Contando juntos: contagem ascendente e descendente e reconhecimento de números como quantidade, ordem ou código
Data de criação: 10/02/2026
Habilidade BNCC
EF01MA01
Descrição da habilidade BNCC
Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de identificação. (basenacionalcomum.mec.gov.br)
Metodologia/Estratégia
Aula curta e ativa, em 4 etapas: acolhida e objetivo (2 min), explicação demonstrativa com objetos (8–10 min), atividade principal em dupla/grupo com materiais manipuláveis (20 min), e fechamento/sistematização com registro oral/escrito (8–10 min). Priorizar contagem coletiva, contagem em voz alta ascendente/descendente, pareamento e perguntas que levem à distinção entre ‘quantidade/ordem’ e ‘código’.
Materiais Necessários
- Quadro e giz/pincel
- Caderno e lápis
- Tampinhas ou palitos (cerca de 10 a 20 por grupo)
- Folhas reutilizadas para cartões numerados (1 a 10) — feitos à mão pelo professor
- Cartões com imagens simples (fila, caixa com objetos, camisa com número) desenhados ou recortados de revista
- Um espaço no chão para formar fila (ou cadeiras)
Conteúdo
Teoria: Breve explicação com exemplos concretos: mostrar 3 tampinhas e dizer 'são 3' (quantidade); organizar três alunos em fila e mostrar como falamos 'primeiro, segundo, terceiro' (ordem); mostrar um cartão com número do crachá ou número de camisa e explicar que aí o número identifica, não conta. Pedir exemplos dos alunos no cotidiano (casa, escola). (novaescola.org.br) Acolhida: 1) Recepção dos alunos e leitura rápida do objetivo em linguagem simples: 'Hoje vamos contar para cima e para baixo e descobrir quando o número serve só para identificar coisas.' 2) Aquecimento curto: contagem em voz alta coletiva até 5 (ascendente) e depois de 5 a 1 (descendente). Atividade principal: Organizar a turma em pequenos grupos (3–4). Cada grupo recebe tampinhas/palitos e cartões numerados. Propostas (o professor pode escolher 2 ou 3):
- Atividade A (contagem/quantidade): peça que formem conjuntos com 1, 2, 3, ... tampinhas conforme cartão sorteado; os colegas conferem um a um (pareamento).
- Atividade B (ordem): simular fila com 4 alunos e usar cartões '1º, 2º, 3º, 4º' para que as crianças coloquem-se na ordem correta; depois pedir que contem em voz alta a ordem (ascendente e descendente).
- Atividade C (código vs contagem): mostrar cartões com situação (camiseta com número 7, placa com número da sala) e perguntar: 'Aqui o número conta quantas coisas? Ou identifica algo?' Alunos discutem em dupla e apresentam um exemplo da escola. Professor circula, observa, faz perguntas orientadoras (Quantas? Quem é o primeiro? Esse número mostra quantidade ou identifica?). Sistematização: Reunir a turma; pedir que 3 grupos mostrem rapidamente uma atividade: um mostra contagem (quantidade), outro mostra fila (ordem), outro explica um exemplo de código. Registrar no quadro: 'quantidade = contar', 'ordem = primeiro/segundo', 'código = identifica'. Finalizar com contagem coletiva de 10 a 1 (descendente) e rápida nota no caderno: desenhar 3 tampinhas e escrever '3'.
