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Conversas com Respeito: praticando turnos e formas de tratamento

Data de criação: 11/02/2026

Português5º ano

Habilidade BNCC

EF15LP11

Descrição da habilidade BNCC

Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.

Metodologia/Estratégia

Rápida explicação inicial + demonstração (modelagem), seguida por prática guiada em duplas e pequenos grupos com recursos concretos (tampinha/objeto da vez) para marcar turnos; fechamento com autoavaliação e devolutiva do professor. Etapas simples: 1) apresentação e regras (5 min); 2) demonstração e modelagem (10 min); 3) prática em duplas e grupos (25 min); 4) sistematização e avaliação formativa (10 min).

Materiais Necessários

  • Quadro/branco ou lousa
  • Giz/Marcador
  • Caderno e lápis para cada aluno
  • Tampinhas ou palitos (um por grupo) — usar como 'objeto da vez'
  • Folhas reutilizadas (para rascunho ou anotações)
  • Cartões simples com situações cotidianas (feitos à mão)
  • Relógio/cronômetro (opcional, pode ser no celular do professor)

Conteúdo

Teoria: Explique de forma curta (3–4 frases): uma conversação espontânea acontece sem preparação, mas obedece a regras que ajudam a entender e ser entendido: cada pessoa fala na sua vez (turnos); é preciso escutar com atenção para responder; e usamos formas de tratamento diferentes conforme a situação (ex.: falar com um amigo, com um professor, ou com um adulto que não conhecemos). Dê 2 exemplos rápidos: conversa com amigo (forma informal) e pergunta ao(a) diretor(a) (forma mais formal). Acolhida: Roda inicial: peça que cada aluno diga seu nome e uma palavra que descreva como está (ex.: 'feliz', 'curioso'). Professor anota no quadro as palavras e destaca a importância de esperar a vez para falar. Relembre regras da conversa: olhar quem fala quando for apropriado, não interromper, sinalizar a vez com a tampinha/objeto. Atividade principal: 1) Demonstração: o professor e um voluntário encenam uma mini-conversa (2 minutos), mostrando um exemplo correto (respeito ao turno, escuta ativa, forma de tratamento adequada). 2) Prática em duplas: cada dupla recebe um cartão com situação (ex.: 'pedir ajuda ao(a) professor(a)', 'contar sobre o fim de semana para um amigo', 'pedir desculpas a um colega'). Instruções claras e curtas: organizar uma conversa de 3 turnos (A fala — B responde — A completa), usar a tampinha para indicar quem tem a vez. Tempo: 10 minutos (5 min ensaio + 5 min troca). 3) Grupo de três/quatro: formar grupos para conversar sobre um tema proposto (ex.: 'um problema no recreio'); cada aluno deve falar ao menos uma vez, respeitando a ordem; professor circula observando. Tempo: 10–15 minutos. Recursos: tampinhas/um objeto da vez por grupo para controlar turnos. Professor sugere formas de tratamento adequadas a cada situação antes do início (ex.: 'você' entre amigos; 'professor(a)' ou 'senhor(a)/senhora' quando for formal) e pede que os alunos pratiquem. Sistematização: Fechamento em roda: cada aluno responde rapidamente (30 seg) a duas perguntas feitas pelo professor: 1) 'O que eu fiz bem na conversa?' e 2) 'O que posso melhorar?'. No quadro, o professor escreve três critérios simples (Respeitou o turno / Escutou antes de falar / Usou forma de tratamento adequada) e pede para alunos darem um 'polegar para cima' ou 'médio' para autoavaliação rápida. Professor registra observações para orientar a próxima aula.

Avaliação formativa

O professor observa durante a prática em duplas e grupos (momento principal) e na sistematização final. Focar em três evidências ligadas a EF15LP11: 1) Organização em turnos — o aluno espera a vez e usa o objeto da vez; 2) Escuta efetiva — o aluno responde de modo coerente ao que o outro disse (não desvia totalmente o assunto); 3) Escolha de formas de tratamento — o aluno adapta a forma de tratamento ao contexto (ex.: informal com amigo, mais formal com professor/adulto). Registrar rapidamente (checando no quadro) quais alunos precisam de reforço ou adaptação. Usar as anotações para planejar intervenções nas próximas aulas.

Adaptações pedagógicas

Nível Básico: Reduzir a exigência a diálogos de 2 turnos (A diz; B responde). Fornecer frases-modelo (cartões com frases curtas) e parear o aluno com um colega tutor. Usar a tampinha para sinalizar a vez e permitir mais tempo para processar antes de falar. Nível Esperado: Prática conforme descrita: diálogos de 3 turnos, uso do objeto da vez, orientação breve sobre formas de tratamento e autoavaliação rápida ao final. Professor promove devolutiva imediata e específica. Nível Avançado: Desafiar com conversas em grupos maiores (3–4 falantes), pedir que o aluno assuma o papel de mediador (organiza a vez de fala) e incorpore recursos paratextuais (gestos, entonação) para reforçar a adequação ao contexto. Solicitar que produzam um pequeno registro escrito do diálogo destacando as escolhas de tratamento. Inclusão - Deficiência Intelectual: Use instruções curtas e visuais (passo a passo). Ofereça frases-modelo e cartões ilustrados com exemplos de forma de tratamento. Trabalhe em duplas estáveis com um colega tutor e permita respostas alternativas (desenho, indicação por imagens). Repetir a modelagem e reduzir número de turnos exigidos. Inclusão - TEA: Apresente a rotina da atividade no quadro com sequência visual (acolhida → demonstração → prática → fechamento). Use espaço mais silencioso e grupos pequenos. Permita que o aluno observe antes de participar e ofereça escolhas sobre o papel (falante, ouvinte, mediador). Use avisos visuais e sinal claro (tampinha) para indicar a vez; evite surpresas e dê tempo de processamento adicional. Inclusão - Ritmos de Aprendizagem: Permita diferentes tempos: deixe que alguns alunos ensaiem mais vezes; ofereça papel e rascunho para que preparem o que vão dizer; organize duplas heterogêneas (pares com desempenho esperado e pares que precisam de reforço). Regule o tempo por grupos e ofereça tarefas mais simples para quem precisa e desafios extras para quem avança.

Referências bibliográficas

  • BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Versão final (Língua Portuguesa: 1º ao 5º ano). Ministério da Educação (MEC). 2017. (Documento oficial que descreve as habilidades de Oralidade, entre elas EF15LP11).
  • Nova Escola. 'Por dentro da BNCC de Língua Portuguesa' — materiais e orientações práticas sobre oralidade e escuta ativa para os anos iniciais. Nova Escola (site educacional reconhecido).
  • BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI). MEC. 2008 (orientações para práticas inclusivas na escola regular).
  • Conselho Nacional de Educação (CNE). Pareceres e orientações sobre atendimento educacional a estudantes com TEA (documentos e pareceres de 2023–2024) — diretrizes para adaptação e atendimento. (Consultar versão mais recente nas publicações do CNE/MEC).
  • UNESCO. Relatório e materiais de apoio sobre educação inclusiva e estratégias práticas para sala de aula (orientações para inclusão, UDL e adaptações). UNESCO (recursos internacionais de referência).