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Aula sobre Variação Linguística - parte 1

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A variação linguística é um fenômeno presente no cotidiano dos estudantes, manifestando-se nas diferentes formas de falar, escrever e se expressar em contextos variados, como na escola, em casa, nas redes sociais e no trabalho. Compreender essa diversidade linguística permite reconhecer que a língua não é estática, mas dinâmica e influenciada por fatores sociais, regionais e culturais. Nesta aula, a metodologia ativa Design Thinking será aplicada para que os estudantes utilizem um mapa de empatia, preenchendo seus campos para explorar as percepções, sentimentos e atitudes relacionadas à variação linguística. Essa abordagem visa tornar o tema mais envolvente e facilitar a análise crítica sobre o tratamento dado pela gramática tradicional e pelas gramáticas de uso contemporâneas, especialmente no que se refere à norma-padrão e suas motivações no ensino escolar.

Material de apoio 1 — Variação Linguística - parte 1

  1. Etapa 1Apresentação e contextualização do tema

    O professor deverá iniciar a aula apresentando o conceito de variação linguística, utilizando exemplos práticos que envolvam diferentes formas de falar e escrever, como sotaques regionais, gírias e registros formais e informais. Em seguida, deverá explicar a importância de compreender essa diversidade para a valorização da língua e a reflexão crítica sobre o ensino da norma-padrão. Essa etapa visa preparar os estudantes para a atividade com o mapa de empatia, relacionando o tema com suas experiências cotidianas.


  2. Etapa 2Introdução ao mapa de empatia

    O professor deverá apresentar o mapa de empatia, explicando detalhadamente cada um dos seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Deverá esclarecer que o mapa será utilizado para explorar as percepções e sentimentos relacionados à variação linguística, incentivando os estudantes a refletirem sobre diferentes pontos de vista. O mapa deverá ser disponibilizado para que os estudantes possam acompanhar e preencher durante a aula.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e preenchimento do mapa

    O professor deverá organizar os estudantes em grupos, orientando-os a discutir e preencher coletivamente o mapa de empatia com base em suas experiências e percepções sobre a variação linguística. Cada grupo deverá registrar informações nos campos do mapa, considerando aspectos como o que pensam sobre a norma-padrão, as influências que escutam em seus ambientes, as atitudes que observam e manifestam, além das dificuldades e benefícios relacionados ao tema. O professor deverá circular entre os grupos para orientar e esclarecer dúvidas.


  4. Etapa 4Apresentação e discussão dos mapas preenchidos

    Cada grupo deverá apresentar as informações registradas no mapa de empatia para a turma, destacando os pontos mais relevantes e as diferenças percebidas entre as experiências dos estudantes. O professor deverá mediar a discussão, promovendo a comparação entre as abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas, ressaltando como essas perspectivas influenciam a compreensão da variação linguística e o ensino da norma-padrão.


  5. Etapa 5Análise crítica sobre a norma-padrão

    O professor deverá conduzir uma reflexão coletiva sobre as motivações que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão na escola, relacionando com as informações dos mapas de empatia. Deverá incentivar os estudantes a discutirem as implicações sociais dessa escolha, considerando aspectos de poder, identidade e inclusão. Essa etapa visa aprofundar a compreensão crítica sobre o tema e estimular o respeito pela diversidade linguística.


  6. Etapa 6Síntese e registro das conclusões

    O professor deverá solicitar que cada grupo registre, em forma de texto ou esquema, as principais conclusões obtidas a partir da atividade com o mapa de empatia e das discussões realizadas. Esse registro servirá como material de apoio para futuras aulas e para a avaliação da compreensão dos estudantes sobre variação linguística e norma-padrão. O professor deverá orientar para que os registros sejam claros, objetivos e reflitam as diferentes perspectivas abordadas.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    O professor deverá realizar uma avaliação formativa, considerando a participação dos estudantes nas discussões, a qualidade das informações registradas nos mapas de empatia e nos registros finais, além da capacidade de relacionar os conceitos estudados. Deverá fornecer feedback construtivo, destacando os avanços e apontando aspectos a serem aprofundados em aulas posteriores. Essa etapa contribui para o desenvolvimento contínuo das competências linguísticas e críticas dos estudantes.


Intencionalidades pedagógicas

  • Compreender o conceito de variação linguística e suas manifestações no cotidiano dos estudantes.

  • Comparar as abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas em relação à variação linguística.

  • Analisar as motivações para o predomínio do ensino da norma-padrão na escola.

  • Desenvolver a habilidade de utilizar o mapa de empatia para explorar diferentes perspectivas sobre um tema linguístico.

  • Estimular o pensamento crítico e a reflexão sobre a diversidade linguística e suas implicações sociais.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa no preenchimento e discussão do mapa de empatia.

  • Capacidade de relacionar as informações do mapa de empatia com os conceitos de variação linguística.

  • Clareza e coerência na argumentação durante as discussões em grupo.

  • Demonstração de compreensão das diferenças entre gramática tradicional e gramáticas de uso contemporâneas.

  • Reflexão crítica sobre o papel da norma-padrão no contexto escolar.

Ações do professor

  • Disponibilizar o mapa de empatia impresso ou projetado para que os estudantes possam preencher durante a aula.

  • Apresentar exemplos práticos de variação linguística presentes no cotidiano dos estudantes, como gírias, sotaques e registros formais e informais.

  • Orientar os estudantes na utilização do mapa de empatia, explicando cada campo e sua finalidade.

  • Promover a divisão dos estudantes em grupos para que preencham coletivamente o mapa de empatia com base em suas experiências e percepções.

  • Estimular a discussão e a reflexão sobre as informações registradas no mapa, relacionando-as com as abordagens gramaticais estudadas.

  • Gerenciar o tempo para garantir que todas as etapas sejam cumpridas de forma equilibrada.

  • Conduzir uma síntese final que destaque as principais conclusões sobre variação linguística e norma-padrão.

Ações do aluno

  • Observar e analisar os exemplos de variação linguística apresentados pelo professor.

  • Preencher o mapa de empatia em grupo, discutindo e registrando as percepções relacionadas ao tema.

  • Compartilhar experiências pessoais que evidenciem diferentes formas de variação linguística.

  • Relacionar as informações do mapa com as abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas.

  • Participar das discussões propostas, apresentando argumentos claros e fundamentados.

  • Refletir sobre o impacto da norma-padrão no ensino e na valorização da diversidade linguística.