Poemas que 'fazem desenho': apreciando poemas visuais e concretos
Data de criação: 11/02/2026
Habilidade BNCC
EF15LP17
Descrição da habilidade BNCC
Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.
Metodologia/Estratégia
Breve, prática e em etapas claras: 1) acolhida e ativação do repertório (5 min); 2) explicação demonstrativa pelo professor com 2 exemplos visuais no quadro (10 min); 3) leitura/observação compartilhada em duplas e identificação de efeitos visuais (10 min); 4) produção rápida de um micro-poema visual individual (15 min); 5) apresentação e fechamento coletivo (5 min). O professor circula, observa e registra pistas de compreensão para avaliação formativa.
Materiais Necessários
- Quadro e giz/anteparo para escrever
- Cadernos ou folhas reutilizadas
- Lápis, borracha e lápis de cor / giz de cera
- Tampinhas, palitos ou pequenas peças (opcional) para montar formas das palavras no chão/mesa
- Livros didáticos ou coletâneas de poemas (se houver) ou cópias desenhadas no quadro pelo professor
Conteúdo
Teoria: Explicar, com linguagem simples, o que é poema visual/concreto: é um poema em que as palavras e letras também 'fazem imagem' — a disposição na página, o tamanho e a forma das letras e as imagens ajudam a dizer o poema. Mostrar 2 exemplos no quadro: um bem simples (palavra 'SOL' fazendo um círculo) e outro curto (palavra repetida em forma de onda). Pedir que observem como o formato ajuda a sentir a ideia do poema. (bncc.digital) Acolhida: Saudação breve; roda rápida: 'Quem já viu palavra que vira desenho?' (levantar a mão). Registrar 2 respostas e conectar ao objetivo da aula. (5 minutos) Atividade principal: 1) Observação guiada (duplas): o professor desenha no quadro dois micro-poemas visuais (um simples, outro com ilustração mínima). Duplas recebem 5 minutos para falar o que sentiram e apontar onde o formato mudou o sentido. 2) Produção individual (ou 2 alunos por folha): cada criança cria um micro-poema visual em 10–15 minutos usando apenas folha, lápis e cor — pode usar tampinhas/palitos para formar palavras no espaço se preferir. Professor estimula: escolha uma palavra curta (ex.: MAR, SOL, RIO, GATO) e disponha as letras para 'mostrar' algo. (profy.com.br) Sistematização: Apresentação rápida (2–3 alunos) explicando por que colocaram as palavras assim. Professor reforça como o formato mudou o sentido e escreve no quadro comentários curtos feitos pelos alunos (ex.: 'as letras caem = tristeza', 'em círculo = sol, calor'). Encerramento com elogio e sugestão para continuar produzindo no caderno. (5 minutos)
Avaliação formativa
O professor observa e registra: 1) durante a observação guiada (minutos 10–20): se o aluno aponta pelo menos uma relação entre forma e sentido (ex.: 'as letras formam uma onda, parece mar'); 2) durante a produção (minutos 20–40): se o aluno usa a disposição das letras/imagem para sugerir uma ideia ou sensação; 3) na apresentação (minutos 40–45): se o aluno explica sua escolha com palavras próprias. Critérios alinhados a EF15LP17: reconhecimento e explicação de efeitos de sentido criados pela forma/diagramação e uso intencional desses recursos na própria produção.
Adaptações pedagógicas
Nível Básico: Fornecer molde: folha com forma desenhada (círculo, onda, escada). Oferecer um banco de palavras curtas (ex.: sol, mar, dia, lua) e permitir o uso de tampinhas/palitos para montar as letras. O professor ou um colega 'modelo' escreve junto as primeiras letras. Nível Esperado: Seguir o plano da aula: observar dois exemplos, produzir micro-poema individualmente e explicar em poucas frases a relação forma–sentido. Nível Avançado: Desafiar o aluno a combinar palavra + pequena ilustração e variar tamanho/espaçamento para criar dois efeitos diferentes (por exemplo, 'vento' com letras espaçadas e depois juntas). Pedir que compare e explique qual opção intensifica mais o sentido. Inclusão - Deficiência Intelectual: Usar instruções curtas e claras, passo a passo; oferecer apoio individual ou em duplas; utilizar recursos táteis (tampinhas/palitos) para arranjar palavras; ampliar tempo; apresentar modelo concreto e permitir reproduzi-lo antes de criar o próprio. Inclusão - TEA: Apresentar rotina visual da aula (quadro com etapas numeradas); reduzir estímulos sensoriais (luz/ruído), disponibilizar fone se necessário; permitir que o aluno trabalhe com interesse específico (usar palavra do interesse); oferecer tempo extra e lugar tranquilo para produzir; usar cartões com exemplos visuais e sequências passo a passo. Inclusão - Ritmos de Aprendizagem: Organizar tarefas em passos (observar → conversar → desenhar → explicar). Permitir tempo adicional para quem precisa; oferecer extensão criativa (decorar com cores) para quem termina cedo; usar trabalho em duplas para apoio entre pares.
Referências bibliográficas
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — apresentação e navegação do documento oficial (informações sobre organização por áreas e habilidades). (basenacionalcomum.mec.gov.br)
- Listagem de habilidades da BNCC para Língua Portuguesa (contendo EF15LP17). (indagacao.com.br)
- Exemplos e atividades práticas sobre poemas visuais e concretos (coleção de planos e exemplos didáticos). (bncc.digital)
- Sequências didáticas e atividades locais (SME Goiânia) com sugestões práticas para trabalhar poesia concreta em anos iniciais. (sme.goiania.go.gov.br)
- Mapeamento de estratégias inclusivas para estudantes com deficiência intelectual e TEA (estudos e revisão bibliográfica sobre práticas educativas inclusivas). (pesquisa.bvsalud.org)