Aula sobre Vulnerabilidade e ISTs
Metodologia ativa — Aprendizagem Baseada em Problemas
Por que usar essa metodologia?
Com essa metodologia é possível trabalhar com problemas que façam parte do cotidiano dos alunos, visando maior envolvimento deles com o tema.
Essa metodologia desenvolve a criatividade, o trabalho em grupo e propicia o surgimento de diferentes soluções para um único problema.
Você sabia?
A aprendizagem baseada em problemas surgiu na década de 1960 em escolas de medicina no Canadá e na Holanda. Ela foi extremamente importante no diagnóstico de muitas doenças na época, propiciando um tratamento mais rápido e eficaz.
A vulnerabilidade relacionada às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é um tema fundamental para os jovens, pois envolve aspectos físicos, psicoemocionais e sociais que impactam diretamente sua saúde e bem-estar. No cotidiano, os estudantes podem se deparar com situações que aumentam o risco de contrair ISTs, como a falta de informação adequada, preconceitos, pressão social e dificuldades no acesso a métodos preventivos. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Aprendizagem Baseada em Problemas para que os alunos possam identificar e analisar essas vulnerabilidades a partir de situações reais ou hipotéticas, promovendo uma reflexão crítica e colaborativa. A dinâmica dos 3 Qs (Que bom, Que pena, Que tal) será criada pelos próprios estudantes como ferramenta de avaliação e reflexão sobre o tema, estimulando o protagonismo e o pensamento crítico durante a atividade.

Etapa 1 — Apresentação do tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o tema 'Vulnerabilidade e ISTs', explicando sua relevância para a saúde dos jovens e trazendo exemplos do cotidiano, como situações de pressão social, falta de informação e acesso limitado a métodos preventivos. Em seguida, explica a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas e o template da dinâmica dos 3 Qs, destacando que os alunos irão preencher o template para avaliar a atividade.
Etapa 2 — Formação dos grupos e apresentação do problema
Os alunos são organizados em pequenos grupos e recebem um problema relacionado à vulnerabilidade às ISTs, que pode ser baseado em um caso real ou fictício envolvendo aspectos físicos, psicoemocionais e sociais. Cada grupo deve discutir e identificar os principais fatores de vulnerabilidade presentes no problema.
Etapa 3 — Análise das vulnerabilidades
Os grupos aprofundam a análise, discutindo como as diferentes vulnerabilidades impactam a saúde dos jovens e quais desafios eles enfrentam para se proteger. O professor circula entre os grupos, orientando e incentivando a reflexão crítica e o diálogo.
Etapa 4 — Preenchimento do template da dinâmica dos 3 Qs
Cada grupo recebe um template para a dinâmica dos 3 Qs com os campos 'Que bom', 'Que pena' e 'Que tal', que será utilizado para avaliar a atividade. Eles devem pensar em perguntas ou afirmações que estimulem a autoavaliação e a reflexão sobre o que foi aprendido e as dificuldades encontradas.
Etapa 5 — Aplicação da dinâmica dos 3 Qs
Os grupos aplicam a dinâmica entre si, utilizando os templates recebidos para avaliar a atividade, compartilhando feedbacks construtivos e identificando pontos positivos, dificuldades e sugestões de melhoria. O professor orienta para que a troca seja respeitosa e produtiva.
Etapa 6 — Elaboração de propostas de prevenção e promoção da saúde
Com base nas discussões e reflexões, os grupos elaboram propostas de ações que possam ser divulgadas entre os jovens para prevenir ISTs e promover o bem-estar físico, psicoemocional e social. Essas propostas podem ser apresentadas oralmente ou por escrito.
Etapa 7 — Reflexão final e registro da avaliação
Para finalizar, o professor conduz uma reflexão coletiva sobre o que foi aprendido, utilizando as respostas da dinâmica dos 3 Qs para identificar avanços e pontos a melhorar. Os alunos registram suas percepções e o professor utiliza essas informações para planejar futuras atividades.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e analisar vulnerabilidades relacionadas às ISTs em diferentes contextos.
Estimular a reflexão crítica sobre os aspectos físicos, psicoemocionais e sociais que influenciam a saúde sexual dos jovens.
Promover o trabalho colaborativo e a comunicação entre os estudantes por meio da metodologia ativa.
Incentivar a utilização da dinâmica dos 3 Qs como ferramenta de autoavaliação e avaliação coletiva.
Fomentar a elaboração de estratégias de prevenção e promoção da saúde e do bem-estar entre os jovens.
Critérios de avaliação
Participação ativa na discussão e na construção do problema e das soluções.
Capacidade de identificar e analisar os diferentes tipos de vulnerabilidades relacionadas às ISTs.
Engajamento na aplicação da dinâmica dos 3 Qs para avaliação da atividade.
Clareza e coerência na apresentação das propostas de prevenção e promoção da saúde.
Colaboração e respeito durante o trabalho em grupo.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância para a saúde dos jovens.
Organizar os alunos em grupos para a realização da Aprendizagem Baseada em Problemas.
Orientar os alunos na identificação do problema e na análise das vulnerabilidades associadas às ISTs.
Auxiliar os grupos no preenchimento do template da dinâmica dos 3 Qs para avaliação da atividade.
Medir o engajamento dos alunos e promover a reflexão crítica durante as discussões.
Coletar e analisar as respostas da dinâmica dos 3 Qs para avaliar o aprendizado e as percepções dos alunos.
Estimular os alunos a desenvolverem e divulgarem ações de prevenção e promoção da saúde.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da identificação do problema relacionado às ISTs.
Analisar as vulnerabilidades físicas, psicoemocionais e sociais que afetam os jovens.
Colaborar no preenchimento do template da dinâmica dos 3 Qs para avaliação da atividade.
Utilizar a dinâmica dos 3 Qs para refletir sobre o que foi aprendido e sugerir melhorias.
Apresentar propostas de ações de prevenção e promoção da saúde e do bem-estar.
Respeitar as opiniões dos colegas e contribuir para um ambiente de aprendizagem colaborativo.