Aula sobre Vulnerabilidade e ISTs
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A vulnerabilidade em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é um tema fundamental para os jovens, pois envolve aspectos físicos, emocionais e sociais que impactam diretamente sua saúde e bem-estar. No cotidiano, os estudantes podem observar situações em que a falta de informação, o preconceito, a pressão social e a dificuldade de acesso a serviços de saúde aumentam os riscos de contaminação. Nesta aula, utilizando a metodologia ativa Design Thinking, os alunos irão preencher um template do mapa de empatia para compreender melhor as vivências e desafios enfrentados pelas juventudes em relação às ISTs, promovendo uma reflexão profunda e a construção coletiva de estratégias de prevenção e promoção da saúde.

Etapa 1 — Introdução e sensibilização
O professor inicia a aula contextualizando o tema vulnerabilidade e ISTs, apresentando exemplos práticos do cotidiano dos jovens, como a influência das redes sociais, o estigma em torno das ISTs e a importância da prevenção. Em seguida, explica a metodologia Design Thinking e a ferramenta do mapa de empatia, destacando como essa abordagem ajudará a compreender melhor as vivências das juventudes. Essa etapa visa despertar o interesse e preparar os alunos para a atividade colaborativa.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do mapa de empatia
O professor organiza os alunos em pequenos grupos para facilitar a colaboração. Cada grupo recebe uma descrição do perfil de um jovem fictício que enfrenta vulnerabilidades relacionadas às ISTs. O professor apresenta o template do mapa de empatia, explicando detalhadamente cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Essa etapa prepara os alunos para a construção do mapa com foco nas experiências do personagem.
Etapa 3 — Preenchimento do mapa de empatia
Os grupos discutem e preenchem o mapa de empatia com base no perfil do jovem fictício, refletindo sobre suas emoções, percepções, comportamentos, ambiente, dificuldades e motivações. O professor circula entre os grupos, estimulando a reflexão crítica e o aprofundamento das análises, garantindo que os alunos considerem aspectos físicos, psicoemocionais e sociais. Essa fase é fundamental para desenvolver empatia e compreensão ampla do tema.
Etapa 4 — Apresentação dos mapas e troca de experiências
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as principais vulnerabilidades identificadas. O professor modera a discussão, incentivando perguntas, comentários e a conexão entre os diferentes perfis apresentados. Essa etapa promove o diálogo aberto e o compartilhamento de perspectivas, enriquecendo a compreensão coletiva sobre as ISTs e suas implicações.
Etapa 5 — Análise coletiva e identificação de desafios
Com base nas apresentações, o professor conduz uma análise coletiva para identificar os principais desafios enfrentados pelas juventudes em relação às ISTs, considerando os aspectos físicos, psicoemocionais e sociais destacados nos mapas. Os alunos são convidados a refletir sobre como esses desafios impactam a saúde e o bem-estar, preparando o terreno para a criação de soluções e estratégias de prevenção.
Etapa 6 — Desenvolvimento de estratégias de prevenção e promoção da saúde
Os grupos retomam o trabalho para propor ações e estratégias que possam contribuir para a prevenção das ISTs e a promoção da saúde entre os jovens. Utilizando as informações dos mapas de empatia, os alunos pensam em iniciativas que considerem as vulnerabilidades identificadas, buscando soluções criativas e viáveis para o contexto escolar e comunitário. O professor apoia e orienta a elaboração dessas propostas.
Etapa 7 — Compartilhamento das estratégias e encerramento
Os grupos apresentam suas propostas para a turma, que discute e avalia coletivamente a viabilidade e o impacto das ações sugeridas. O professor faz uma síntese dos aprendizados, reforçando a importância da empatia, do conhecimento e da prevenção para enfrentar as vulnerabilidades relacionadas às ISTs. A aula é encerrada com uma reflexão sobre o papel de cada um na promoção da saúde e do bem-estar.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e analisar as vulnerabilidades relacionadas às ISTs sob múltiplas perspectivas (física, psicoemocional e social).
Estimular o pensamento crítico e a empatia ao compreender as experiências e desafios das juventudes em relação às ISTs por meio do mapa de empatia.
Promover a colaboração e a criatividade na construção coletiva de soluções e ações de prevenção e promoção da saúde.
Incentivar a comunicação efetiva e o diálogo aberto sobre temas sensíveis, como sexualidade e saúde.
Integrar conhecimentos científicos sobre ISTs com aspectos sociais e emocionais para uma abordagem holística do tema.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e relacionar diferentes aspectos de vulnerabilidade (físicos, psicoemocionais e sociais).
Clareza e profundidade na análise das vivências e desafios das juventudes em relação às ISTs.
Proposição de ações de prevenção e promoção da saúde fundamentadas na compreensão do mapa de empatia.
Demonstração de respeito e sensibilidade ao discutir temas relacionados à sexualidade e saúde.
Ações do professor
Apresentar o tema vulnerabilidade e ISTs contextualizando sua importância para a saúde dos jovens.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta para explorar o tema.
Organizar os alunos em grupos e orientar a construção do mapa de empatia, esclarecendo cada campo e incentivando a reflexão.
Medir o andamento dos grupos, promovendo intervenções para aprofundar discussões e garantir a participação de todos.
Facilitar a apresentação dos mapas de empatia pelos grupos, estimulando o diálogo e a troca de experiências.
Conduzir a discussão final para a elaboração coletiva de estratégias de prevenção e promoção da saúde baseadas nos mapas criados.
Avaliar a participação e o engajamento dos alunos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões iniciais sobre vulnerabilidade e ISTs.
Colaborar com os colegas no preenchimento do mapa de empatia, refletindo sobre cada campo proposto.
Compartilhar ideias e experiências pessoais ou observadas que possam enriquecer o mapa.
Ouvir atentamente as contribuições dos colegas e respeitar diferentes pontos de vista.
Apresentar o mapa de empatia do grupo, explicando as escolhas e análises realizadas.
Contribuir na elaboração de estratégias de prevenção e promoção da saúde baseadas no mapa.
Refletir criticamente sobre o tema e aplicar os conhecimentos adquiridos em sua vida cotidiana.