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Da Leitura à Escrita: Criando e Reescrevendo Histórias (escrita compartilhada e autônoma)

Data de criação: 11/02/2026

Português4º ano

Habilidade BNCC

EF35LP26

Descrição da habilidade BNCC

Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. (bncc.digital)

Metodologia/Estratégia

  1. Leitura guiada e análise coletiva (15 min). 2) Escrita compartilhada em grupo (20 min). 3) Produção autônoma individual com roteiro e revisão rápida (15–20 min). Estratégia em poucas etapas para otimizar tempo e foco: acolher; ler e identificar elementos; montar em conjunto um esqueleto da continuação; distribuir uma tarefa curta individual para finalizar e revisar em dupla.

Materiais Necessários

  • Livro de história curto ou trecho de narrativa (um exemplar para leitura em voz alta)
  • Caderno e lápis
  • Quadro (ou cartolina) e giz/ caneta
  • Folhas reutilizadas para rascunho
  • Tampinhas ou palitos (para organizar sequência de ações/enredo)
  • Fichas com perguntas-guia (escritas à mão)

Conteúdo

Teoria: Breve explicação (5–7 min): o professor lembra o que é narrativa e aponta os principais elementos: enredo (o que acontece), personagens (quem age), espaço (onde), tempo (quando), narrador (quem conta) e falas (discurso direto e indireto). Explica-se com exemplos curtos: discurso direto = fala entre aspas; discurso indireto = contar o que alguém disse sem aspas. Praça de referência: exemplo da narrativa lida. (bncc.digital) Acolhida: (5 minutos) Boas-vindas simples: formar círculo, perguntar rapidamente qual foi a última história que os alunos lembram e dizer o objetivo da aula em linguagem clara: “Hoje vamos ler uma história, descobrir seus pedaços e depois inventar uma continuação juntos. Depois cada um vai escrever um pedacinho sozinho.” Atividade principal: (35 minutos)

  • Leitura e identificação coletiva (15 min): Ler em voz alta o trecho escolhido (máx. 1 página ou história curta). Pedir que os alunos, em voz alta, apontem: personagem principal, onde acontece, quando (dia/noite/estações), o que aconteceu (enredo). Anotar no quadro em colunas (Personagens / Espaço / Tempo / Enredo / Narrador / Falas).
  • Escrita compartilhada (10–12 min): Com base nas ideias do quadro, dividir a classe em 4 grupos. Cada grupo cria 3 frases que continuam a história (um grupo cuida do começo da continuação; outro do desenvolvimento; outro do clímax; outro do desfecho breve). O professor escreve no quadro as frases principais sugeridas e modela uma frase com discurso direto (ex.: Maria disse: “Vou procurar agora”) e outra em discurso indireto (ex.: Maria disse que iria procurar). Incentivar comparação rápida entre as formas.
  • Produção autônoma (8–10 min): Cada aluno escreve 4–6 frases no caderno, escolhendo um dos trechos elaborados pelo grupo como ponto de partida. Deve usar pelo menos uma fala em discurso direto e outra em discurso indireto. Professor passa pelas carteiras para apoiar e anotar observações rápidas. Sistematização: (5–8 minutos) Fechamento coletivo: 3 alunos leem suas produções em voz alta. Professor retoma o quadro, destacando como os elementos da narrativa aparecem nas produções e corrigindo, de forma positiva, o uso do discurso direto e indireto. Registrar no quadro 2 exemplos corretos e 1 sugestão de melhoria para a turma.

