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Mapas do Céu: identificando constelações no início da noite

Data de criação: 11/02/2026

Ciências5º ano

Habilidade BNCC

EF05CI10

Descrição da habilidade BNCC

Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

Metodologia/Estratégia

Aula prática curta em 4 etapas: 1) apresentação/explicação direta (10 min); 2) atividade prática em grupos para construir um mapa celeste simples com materiais da escola (25 min); 3) apresentações rápidas dos grupos (10 min); 4) fechamento com registro individual (5 min). O foco é experimentar, identificar e verbalizar a visibilidade sazonal das constelações com recursos de baixo custo.

Materiais Necessários

  • Quadro ou cartolina para registrar ideias
  • Folhas reutilizadas (papel sulfite usado, cartolina reciclada) ou pratos de papel/paper plate
  • Lápis, canetas e lápis de cor
  • Tampinhas pequenas (ou círculos recortados) para representar estrelas
  • Palitos ou palitos de picolé (opcional) para ligar as estrelas
  • Tesoura e cola (quantidade mínima)
  • Lanterna (apenas para demonstração em sala, evitar ofuscar visão)
  • Caderno do aluno para anotações

Conteúdo

Teoria: Explique, em linguagem simples, que constelações são padrões que as pessoas imaginam ligando estrelas. Mostre no quadro um desenho de duas constelações escolhidas para a aula (sugestão: Cruzeiro do Sul e Órion) e diga em que época do ano, de forma geral, cada uma fica visível no início da noite (por exemplo: Órion costuma aparecer nas noites de verão no início da noite; Cruzeiro do Sul é característico do hemisfério sul e aparece em muitas épocas — o professor deve adaptar ao calendário local). Explique também que usamos mapas celestes que representam o céu como uma “roda” para localizar esses padrões. Acolhida: Roda rápida: peça que cada aluno diga se já olhou o céu à noite e nomeie, se souber, alguma figura ou estrela. Registre no quadro duas ou três respostas para conectar ao que já conhecem e apresentar o objetivo da aula. Atividade principal: Construção de um mapa celeste em grupo: dividir a turma em grupos de 4. Cada grupo recebe uma folha reutilizada (ou paper plate), tampinhas para marcar estrelas e palitos para ligar as tampinhas formando a constelação. O professor entrega um cartaz simples com o traçado das duas constelações escolhidas (modelo ampliado no quadro). Os grupos reproduzem as constelações, escrevem o nome e, ao lado, anotam em que período do ano elas costumam aparecer no início da noite (professor orienta com exemplos e corrige). Tempo: 25 minutos. Sistematização: Apresentação rápida: cada grupo mostra seu mapa (1–2 minutos) e explica como reconheceu a constelação e em que época do ano ela aparece no início da noite. Fechamento com registro individual no caderno: escrever uma frase “Hoje aprendi que...”, citando a constelação e o período de visibilidade.

Avaliação formativa

Observações do professor durante a atividade: (1) Na construção em grupo (momento prático) observar se o aluno consegue localizar e marcar as estrelas que compõem a constelação; (2) durante a apresentação, avaliar se o aluno consegue nomear a constelação e dizer seu período de visibilidade no início da noite; (3) no registro individual, checar a frase escrita para confirmar entendimento mínimo sobre identificação e período. Essas evidências estão diretamente alinhadas à habilidade EF05CI10.

Adaptações pedagógicas

Nível Básico: Reduzir para uma constelação simples (ex.: Cruzeiro do Sul). Fornecer um modelo para sobrepor (molde recortado) e orientar passo a passo. Trabalhar em duplas com um colega tutor. Permitir que o aluno responda oralmente em vez de escrever. Nível Esperado: Atividade padrão: construir mapa em grupo, identificar duas constelações e registrar no caderno a época do ano em que são visíveis. Espera-se que o aluno explique com suas palavras como localizou cada constelação. Nível Avançado: Desafio: comparar dois mapas (um do início da noite em dois meses diferentes) e explicar por que uma constelação aparece antes ou depois no ano; produzir um pequeno desenho que mostre a posição relativa das constelações no céu e nomear as estrelas principais. Inclusão - Deficiência Intelectual: Simplificar tarefas: usar apenas uma constelação e passos bem curtos. Repetir instruções, dividir tarefas em pequenas ações (marcar, colar, nomear). Uso de representação física (tampinhas) e apoio constante do professor/par. Permitir resposta oral ou com desenho. Inclusão - TEA: Fornecer roteiro visual com três passos e imagens claras; garantir lugar tranquilo (minimizar estímulos sensoriais); oferecer tempo extra; permitir que o aluno participe com papel/tarefa que prefira (montar tampinhas, colorir); usar reforço positivo e previsibilidade das etapas. Inclusão - Ritmos de Aprendizagem: Formar grupos heterogêneos para que alunos mais rápidos ajudem os colegas; oferecer uma tarefa extra (nível avançado) para quem terminar cedo; disponibilizar versão simplificada (molde) para quem precisar de mais suporte. Permitir entrega parcial (participação oral) se necessário.

Referências bibliográficas

  • Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — documento oficial: seção Ciências / Ensino Fundamental (habilidade EF05CI10). (basenacionalcomum.mec.gov.br)
  • Página temática sobre EF05CI10 e planos de aula alinhados (sugestões didáticas para constelações e mapas celestes). (bncc.digital)
  • Museu Aberto de Astronomia – sugestões de atividades e contextualização de constelações para escolas (recursos didáticos e orientações adaptadas ao currículo). (museuabertodeastronomia.com.br)
  • Artigo acadêmico sobre recursos didáticos e instrumentos para ensino de astronomia (ex.: uso de exploradores do céu e dispositivos de ensino). (scielo.br)
  • PASS (International Planetarium Society) — guia prático com atividades e planisférios para identificação de constelações em sala e planetário portátil (recursos para atividades sem dependência tecnológica). (ips-planetarium.org)