Avaliação formativa
O professor observa durante a atividade principal e o fechamento: 1) no momento da contagem com tampinhas — observa se a criança realiza pareamento um-a-um e consegue dizer a quantidade correta (relação direta com EF01MA01: usar número como indicador de quantidade); 2) durante a atividade da fila — observa se a criança entende 'primeiro/segundo' e consegue organizar-se na ordem pedida (uso do número como indicador de ordem); 3) na atividade do cartão/código — verifica se a criança distingue quando o número é apenas identificação (não para contar). Registrar anotações rápidas sobre 3 alunos que necessitam de apoio (ex.: não pareia corretamente; confunde ordem com identificação) para intervenção. Essas observações são feitas enquanto circula e no momento das apresentações em roda, vinculadas diretamente a EF01MA01. (basenacionalcomum.mec.gov.br)
Adaptações pedagógicas
Nível Básico: Reduzir a quantidade de itens (trabalhar 1 a 5). Usar pareamento guiado: professor ou colega ajuda a colocar 1 tampinha por dedo ou por espaço de um cartão; trabalhar apenas contagem ascendente até 5 e identificar 1–5 como quantidade. Oferecer instruções curtas e apoio visual permanente (desenhos). Nível Esperado: Trabalhar contagem até 10, alternando ascendente e descendente; propor que a criança explique em voz alta se um número indica 'quantas' ou 'quem é (ordem/código)'; realizar a atividade de fila com 4–6 colegas e a atividade de cartões de código com exemplos da escola. Nível Avançado: Desafiar com contagens maiores (p. ex. até 20, se a turma souber) e com perguntas de transferência: apresentar uma sequência mista (por exemplo, crachá 5, 3 brinquedos, camisa 10) e pedir que a criança diga o papel do número em cada caso; pedir que criem pequena situação (desenho) mostrando número como código (ex.: bilhete numerado). Inclusão - Deficiência Intelectual: Usar suporte concreto e repetição: menos itens por vez, instruções curtas e mostradas passo a passo, uso de pareamento físico (colocar uma tampinha em cada quadradinho de uma cartela), reforço positivo imediato. Trabalhar em dupla com aluno que ajude a modelar a contagem. Adaptar registro: permitir desenho em vez de escrita. (Base para práticas inclusivas e manipulação concreta). (proceedings.science) Inclusão - TEA: Garantir rotina previsível e estrutura visual (sequência de etapas no quadro): 1) ouvir objetivo, 2) ver demonstração, 3) fazer com o grupo, 4) mostrar no fechamento. Usar apoio visual (cartões com símbolos), reduzir estímulos sensoriais (espaço tranquilo se necessário), dar tempo extra para resposta e oferecer instruções curtas. Possibilitar atividades individuais com materiais táteis e permitir que o aluno explique com gestos ou desenho. Essas práticas alinham-se às orientações oficiais para atendimento a estudantes com TEA. (convivaeducacao.org.br) Inclusão - Ritmos de Aprendizagem: Permitir tempo adicional para quem precisa; oferecer tarefas com níveis de desafio distintos (mesma habilidade, diferentes complexidades); usar agrupamentos heterogêneos para que alunos mais avançados apoiem os que têm mais dificuldade; registrar observações para retomadas em pequenas intervenções posteriores. (basenacionalcomum.mec.gov.br)
Referências bibliográficas
- Brasil. Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – documento oficial. Seção: Matemática, unidades temáticas e habilidades (EF01MA01). Ministério da Educação. PDF da BNCC (versão final). (basenacionalcomum.mec.gov.br)
- NOVA ESCOLA. Plano de aula: 'Números como código de identificação' — proposta para 1º ano, com atividades práticas sobre quantidade, ordem e código. (novaescola.org.br)
- REVISTA ESCOLA (Abril). Plano de aula: 'Números como código de identificação' — orientações e exemplos práticos para anos iniciais. (revistaescola.abril.com.br)
- SUSTINERE / Revista UERJ. Revisão sobre Transtorno do Espectro Autista e inclusão escolar — recomendações para práticas inclusivas em sala de aula. (relevante para estratégias TEA). (e-publicacoes.uerj.br)
- CONVIVA EDUCAÇÃO / MEC (cobertura). Informação sobre homologação e orientações do Parecer CNE/CP nº 50/2023 — orientações específicas para atendimento de estudantes com TEA (documento referencial para práticas inclusivas). (convivaeducacao.org.br)