Avaliação formativa

O professor observa e registra durante a aula:

  • Na fase de identificação coletiva: se o aluno consegue apontar enredo, personagens, tempo e espaço (observação durante a explicação/leitura). Relaciona-se diretamente a EF35LP26, que pede observação dos elementos da estrutura narrativa. (novaescola.org.br)
  • Na escrita compartilhada: participação na construção coletiva e capacidade de propor sequências coerentes (observação durante a atividade em grupos).
  • Na produção autônoma: presença de enredo coerente, uso de ao menos uma fala em discurso direto e uma em discurso indireto, e organização mínima em frases (observação nas escritas individuais e durante as leituras em voz alta). Estas evidências mostram compreensão e aplicação dos elementos narrativos exigidos por EF35LP26. (bncc.digital) O professor pode fazer anotações rápidas em uma ficha por aluno (Acompanha / Precisa de apoio / Reforço) e selecionar 2 produções para breve devolutiva na próxima aula.

Adaptações pedagógicas

Nível Básico: Oferecer roteiro com perguntas fechadas e opções (ex.: quem? onde? quando? o que acontece depois?), usar figuras ou sequências de imagens para apoiar a produção; permitir produção em pares ou ditado do texto para o professor ou colega, mantendo foco em reconhecer e reproduzir os elementos narrativos. (mesma habilidade EF35LP26, complexidade reduzida). (repositorio.ufcat.edu.br) Nível Esperado: Seguir plano base: identificar elementos na leitura, contribuir na escrita compartilhada e escrever 4–6 frases autonomamente com ao menos um discurso direto e um discurso indireto (nível adequado para 4º ano). (novaescola.org.br) Nível Avançado: Produzir texto mais longo (8–10 frases) com variação de narrador (ex.: narrador em 1ª pessoa vs 3ª pessoa) e uso consciente de discurso indireto para relatar falas e pensamentos. Oferecer desafio: reescrever uma fala em discurso indireto transformando-a em discurso direto e justificar a escolha. Inclusão - Deficiência Intelectual: - Simplificar a tarefa em etapas muito curtas e visuais (cartões com “quem/onde/o que aconteceu/continuação”).

  • Uso de pares (dupla com colega tutor).
  • Oferecer modelos de frases (iniciar com “Então, ___ foi para ___ e disse: ‘___’.”) e permitir escrita com apoio (ditado parcial). Estas práticas mantêm a habilidade EF35LP26, mas com suporte para compreensão e produção. (periodicosonline.uems.br) Inclusão - TEA: - Rotina visual clara da aula (agenda em quadro); alertar previamente a transição de atividades; oferecer lugar tranquilo para o aluno trabalhar se houver sobrecarga sensorial.
  • Uso de material visual (figuras dos personagens/cenários) e instruções curtas e objetivas. Permitir que o aluno use um interesse específico como tema para a continuação (motiva e facilita a produção). Estratégias práticas e aplicáveis pela escola. (revistageo.com.br) Inclusão - Ritmos de Aprendizagem: - Dividir a tarefa em etapas com checkpoints: identificação (individual ou em pares), construção compartilhada (grupo), redação curta (individual) e revisão.
  • Oferecer mais tempo ou rascunho adicional para quem precisa; oferecer extensão (adicionar cenário secundário ou diálogo extra) para quem termina antes. Mantém a habilidade EF35LP26, apenas ajustando o ritmo.

Referências bibliográficas

  • Nova Escola. "4 planos de aula para desenvolver a habilidade EF35LP26 da BNCC". NovaEscola.org.br (recursos práticos sobre EF35LP26). (novaescola.org.br)
  • BNCC.digital. Planos de aula e orientações para EF35LP26 (coleção de propostas e esquemas de aula). (bncc.digital)
  • Ministério da Educação (MEC). Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica / documentos oficiais sobre inclusão e adaptações pedagógicas. (portal.mec.gov.br)
  • Santos, S. C. A. et al. "Práticas de ensino de Língua Portuguesa inclusivas: adaptações e estratégias para alunos com TEA" — artigo (revista acadêmica). Recomendado para estratégias práticas com TEA. (revistageo.com.br)
  • Araújo, M. A. "Adaptações curriculares para alunos com deficiência intelectual: das concepções às práticas pedagógicas" — dissertação/estudo (repositório universitário). Útil para orientar adaptações e níveis de complexidade. (repositorio.ufcat.edu.br)