate e a ampliação do entendimento sobre o tema.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
O professor deverá realizar a avaliação do trabalho dos grupos com base nos critérios estabelecidos, fornecendo feedback construtivo sobre a participação, a análise realizada e a qualidade das respostas no diário de bordo. Além disso, deverá incentivar os estudantes a refletirem sobre o aprendizado e a importância da variação linguística para a compreensão da língua e da cultura.
Intencionalidades pedagógicas
Compreender o conceito de variação linguística e suas manifestações no cotidiano.
Comparar o tratamento dado pela gramática tradicional e pelas gramáticas de uso contemporâneas a diferentes tópicos gramaticais.
Analisar as motivações que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão na escola.
Desenvolver a habilidade de reflexão crítica sobre o uso da língua em contextos variados.
Estimular o trabalho colaborativo por meio do preenchimento do diário de bordo em grupo.
Critérios de avaliação
Participação ativa na discussão e preenchimento do diário de bordo.
Capacidade de identificar e comparar abordagens da gramática tradicional e das gramáticas contemporâneas.
Clareza e coerência nas respostas apresentadas no diário de bordo.
Demonstração de compreensão sobre o fenômeno da variação linguística.
Colaboração efetiva entre os membros do grupo durante a atividade.
Ações do professor
Disponibilizar o diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução para cada grupo.
Apresentar exemplos práticos de variação linguística presentes no cotidiano dos estudantes.
Orientar os estudantes na análise comparativa entre gramática tradicional e gramáticas contemporâneas.
Estimular a reflexão crítica sobre o predomínio da norma-padrão na escola.
Gerenciar o tempo das atividades para garantir o desenvolvimento completo do plano.
Promover a socialização das conclusões dos grupos ao final da atividade.
Fornecer feedback construtivo durante o preenchimento do diário de bordo.
Ações do aluno
Analisar os exemplos de variação linguística apresentados pelo professor.
Preencher em grupo o diário de bordo, discutindo e registrando as informações nos campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Comparar as abordagens da gramática tradicional e das gramáticas contemporâneas.
Refletir sobre as razões do predomínio da norma-padrão na escola.
Colaborar efetivamente com os colegas para completar o diário de bordo.
Apresentar as conclusões do grupo para a turma.